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“Alguns dos meus papéis são uma forma de ativismo”

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Antoine Reinartz, no Café Ventura, Paris 9, 24 de setembro de 2024.

Antoine Reinartz alerta: não é conciso. A hora dedicada a este aperitivo poderia, na verdade, ter-se estendido muito além da razão, já que o ator gosta de percorrer estradas vicinais para contar o que o levou da sua terra natal até ao bar da rue des Martyrs onde nos encontra. Ele está aqui em casa, cumprimenta a equipe da noite – aquela que ele mais conhece – e confidencia que a culinária do bistrô salva seu dia nos dias em que não há nada na geladeira. O que está a acontecer cada vez com mais frequência a este jovem pai de 39 anos, especialmente desde o seu papel como promotor mesquinho no Anatomia de uma quedaPalma de Ouro em Cannes em 2023.

Ao mesmo tempo, ele era o advogado em Tapiena Netflix, e, uma coisa levou à outra, o público conheceu o rosto de menino e o timbre caloroso deste ator ultratécnico cuja afabilidade esconde o nervosismo de quem sabe que está num ponto de viragem na carreira. O vício do açúcar obriga, ele pede um leite com morango.

Quase molhado enquanto chove lá fora, é apontado para ele que ele está bem vestido, uma forma de seguir para Robinson, seu personagem na série A casa (na Apple TV+), turbulenta herdeira de uma grife em meio à turbulência econômica e artística. Ele sorri, um pouco lisonjeado, mas admite ter uma relação distante com a moda há muito tempo. “Quando eu era jovem, pensava que era preciso ter tudo na cabeça e nada na aparência. Em última análise, não é muito saudável… Ainda temos um envelope corporal. Sentir-se bem, na sedução, também é importante, mesmo que dia sim, dia não esteja de pijama ou roupa esportiva na rua. »

Trabalhar o corpo continua sendo um projeto em construção para esse ator colocado, desde o início, numa caixa intelectual. “Não houve sedução em mimele ri. Hoje quero, na tela, ser o namorado de Marion Cotillard e que as pessoas acreditem nisso. » Apesar das grandes diferenças de cabelo (bola a zero em Justine Triet, topete preenchido Tapie) e o ioiô na balança − nesta tarde de setembro, ele parece pesar 10 quilos a menos que em A casa –assume mais técnica francesa, prazer do texto, do que método Actors Studio. “Em França, assim que cheira demasiado a construção, não funciona. »

Recusa de dogmas

Quando questionado sobre sua capacidade de transição fácil de um papel hétero para um gay, aquele que recebeu o César de melhor ator coadjuvante por 120 batidas por minutoo belo filme de Robin Campillo sobre os primeiros anos de Act Up na França, recusa qualquer dogmatismo. “Na tela, há problemas físicos significativos. A certa altura, era importante que fossem pessoas trans interpretando pessoas trans… Gostaríamos que as minorias pudessem brincar de tudo, mas não o contrário. Não é possível e acima de tudo não nos importamos! O importante é o resultado… Se nos privarmos desta fluidez, privamo-nos de tudo, privamo-nos de Timothée Chalamet, de Paul Kircher…”

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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