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Acre celebra o Dia Mundial da Saúde com foco na saúde materno-infantil e investimentos estratégicos

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Abigail Sunamita

Neste dia 7 de abril o mundo celebra o Dia Mundial da Saúde, uma data crucial e de grande importância, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reforçar a total importância da qualidade de vida e estimular a criação de políticas públicas focadas no bem-estar da população. Este ano, a OMS lança uma campanha global de um ano dedicada à saúde materna e neonatal, intitulada “Inícios saudáveis, futuros esperançosos”.

A iniciativa visa fortalecer a conscientização e também a redução de mortes maternas e neonatais com o principal intuito de priorizar a saúde e o bem-estar a longo prazo das mulheres.

“A nossa visão para o Acre passa, acima de tudo, pelo cuidado com as nossas crianças, que são a base do nosso futuro. Com orientação do governador Gladson Camelí, temos trabalhado de forma incansável para fortalecer o sistema de saúde materno-infantil, com foco em um atendimento cada vez mais humanizado e em uma infraestrutura moderna. A entrega de 48 novos leitos no Hospital Infantil representa um avanço significativo nesse caminho, assim como o andamento das obras da nova maternidade, que em breve trará ainda mais benefícios para a população. Destaco, ainda, o trabalho do nosso banco de leite, que segue como referência de dedicação e incentivo à cultura do aleitamento materno, algo que valorizamos profundamente”, afirma o secretário de saúde, Pedro Pascoal.

Secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, ressaltou a importância desse reforço na estrutura de atendimento. Foto: Felipe Freire/Secom

No Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), demonstra total alinhamento com essa prioridade a nível global, implementando e fortalecendo diversas ações voltadas à saúde das mulheres e de seus bebês. O compromisso com essa causa é evidente em investimentos e estratégias de melhorias que visam garantir um ciclo de vida saudável desde os primeiros momentos.

A força do banco de leite humano: um farol de esperança para os recém-nascidos

Um dos grandes pilares desse compromisso é o fortalecimento do Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, que se configura como referência no estado.

O BLH desempenha um papel indispensável para oferecer orientação e apoio à amamentação, além de realizar a coleta, o processamento, o armazenamento e a distribuição de leite humano para bebês prematuros e de baixo peso. Essa estratégia não apenas nutre os recém-nascidos mais vulneráveis, mas também incentiva a prática do aleitamento materno, que é reconhecida mundialmente pelos seus inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê.

Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Bárbara Heliodora é o banco de leite de referência do estado. Foto: Júnior Aguiar/Sesacre

Em um notável exemplo da crescente conscientização e solidariedade da nossa comunidade, o BLH contabilizou, somente no mês de março, a generosa participação de mais de 20 mães doadoras.

“Atualmente, nós temos a Lei n° 4584, de 2025, que define uma série de diretrizes para sensibilizar a população e qualificar os profissionais de saúde sobre o tema. Entre as ações previstas nessa lei estão as campanhas educativas, palestras e treinamentos específicos para assistência neonatal. A nossa maternidade tanto aqui em Rio Branco como a de Cruzeiro do Sul têm banco de Leite humano e elas promovem anualmente campanhas com relação à doação de leite e também ao manejo  na lactação. Com esse programa, a gente busca ampliar a informação e fortalecer assistência e garantir que as crianças tenham um começo de vida mais saudável”, destacou o coordenador da Rede Alyne, programa do Ministério da Saúde que visa reduzir a mortalidade materna e infantil no Brasil, Walber Carvalho.

Coordenador da Rede Alyne, Walber Carvalho, reforçou a importância da capacitação para a redução da mortalidade infantil. Foto: Luan Martins/Sesacre

A Maternidade Bárbara Heliodora se destaca também pela priorização da humanização no atendimento às gestantes. A equipe multidisciplinar da unidade adota uma abordagem acolhedora e respeitosa, considerando as necessidades físicas e emocionais das mulheres durante todo o ciclo gravídico-puerperal. Essa prática contribui para uma experiência mais positiva e para o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê.

Investimentos na infraestrutura: Hospital da Criança

O governo do Acre reafirma seu compromisso com a saúde da infância com a recente entrega, na última quarta-feira, 2, da reforma do Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva.

A unidade hospitalar foi modernizada e ampliada, ganhando 48 novos leitos, o que representa um aumento significativo na capacidade de atendimento e na qualidade dos serviços oferecidos às crianças acreanas e também para as mulheres acreanas que fazem atendimento na Maternidade Bárbara Heliodora.

“Eu estou muito satisfeita com o atendimento que tenho recebido no Hospital da Criança. A nova estrutura foi muito bem-feita e está super confortável. Além disso, estou sendo bem atendida e bem assistida em tudo o que preciso”,  afirma Cleiciane Veras, grávida de 34 semanas e 6 dias da pequena Ana Clara.

Cleiciane Veras, grávida de 34 semanas e 6 dias.  Foto: Luan Martins/Sesacre

A reforma contou com nova estrutura de rede elétrica, instalação de novos sistemas de climatização e gás medicinal, adequação de banheiros e a implementação de um sistema de combate a incêndios.

Essa iniciativa torna evidente a prioridade em garantir uma estrutura adequada para o cuidado infantil, desde os primeiros dias de vida.

Nova Maternidade de Rio Branco: um futuro com mais segurança e conforto

Outro importante avanço para a saúde materno-infantil no estado é a construção da nova maternidade de Rio Branco. As obras seguem em ritmo acelerado, com o bloco da primeira etapa se aproximando da fase de conclusão.

Secretária adjunta de Atenção à Saúde, Ana Cristina Moraes. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

“Nós estamos trabalhando em várias frentes de ação, ações essas que dizem respeito à descentralização do pré-natal de alto risco, onde nós capacitamos os municípios para acolherem as suas gestantes de alto risco, dando assim capacidade de atendimento e cuidado a essas gestantes em seu território. Para além disso, o Estado investe em obras como reforma de maternidade, ampliação de leitos, para que, assim possamos prestar uma assistência de maior qualidade. Estamos todos de mãos dadas e trabalhando em projetos, vislumbrando a redução desse indicador tão difícil para o Estado e tão problemático”, enfatiza Ana Cristina Moraes, secretária adjunta de Atenção à Saúde.

Recursos serão investidos na continuidade da primeira etapa das obras da nova maternidade. Foto: Samuel Moura/Secom

A nova unidade hospitalar contará com instalações modernas e ampliadas, proporcionando um ambiente mais seguro e confortável para as gestantes e seus bebês. Este investimento estratégico visa otimizar o atendimento obstétrico e neonatal, contribuindo para a redução dos riscos e a promoção de nascimentos saudáveis.

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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