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POLÍTICA

AGU vai gastar R$ 17 milhões para aumentar proteçã…

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Ricardo Chapola

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Chefiada pelo ministro Jorge Messias, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai gastar  R$ 17 milhões para contratar serviços de melhoria em segurança cibernética e proteger seus sistemas internos de eventuais ataques praticados por hackers. O órgão sustenta  a necessidade desse incremento devido ao aumento do número de tentativas de invasão de suas redes nos últimos anos. A abertura da licitação foi anunciada na semana passada.

No edital, a pasta informa ter interesse na contratação de serviços para identificar vulnerabilidades de seus sistemas e gerenciar as identidade de quem acessa suas redes. Quer contratar também programas que simulem violações de segurança e ataques cibernéticos, além de investir em ferramentas de proteção e rastreamento de eventuais invasores por meio de seus IP’s , endereço que identifica um dispositivo na internet.

Em um estudo preliminar, os técnicos pedem a aquisição de ferramentas para implantar níveis de segurança em conformidade com os padrões internacionais. Solicitam ainda a aquisição de programas que impeçam eventuais vazamentos de informações.

“A AGU se vê obrigada a adotar medidas contra-ataques cibernéticos, buscando de forma segura, inteligente e automatizada, mecanismos de detecção e análise avançada de ameaças”, diz um trecho do documento. “Considerando o aumento de ataques direcionados a órgãos importantes do governo e a velocidade de surgimento de novas e complexas ameaças, torna-se uma necessidade cada vez mais importante manter todo ambiente atualizado e seguro, devido à dimensão e importância dos serviços prestados pela AGU à sociedade”, destacam os técnicos.

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Crescimento de invasões

A principal justificativa utilizadas pela AGU para realizar a aquisição desses serviços é o aumento do número de tentativas de ataques realizados por hackers aos sistemas da pasta. Segundo a área técnica, em 2023 o órgão sofreu 621,5 mil investidas – um aumento de 19% em relação a 2022. Até setembro deste ano, foram contabilizadas mais de 356 mil. O recorde ocorreu em 2014, quando houve mais de 1 milhão de ocorrências.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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