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Apuração de morte de estudante de medicina se arrasta – 13/12/2024 – Cotidiano
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2 anos atrásem
Paulo Eduardo Dias
Três semanas após a morte do filho caçula, o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22, o médico Julio Cesar Acosta Navarro, 59, afirma ver uma espécie de cumplicidade e proteção aos policiais militares envolvidos no caso.
Ninguém foi preso pelo homicídio do jovem, que estava no 5º ano de medicina e sonhava em ser pediatra e obter o diploma na área da saúde como os pais e os irmãos mais velhos.
O sonho de Acosta foi interrompido na madrugada de 20 de novembro ao tomar um tiro na barriga dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. A ação aconteceu após o estudante dar um tapa o retrovisor da viatura onde estava o PM Guilherme Augusto Macedo, 26, autor do tiro. O soldado perseguiu Acosta até a hospedaria, onde disparou. A cena foi gravada por uma câmera no local.
Macedo e um outro PM que estava com ele estão afastados, realizando trabalhos internos.
Macedo foi indiciado sob suspeita de homicídio doloso (com intenção) horas depois da morte, em meio a uma sequência de críticas por parte de familiares do jovem. Mesmo com o indiciamento relâmpago, a investigação segue arrastada. Por exemplo, o documento do indiciamento do PM ainda não foi encaminhado para a Justiça Militar. Na Polícia Civil, o caso já está com o terceiro delegado diferente.
“O processo está na 4ª Vara do Tribunal do Júri, ainda não foi distribuído à Promotoria”, disse o Ministério Público.
Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) do estado afirmou que o delegado que presidia o inquérito policial foi transferido de unidade como parte das movimentações de rotina. “Deste modo, assim como determina a lei, um novo delegado assumiu o caso, sem prejuízos às investigações que prosseguem sob sigilo e incluem a análise das imagens captadas pelas Câmeras Operacionais Portáteis dos agentes envolvidos”.
A pasta acrescentou que a Polícia Militar investiga a ocorrência com acompanhamento da Corregedoria.
As críticas à gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) por parte dos familiares fizeram o governador se manifestar 40 horas depois do homicídio. Em uma postagem no X, Tarcísio lamentou o ocorrido e disse que aquela não era a conduta que a polícia deve ter com o cidadão. “Abusos nunca vão ser tolerados e serão severamente punidos”, dizia um trecho do texto.
Navarro se mostra aborrecido com o rumo das investigações e, durante entrevistas para a Folha, teceu críticas ao governador, ao secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite e ao comandante-geral da PM, coronel Cássio Araújo de Freitas, o qual, segundo o pai da vítima, fez de tudo para diminuir seu filho.
“Prometeu uma punição severa, que até agora não sei que punição, porque os policiais estão em casa, provavelmente jogando baralho, assistindo TV, recebendo seu salário. Não sei que punição é essa, se já vai cumprir um mês. E a gente com a vergonha, a pena. Essa impunidade”, disse o médico sobre Tarcísio.
Para Navarro, o cérebro da política e da filosofia de crueldade é Derrite. “Esse secretário de segurança é um cara que está aí, que está ficando por uma questão política, filosófica, é uma questão, um paradoxo que faz o governador”, acrescentou Navarro, que deixou suas funções no Hospital das Clínicas para lutar por justiça no caso do filho.
Para a família, a morosidade vista na investigação da Polícia Militar também é percebida no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.
“Infelizmente o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa já trocou três delegados. O primeiro delegado de plantão, depois, havia uma divergência de qual equipe iria assumir, assumiu um delegado, e agora, o terceiro delegado está assumindo a investigação. É triste, porque para a família que precisa de uma resposta rápida e urgente há essa demora nas investigações”, relatou o advogado Roberto Guastelli, que acompanha a família.
“As câmeras corporais dos dois policiais militares ainda não foram entregues à delegacia que está investigando o caso. Parece que há uma falta de transparência, principalmente da Polícia Militar, no tocante a entrega das imagens da violência praticada contra o estudante. O que será que eles estão querendo com isso? Retardar a investigação? A família clama por justiça”, acrescentou.
A última movimentação do processo na base do Tribunal de Justiça ocorreu em 26 de novembro.
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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