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Acreditar na maldição da loteria é reconfortante, mas ganhar muito dinheiro deixa você feliz | Marta Gil

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Martha Gill

Dganhar na loteria destrói sua vida? Quando foi revelado no início desta semana que um britânico anônimo havia ganhou £ 177 milhões no sorteio da EuroMilhões de novembro – tornando-os o terceiro maior ganhador da loteria nacional de todos os tempos – o Correio on-line anunciou isso com toda a imparcialidade de uma fada má num batizado: “Outros grandes vencedores”, dizia a segunda metade da manchete, “enfrentaram a ‘maldição da lotaria’ com divórcio, doença, divisões familiares e morte”.

Acompanhe o progresso dos ganhadores da loteria através dos jornais e você será perdoado por pensar que todos eles vivem a mesma história moral. Manchetes como “O azar de vencer” e “Um tesouro de histórias terrivelmente tristes de ganhadores da loteria” deixe claro o ponto.

Alguém com um emprego normal ganha milhões, mas o presente é envenenado e a sua vida rapidamente muda dramaticamente para pior. Eles brigam com a família e os amigos e trocam o cônjuge por outra pessoa, que acaba querendo-os apenas pelo seu dinheiro. Eles deixam o emprego e passam o dia todo gastando dinheiro. Logo eles estão falidos, sem amigos e com problemas de dependência, soluçando porque ganhar na loteria foi a pior coisa que já aconteceu com eles.

Uma das histórias mais repetidas é a de “Loto caipira” Michael Carrollque ganhou 9,7 milhões de libras em 2002 e gastou tudo em drogas, jogos de azar e bordéis, alegando que começava cada dia com “três linhas de Charlie e meia garrafa de vodca”. Ele acabou sem-teto, falido, divorciado e um “alcoólatra completo”, retornando à sua vida anterior como coletor de lixo.

Outra é a história de Mukhtar Mohidino primeiro multimilionário da loteria nacional da Grã-Bretanha. Depois de ganhar £ 17,9 milhões, ele rapidamente se transformou de um homem de família trabalhador em um violento jogador playboy. Seu casamento acabou, ele foi rejeitado pela comunidade e seus parentes brigaram por causa de dinheiro.

Adolescente britânico Callie Rogers ganhou £ 1,8 milhão em 2003e gastou centenas de milhares com seus amigos e familiares. Mais tarde, ela disse a um tablóide que estava ansiosa porque as pessoas só estavam atrás dela por causa de seu dinheiro. Eventualmente, com o dinheiro gasto, ela começou a trabalhar como faxineira, voltando a morar com a mãe. “Agora que todo o dinheiro acabou, posso encontrar um pouco de felicidade” ela disse. “Isso arruinou minha vida.” Mas essas histórias são atípicas ou a regra? Há uma estatística que circula há muito tempo – muitas vezes creditada ao National Endowment for Financial Education in America – de que 70% dos ganhadores da loteria acabam falidos em alguns anos. Mas é infundado. A NEFE emitiu um comunicado distanciando-se da reivindicação e dizendo que a estatística não era apoiada por nenhuma evidência que pudesse encontrar. Enquanto isso, um estudo em larga escala na Flórida descobriu que o pedido de falência era relativamente raro entre ganhadores de loteria – e não fez diferença se ganharam menos de US$ 10.000 ou mais de US$ 50.0000.

A loteria deixará você sozinho, com a família e os amigos angustiados pelos espólios? Não de acordo com um estudo de Joan Costa-Font da London School of Economics, que conclui que ganhar na loteria pode, na verdade, fortalecer seus relacionamentos íntimos. Os vencedores passaram mais tempo com os amigos, embora menos tempo conversando com os vizinhos. Por que? Quanto mais dinheiro você tiver, menos precisará socializar por razões práticas – você pode fazer isso apenas por diversão.

Mas a loteria deixa você mais feliz? Bem, sim. Uma grande amostra de Jogadores de loteria suecos descobriram que os vencedores de grandes prêmios experimentaram “aumentos sustentados na satisfação geral com a vida” que persistiram por mais de uma década e não mostraram sinais de dissipação. A maioria gastou os seus ganhos lentamente ao longo de muitos anos e a maioria continuou a trabalhar, embora o seu tempo de lazer fosse de maior qualidade. Um estudo alemão descobriu que quanto mais você ganha, mais feliz você estava. Há também algumas evidências de que ganhar na loteria também pode fazer você mais saudável a longo prazo.

No entanto, o interesse nos vencedores infelizes persiste. A revista on-line Ardósia relatou um longa história de manchetes de jornais relacionadas a loterias nos Estados Unidos: “Um padeiro e sua esposa grávida assassinados por seus ganhos por um empregado (Paris, França, 1765). Um jackpot desperdiçado investido em um empreendimento marítimo fracassado (Newburyport, Massachusetts, 1883). Um vencedor morrendo de ataque cardíaco imediatamente ao ouvir a notícia de sua sorte inesperada (Bilbao, Espanha, 1934).

Isso é consequência da escolha acumulada nos jornais? Relate sobre “outliers incomuns” suficientes e eles podem começar a se parecer com a norma. Essa é uma explicação. Mas existem mitos maiores em ação: o lugar-comum de que dinheiro não compra felicidade; a ideia esnobe de que as pessoas com baixos rendimentos não sabem como lidar com grandes quantidades de dinheiro.

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O primeiro é um pensamento tranquilizador traduzido na sabedoria popular: é psicologicamente útil para os não-ricos pensar que estariam em situação pior com mais dinheiro. Mas também é uma cobertura bastante útil para os ricos; isso os protege de muita inveja. Reforçado por ricos e pobres, não admira que tenha ficado tão enraizado na cultura popular – o rico-mas-infeliz é um tropo que se repete e se repete.

Mas é verdade? Um estudo de 2010 que teorizou um “platô de felicidade” após uma determinada renda tornou-se extremamente popular. Menos conhecido é o facto de o estudo ter sido desmentido – acaba por ser verdade apenas para aqueles que já estão muito infelizes (há alguns problemas que o dinheiro não consegue resolver). Para a maioria, porém, a felicidade aumenta com a renda.

E o segundo mito é ainda mais corrosivo. O que começa com o desprezo pelos ganhadores da loteria de baixa renda termina na ideia de que as instituições de caridade não devem dar dinheiro aos necessitados, porque irão desperdiçá-lo. Mas isso não é verdade. Conseguir algum dinheiro é, na verdade, uma maneira bastante confiável de melhorar sua vida. Não deixe ninguém lhe dizer o contrário.

Martha Gill é colunista do Observer



Leia Mais: The Guardian

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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