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Acre realiza pagamento de R$ 30 milhões em benefício para servidores da Saúde

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Cássia Veras

O governo do Acre efetuou, neste sábado, 9, o pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões destinados ao Bolsa Qualificação, contemplando 7.187 servidores da saúde. O benefício, que tem um valor médio de R$ 4.100 por servidor, foi creditado em contas do Banco do Brasil, com previsão de depósito até 11 de novembro para outros bancos.

Mas de 7 mil servidores da saúde foram contemplados. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

A iniciativa busca reconhecer e valorizar o trabalho dos profissionais que atuam em órgãos como a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) e o Instituto de Gestão da Saúde do Acre (Igesac). Com essa medida, o governo reforça seu compromisso com a capacitação dos servidores, oferecendo melhores condições de trabalho e incentivando o desenvolvimento contínuo.

Raimunda Costa, técnica de enfermagem na Fundhacre, foi uma das beneficiadas. “Tenho 40 anos de serviço e pela primeira vez na vida vejo essa valorização para os servidores da Saúde. Fiquei muito feliz de manhã, quando abri a minha conta e vi o depósito. Esse dinheiro vem para ajudar tanto na área pessoal quanto profissional. Foi muito importante”, relatou.

Raimunda Costa, técnica de enfermagem é servidora há 40 anos. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

O governador Gladson Cameli ressaltou a relevância de investir na capacitação dos trabalhadores em um momento de crescente demanda por serviços de saúde. “Estamos em um tempo de desafios, e garantir que nossos profissionais tenham acesso a oportunidades de qualificação é essencial para que possam oferecer um atendimento mais humanizado e especializado. Quando investimos neles, estamos, na verdade, cuidando de toda a população do Acre. Essa é uma maneira de mostrar que valorizamos o esforço de cada servidor que contribui para uma saúde pública mais eficiente e digna”, declarou.

Katiucy Queiroz, enfermeira na UPA da Sobral. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

Katiucy Queiroz, enfermeira na UPA da Sobral, agradeceu o incentivo: “É bom ver que esse governo e todos os parlamentares estão valorizando a saúde. Hoje nos sentimos valorizados como pessoas e profissionais, e vamos poder investir na nossa profissão e nos nosso conhecimento. Tudo isso vai se refletir no atendimento ao paciente. Muito obrigada por estarem se empenhando nessa valorização e por se preocuparem conosco”, declarou.

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal. Foto: Odair Leal/Sesacre

O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, destacou a importância da medida. “Estão sendo contemplados aqueles servidores efetivos, temporários e os antigos Igesacre. Lembrando que os servidores terão um período de 12 meses para apresentar seus certificados, justificando a aplicação da Bolsa Qualificação para capacitação e reciclagem. É mais um compromisso do governo para com a população”, afirmou.

Outros servidores também agradeceram

Ary Quintella, médico generalista, frisou como o benefício refletirá na qualidade do atendimento. “Uma melhor comunicação entre os profissionais e os pacientes e com maior incentivo de buscas científicas, a premiação nessa área de conhecimento oportuniza aos servidores a estarem cada vez mais qualificados a ofertar um serviço de qualidade a toda a população que necessita do serviço de saúde”, enfatizou.

Para o Ary Quintella, médico generalista, o incentivo refletirá no atendimento à população. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

Francilene Cunha, supervisora do acolhimento no Pronto-Socorro de Rio Branco, expressou sua satisfação: “Primeiramente, eu vim agradecer o deputado Adailton Cruz e ao nosso secretário de Saúde, Pedro Pascoal. É muito gratificante ver o reconhecimento da nossa luta diária pelo bem-estar da população do estado”, disse.

Jozadaque Beserra, enfermeiro. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

Jozadaque Beserra, enfermeiro, comentou a importância da valorização. “Agradeço ao deputado Adailton Cruz, ao secretário Dr. Pedro Pascoal e ao governador Gladson Cameli por essa força. Vamos devolver isso à população com mais investimentos e qualidade no atendimento. Acordar com esse dinheiro na conta me fez sentir valorizado. É um reconhecimento pela nossa luta”, disse.

José Maria destacou a importância do valor em um momento de dificuldade. Foto: Izabelle Farias/ Sesacre

José Maria, outro enfermeiro, destacou a importância do valor em um momento de dificuldade. “É um dinheiro que vem em boa hora. R$ 4.100 é uma quantia considerável e foi distribuída igualmente, desde o pessoal de apoio até os médicos. Isso mostra um tratamento isonômico. Passamos por momentos difíceis, especialmente durante a pandemia, e esse reconhecimento é justo. Nunca vimos algo assim antes, e isso mostra a preocupação do governo em valorizar o servidor financeiramente, não apenas na parte estrutural”, relatou.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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