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Ásia se prepara para ruptura de alianças e comércio após vitória de Trump | Notícias

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Taipé, Taiwan – A Ásia prepara-se para uma segunda presidência de Donald Trump, que está preparada para injectar imprevisibilidade nas relações da região com os Estados Unidos, desde lançar dúvidas sobre alianças de longa data até ameaçar derrubar biliões de dólares no comércio.

Durante o seu primeiro mandato como presidente, de 2016 a 2020, Trump, que obteve uma vitória decisiva contra Kamala Harris nas eleições de terça-feira, quebrou muitas das regras de longa data, mas tácitas, da política externa dos EUA.

Lançou uma guerra comercial com a China em 2018 – numa altura em que muitos países ainda cortejavam o seu favor – e envolveu-se com dois dos líderes mais diplomaticamente isolados da Ásia, Kim Jong Un da ​​Coreia do Norte e o então Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen.

No seu segundo mandato, Trump prometeu implementar uma versão ainda mais agressiva da sua visão “América em primeiro lugar”, incluindo uma agenda económica protecionista que aumentaria as tarifas para níveis nunca vistos desde a Grande Depressão de 1929-1939.

“Um segundo mandato de Trump iria além das tarifas específicas do primeiro para uma base de alvos muito mais ampla, tanto na China como globalmente”, disse Steve Okun, fundador e CEO da APAC Advisors, com sede em Singapura, à Al Jazeera.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, foi um dos primeiros líderes da região a felicitar Trump pela sua vitória na quarta-feira, dizendo que estava ansioso por “renovar a nossa colaboração”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China manifestou anteriormente esperança numa “coexistência pacífica” com os EUA, quando Trump parecia prestes a garantir os 270 votos necessários no colégio eleitoral.

“Continuaremos a abordar e a lidar com as relações China-EUA com base nos princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação ganha-ganha”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em um briefing regular.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, fala durante uma coletiva de imprensa no Ministério das Relações Exteriores em Pequim, em 19 de agosto de 2024 (Andy Wong/AP)

As relações dos EUA com a China, que se deterioraram durante o primeiro mandato de Trump e permaneceram tensas sob o presidente Joe Biden, deverão piorar ainda mais se o antigo presidente levar a cabo os seus planos de impor uma tarifa de pelo menos 60 por cento sobre as importações chinesas.

“A turbulência entre os EUA e a China será uma das histórias a observar e, claro, isso poderá ter efeitos em cascata para toda a região e para as cadeias de abastecimento regionais mais amplas ligadas à China”, Nick Marro, principal economista para a Ásia no Unidade de Inteligência Economista, disse à Al Jazeera.

Ao longo dos últimos oito anos, os EUA tentaram libertar-se da sua estreita relação económica com a China, com grande parte da Ásia apanhada no meio de um jogo de empurra e puxa entre a maior e a segunda maior economia do mundo.

Nos bastidores, os líderes de toda a Ásia estarão provavelmente preocupados com a agenda económica de Trump.

Além da China, a região abriga muitas das economias mais dependentes do comércio do mundo.

O Sudeste Asiático, por exemplo, tem um rácio médio entre comércio e produto interno bruto (PIB) de 90 por cento, o dobro da média global, de acordo com a Fundação Hinrich, uma organização filantrópica centrada no comércio com sede em Singapura.

Além das tarifas sobre a China, Trump também propôs uma tarifa geral de 10-20 por cento sobre todos os produtos estrangeiros.

Essas medidas afectariam as economias orientadas para a exportação em toda a região, incluindo jurisdições amigas e aliadas, como a Coreia do Sul, o Japão, Taiwan e o Vietname.

A Oxford Economics, uma empresa de consultoria, estimou que a “Ásia não-China” veria as suas exportações e importações cair 8% e 3%, respectivamente, sob a versão mais conservadora dos planos de Trump.

Analistas da Escola de Economia e Ciência Política de Londres previram que as tarifas de Trump levariam a uma redução de 0,68 por cento no PIB da China e a perdas de PIB de 0,03 por cento e 0,06 por cento, respectivamente, para a Índia e a Indonésia.

Na semana passada, o chefe do fundo soberano de Singapura, Rohit Sipahimalani, emitiu um raro aviso sobre os planos de Trump, dizendo que as tarifas poderiam “criar incerteza” e “impactar o crescimento global”.

Marro disse que espera que Trump avance rapidamente no comércio assim que entrar novamente no Salão Oval.

“O cronograma que estamos analisando são os primeiros 100 dias de mandato. As tarifas são uma parte de seu foco político que ele realmente não se desviou do tempo em que esteve no cargo e do tempo em que esteve em campanha”, disse Marro à Al Jazeera.

“Dado que esta é uma área de consistência política, sugere que poderíamos ver um movimento um pouco mais rápido do que em outras áreas.”

Isaac Stone-Fish, CEO e fundador da Strategy Risks, disse que os líderes empresariais asiáticos precisariam começar a planejar quaisquer resultados.

“As empresas e os reguladores em toda a Ásia precisam de compreender que isto aumentará o custo do comércio com a China e que precisam de ter uma melhor compreensão de como gerir a sua exposição à China”, disse Stone-Fish à Al Jazeera.

Tsai
A ex-presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, fala com o então presidente eleito dos EUA, Donald Trump, através de um viva-voz em Taipei, Taiwan, em 3 de dezembro de 2016 (Gabinete Presidencial de Taiwan via AP)

Outra fonte de incerteza é a ambivalência de Trump em relação às alianças e parcerias tradicionais com países como o Japão e a Coreia do Sul, que acusou de aproveitarem a protecção militar de Washington.

“A vitória de Trump aumenta a probabilidade de a política externa americana se afastar da ‘diplomacia baseada em valores’ ou da colaboração com países aliados que mantêm valores semelhantes numa luta com a China e a Rússia, e em direção a uma busca unilateral dos interesses exclusivos dos EUA, ” O jornal Hankyoreh da Coreia do Sul disse em um editorial na quarta-feira.

“O governo sul-coreano terá de maximizar a comunicação para minimizar o ‘risco Trump’, ao mesmo tempo que muda para uma política externa mais pragmática que dá prioridade ao interesse nacional sobre os valores.”

A aparente relutância de Trump em usar o poder militar dos EUA para defender parceiros de agressões atraiu especial atenção no caso de Taiwan.

Embora os EUA e Taiwan não tenham relações diplomáticas formais, Washington é o seu principal garante de segurança e comprometeu-se, através da Lei de Relações com Taiwan de 1979, a ajudar a ilha autónoma a defender-se.

Desde 1950, Washington vendeu quase 50 mil milhões de dólares em equipamento e serviços de defesa a Taiwan, segundo estimativas do Conselho de Relações Exteriores, com sede nos EUA.

Trump criticou Taiwan por “roubar” a indústria global de chips dos EUA e por não pagar a Washington pela sua defesa, mas também ameaçou impor tarifas elevadas à China se esta avançar para invadir a ilha, que Pequim considera o seu território.

Durante o seu primeiro mandato, Trump quebrou décadas de protocolo dos EUA ao aceitar um telefonema do então presidente de Taiwan, Tsai, que o felicitou pela sua vitória eleitoral.

A sua administração também buscou um relacionamento mais próximo com Taipei em geral, mas evitou assinar um acordo de livre comércio que poderia ter irritado Pequim.

Yang Kuang-shun, cofundador do US Taiwan Watch, com sede em Taipei, disse que Taiwan deveria apresentar a Trump o mais cedo possível que a ilha é um parceiro confiável e digno de sua atenção.

“Taiwan precisa de fazer um movimento muito forte e ousado para convencer Trump… Taiwan está disposto a arcar com os seus encargos e a pagar mais pela sua própria defesa, e também a mostrar que está disposto a trabalhar com a América e a encorajar mais empresas taiwanesas a investir na América, ”Yang disse à Al Jazeera.

Stone-Fish disse que os países asiáticos que dependem de Washington para a sua defesa, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, precisariam apresentar o seu caso ao novo presidente.

“Uma presidência de Trump significa que o Japão e Taiwan precisam de mostrar – cedo e frequentemente – a Trump e aos responsáveis ​​de Trump porque é que as tropas dos EUA na região são fundamentais. E espero que Trump e sua equipe ouçam”, disse ele.

RCEEP
Ministros do comércio de 16 países da região Ásia-Pacífico posam para uma foto de grupo durante a reunião ministerial da Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP) em Hanói, Vietnã, em 22 de maio de 2017 (Hau Dinh/AP)

Alguns analistas também acreditam que a abordagem mais isolacionista de Trump à política externa, “América em primeiro lugar”, poderia dar a Pequim uma vantagem diplomática na região, o que os críticos dizem que o republicano permitiu durante o seu primeiro mandato.

Em 2017, Trump retirou os EUA da Parceria Transpacífica, um acordo comercial de 12 membros que na altura representava 40% do comércio global. Em seu lugar, Pequim introduziu com sucesso a sua Parceria Económica Regional Abrangente.

A parceria de 15 membros é atualmente o maior acordo comercial do mundo em termos de PIB.

Durante o primeiro mandato de Trump, Pequim também conquistou cinco da lista cada vez menor de aliados diplomáticos de Taiwan – São Tomé e Príncipe em 2016, Panamá em 2017, e República Dominicana, Burkina Faso e El Salvador em 2018. Taipei perdeu dois – Nicarágua e Nauru – sob Biden.

Apesar dos seus instintos isolacionistas, Trump também demonstrou vontade de se envolver na diplomacia de formas pouco ortodoxas, principalmente no caso das suas cimeiras com Kim da Coreia do Norte.

Em 2018, tornou-se o primeiro presidente dos EUA em exercício a manter conversações com um líder norte-coreano quando se encontrou com Kim em Singapura.

Ele seguiu essa reunião com mais duas, uma das quais o viu pisar brevemente em solo norte-coreano, outra inédita para um líder dos EUA.

No início da pandemia de COVID-19, Trump teria enviado testes de coronavírus a Kim, de acordo com o último livro do lendário jornalista Bob Woodward.

Quatro anos mais tarde, a abertura de Trump ao envolvimento com o ditador norte-coreano não parece ter mudado.

Falando na Convenção Nacional Republicana em julho, Trump disse que “se dava muito bem” com Kim.



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Estudantes de Jornalismo da Ufac ensinam audiovisual a moradores da Reserva Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Estudantes de Jornalismo da Ufac ensinam audiovisual a moradores da Reserva Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

Estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac) realizaram oficinas de audiovisual na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A iniciativa ensinou técnicas de produção de vídeos a moradores da reserva, com atividades de roteiro, gravação e edição, para incentivar o registro da história, da cultura e do cotidiano das comunidades.

As oficinas começaram em 6 de outubro e ocorreram em duas escolas: José Siqueira dos Santos, na comunidade Cazumbá, e Francisco Siqueira Moura, no Seguro. As atividades tiveram duração de um dia e meio em cada local e reuniram 20 participantes por comunidade, entre crianças, adolescentes e adultos.

Estudantes do ensino médio, professoras, funcionárias e bolsistas participaram da capacitação na escola José Siqueira dos Santos, localizada no núcleo da reserva. 

Foto: Beatriz Guedes


A formação foi ministrada por sete estudantes do 4º período de Jornalismo da Ufac, que desenvolveram atividades teóricas e práticas de produção audiovisual. Durante as aulas, os participantes aprenderam técnicas de elaboração de roteiros, captação de áudio e imagem, gravação e edição de vídeos. Na etapa prática, dividiram-se em grupos para produzir conteúdos sobre temas relacionados à comunidade.

A equipe foi formada pela professora Aleta Dreves e pelos estudantes Beatriz Oliveira, Islana Wiciuk, Railan Costa, Gabriela Guedes, Lauana Brito, Beatriz Guedes e Joás Linhares. 

A atividade integra uma ação de extensão do curso de Jornalismo, desenvolvida em parceria com o projeto Tecendo Teias de Aprendizagem e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Demanda da comunidade

A oficina surgiu a partir de uma solicitação dos próprios moradores da reserva. Segundo a professora Aleta Dreves, responsável pela ação de extensão, a proposta inicial era oferecer uma atividade voltada à fotografia, mas a comunidade manifestou interesse em aprender também técnicas de produção audiovisual.

A intenção é ampliar o acesso ao conhecimento na área e incentivar os moradores a produzir registros sobre a própria realidade. A formação também busca contribuir para a criação de agentes comunicadores na reserva, capazes de compartilhar histórias, tradições e experiências sem precisar sair do território para adquirir esse conhecimento.

“Os objetivos são qualificar a população da Resex para despertar conhecimento nessa área, para que, somada a outras qualificações, possamos formar agentes comunicadores, visando à possibilidade de esses jovens e adultos não precisarem sair de dentro da reserva para obter o conhecimento”, explicou Aleta.

Para adaptar as aulas à realidade dos participantes, a equipe priorizou conteúdos básicos e ferramentas acessíveis, como celulares e tablets. 

Foto: Beatriz Guedes


A proposta também considerou a possibilidade de os moradores utilizarem a internet para aprimorar o aprendizado e divulgar as próprias produções.

Durante as oficinas, os estudantes da Ufac utilizaram exemplos próximos da rotina dos participantes para facilitar a compreensão das técnicas. A produção dos vídeos também permitiu que os moradores escolhessem temas ligados à cultura, ao trabalho e às experiências vividas na reserva.

Beatriz Guedes, uma das universitárias que ministraram as aulas, explicou que o foco foi ensinar a produção de vídeos curtos, desde a gravação até a edição. A proposta é que os participantes utilizem o conhecimento para registrar acontecimentos do cotidiano e desenvolver novas produções por conta própria.

“Estamos trabalhando com produção de audiovisual e tendo uma troca de conhecimento com os alunos. Ensinamos outros modelos, mas o nosso foco é vídeos curtos, para que eles registrem o seu cotidiano e publiquem nas redes sociais”, explicou Beatriz.

Entre os temas escolhidos pelos grupos estão a castanha e as lendas da comunidade. A estudante afirmou que a escolha de assuntos conhecidos pelos moradores ajuda a aproximar o conteúdo das oficinas das experiências de cada participante.

Um dos participantes da oficina é Kairo Siqueira, de 17 anos, que integra um grupo responsável pela produção de um vídeo sobre a seringueira, o látex e o artesanato. Para ele, a oficina permitiu conhecer novas técnicas de gravação e pensar em outras possibilidades de produção de conteúdo.

“Está sendo engraçado e bem produtivo. Nós estamos aprendendo mais sobre as filmagens, sobre as nossas formas de filmagem e sobre várias outras coisas”, relatou o estudante.

Kairo Siqueira, de 17 anos, participou da oficina de audiovisual e pretende utilizar o aprendizado para produzir vídeos próprios.

Foto: Beatriz Guedes

Kairo pretende aproveitar o aprendizado para criar vídeos sobre jogos, experiências pessoais e atividades realizadas na floresta. Segundo ele, a vontade de gravar já existia, mas a oficina apresentou conhecimentos que podem ajudar a desenvolver essas produções.

A experiência também pode ampliar o uso do audiovisual por quem já tinha contato com a fotografia e a gravação de vídeos. Keven dos Santos, de 19 anos, conta que acompanha registros da reserva desde a infância, quando o pai participava de projetos com fotógrafos de Brasília. Com o tempo, ele próprio passou a gravar momentos do cotidiano e publicar vídeos em uma conta privada.

Para Keven, o audiovisual também pode ajudar a apresentar diferentes perspectivas sobre a vida na comunidade, especialmente as diferenças entre as gerações. 

Para Keven, o audiovisual também pode ajudar a apresentar diferentes perspectivas sobre a vida na comunidade, especialmente as diferenças entre as gerações.
Foto: Beatriz Guedes

Troca de experiências

Além dos moradores, os estudantes da Ufac também aproveitam a experiência para colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante a graduação. Para Railan Costa, as oficinas aproximam os conteúdos teóricos das situações que os futuros jornalistas encontram fora da universidade.

“A gente espera que fiquem boas sementes, pessoas interessadas em ser comunicadoras na questão de reproduzir tudo aquilo que a comunidade tem a oferecer. E que, assim como nós viemos ensiná-los a fazer, eles também possam ensinar as outras crianças, os outros jovens, que também possam somar junto com eles aqui na comunidade”, declarou.

A ação também prevê novas etapas de formação. Segundo Aleta Dreves, estão planejados um curso mais aprofundado de audiovisual em Rio Branco, oficinas de podcast e fotografia, além de uma atividade de fotografia na comunidade, voltada ao registro do artesanato local e à produção de fotografia artística.

Tecendo Teias de Aprendizagem

A oficina de audiovisual faz parte de uma iniciativa mais ampla de extensão universitária desenvolvida na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema. O projeto Tecendo Teias de Aprendizagem surgiu a partir de demandas da própria comunidade por ações nas áreas de educação, saúde e oportunidades para jovens e trabalhadores extrativistas.

Segundo a pedagoga Socorro Siqueira, que atua na coordenação local, o projeto foi elaborado em 2025 e assumido pela Ufac no fim do mesmo ano, como um programa de extensão. As ações começaram a ser executadas no início de 2026 e incluem atividades de apoio à educação, preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e produção de materiais pedagógicos para as escolas da reserva.

Para Socorro, a oficina de audiovisual contribui para aproximar os jovens da comunidade dos universitários e incentivar a expressão de suas próprias ideias. A convivência entre os grupos também permite a troca de conhecimentos entre pessoas com experiências diferentes.

“Um dos objetivos é fazer com que os jovens da comunidade se sintam em pé de igualdade, apesar de terem saberes diferentes. Perder a timidez, conseguir expressar-se como eles querem. Então, a comunicação é de fundamental importância para eles poderem conquistar os objetivos que têm”, afirmou a pedagoga.

A pedagoga Socorro Siqueira destaca a importância da comunicação para que os jovens da comunidade expressem suas ideias.

A pedagoga Socorro Siqueira destaca a importância da comunicação para que os jovens da comunidade expressem suas ideias.
Foto: Beatriz Guedes

Participantes da primeira etapa do projeto na escola Francisco Siqueira Moura. 

Foto: Aleta Dreves



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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