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Bestene: “eleição para a presidência da Aleac não está decidida”

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A frase acima foi dita ontem pelo deputado eleito José Bestene (PROGRESSISTAS), em telefonema à coluna, comentando notícias que saíram na imprensa de que a eleição para a presidência da Assembléia Legislativa já estava decidida a favor do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS). “Não existe nada disso, muita água vai correr até o dia da votação, eleição na Assembléia nunca foi decidida com dias de antecedência”, lembrou Bestene. O parlamentar, que já foi presidente da casa, criticou duramente o que chamou de “interferência externa” na condução do processo, por parte de quem não é mais deputado e de deputado que não estará mais na próxima legislatura. “Está tudo errado nesta condução”, desabafou. Não falou em nomes, mas a dedução da coluna é que tenha feito as referencias críticas ao ex-deputado e vice-governador Major Rocha (PSDB) e ao deputado Ney Amorim (sem partido), por estarem na coordenação da montagem de uma chapa para sacramentar os deputados Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) e Luiz Gonzaga (PSDB) na presidência e primeira secretária, respectivamente. Ambos estão de cabeça atuando na formação de um grupo capaz de garantir a eleição dos seus candidatos, inclusive, em reuniões com as presenças de deputados da oposição. Por outro lado, há uma articulação em curso, para viabilizar a candidatura do deputado eleito José Bestene (PROGRESSISTAS), para a presidência do Legislativo.

BARRADOS NO BAILE

O grupo de deputados que foi fechado no apoio à chapa Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para presidente e Luiz Gonzaga (PSDB) de primeiro secretário, que tem na coordenação o vice-governador Major Rocha e o deputado Ney Amorim, vetou as presenças na chapa dos deputados Roberto Duarte (MDB) e Meire Serafim (MDB). Do MDB aceitam a deputada Antonia Sales.

MDB DÁ XEQUE-MATE

A Executiva Regional do MDB não aceitou ser retirada do processo para beneficiar na chapa deputados da oposição, que são minoria, e emitiu ontem uma NOTA em que dá todos os poderes ao deputado eleito Roberto Duarte (MDB), para falar em nome do partido e referendam a sua candidatura à primeira secretaria da ALEAC.

CANTANDO DE GALO

Deputados da coligação que apoiou a candidatura do governador Gladson Cameli criticam o fato da oposição ser minoria na próxima legislatura e o deputado eleito Edvaldo Magalhães (PCdoB), estar cantando de galo nas reuniões, como seu partido tivesse vencido a eleição.

CONVITE OFICIAL

Ontem, num café da manhã, o governador Gladson Cameli foi comunicado de como estava o andamento da eleição da mesa diretora e aproveitou para fazer um convite oficial a que o deputado Ney Amorim (sem partido) venha a ser o coordenador político do governo, principalmente, nas relações, entre os deputados estaduais e o Palácio Rio Branco.

POSSE CERTA

A informação que a coluna tem é a de que o deputado Ney Amorim aceitou o convite, sendo provável que a sua nomeação venha ser marcada para uma data no mês de fevereiro.

ROMARIA NA SAÚDE

Ontem, foi uma romaria de vereadores na secretaria municipal de saúde para falar com o secretário Oteniel Almeida, com reclamações da perda de cargos na reforma administrativa. Não sei o tamanho da perda, mas se cortes não ocorressem a PMRB iria para o buraco.

ADEQUAÇÃO Á REFORMA

Com a redução de 20% dos cargos comissionados da Administração Direta da PMRB, decorrente da Reforma Administrativa, a secretaria municipal de Saúde está passando por uma reestruturação. A medida, aliada a outras reduções de despesas, visa o fortalecimento das ações dos órgãos municipais, para melhorar o atendimento à população.

COMUNISTA LIGHT

Caso não tivesse emplacado como secretário municipal de Educação, o professor Moisés Diniz (PCdoB), por certo ocuparia um cargo no governo Gladson Cameli, já havia démarche neste sentido. O Moisés é o que se pode chamar de comunista light, sem o ranço dos camaradas.

QUEBRANDO ANIMOSIDADES

Na inauguração do Centro Integrado de Esportes, em Cruzeiro do Sul, com a presença do ministro, chamou atenção a fala do prefeito Ilderlei Cordeiro, ao reconhecer a contribuição das deputadas federais Perpétua Almeida (PCdoB) e Jéssica Sales (MDB) para a execução da obra pela prefeitura, o que quebrou o clima de animosidade com o grupo do ex-prefeito Vagner.

INVERTENDO OS PAPÉIS

O presidente do PT, Cesário Braga, posta um artigo com um título completamente fora de foco: “Bolsonaro chora o leite derramado… Tá louco, Cesário! Quem tem que chorar o “leite derramado” é o PT, que perdeu a presidência e sofreu uma derrota humilhante, no Acre.

ROMBO BONITO

Leio que o déficit orçamentário do Acre é de R$620 milhões. É um rombo fiscal de herança do governo passado, mas não são as lamentações que vão resolver a questão. O governo vai ter de reduzir ainda mais os gastos das secretarias, ou não paga o 13º salário. Que pepino, esse Gladson Cameli pegou! É esquecer o retrovisor e partir para equilibrar as contas públicas.

NUNCA APOSTEM

Nunca joguem as suas fichas em brigas de políticos. Olhem o que vou publicar agora: ninguém vá se admirar se mais na frente o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, vier fazer as pazes com o governador Gladson Cameli e voltar para a base do governo. Depois me digam!

VIROU PIADA

A recuperação da ponte que liga Epitaciolândia-Brasiléia virou uma piada entre os habitantes dos dois municípios. A obra ficou uma porcaria. Virou um tobogã. Não é porque se está no serviço público que as obras têm que ser porcas. Na referida obra, jogaram dinheiro no ralo.

HÁ MUITO QUE MELHORAR

Pela vistoria do CRM nas unidades hospitalares a atual gestão da secretaria de Saúde vai ter que melhorar muito para tira o sistema do atoleiro em que foi entregue pelo governo do PT.

FIM DO DESCANSO

O ex-governador Tião Viana tem conversado com donos de unidades hospitalares para encaminhar os seus futuros pacientes, porque deverá voltar a clinicar em fevereiro, segundo o próprio propala. Depois de oito anos descansado, voltará ao que sabe de fato fazer: Medicina.

EM ALTA

Político muito próximo do governador Gladson Cameli revelou ontem que ouve sempre dele elogios, quando é citado o deputado Ney Amorim, um nome em alta no governo.

FORA DO CIRCUITO

Ninguém espere ver o senador Jorge Viana (PT) discutindo política tão cedo. Assim que terminar o mandato no fim do mês deve mergulhar no silêncio por bom tempo. No que não está errado, o PT tem que lamber suas feridas e aceitar que virou palavrão no eleitorado.

SABE QUE SERIA INEVITÁVEL

O senador Jorge Viana (PT) é um político de visão. Sabe que discutir agora as causas da fragorosa derrota do PT na última eleição, no Acre, traria para a ribalta o ex-governador Tião Viana como o vilão da derrota. Na medida em que o tempo passar, as feridas se cicatrizam.

O PT E A SOCORRO NERI

Uma das figuras mais importantes do PT (não revelo a fonte, porque não aconteceu em uma entrevista) comentou ontem numa conversa informal na ALEAC de que, depois da fragorosa derrota que o partido sofreu, o PT não vem alimentando desejos de candidatura própria à PMRB em 2020. E que caso a prefeita Socorro Neri chegue em 2020 com boa popularidade, boas condições e vontade de disputar a reeleição pelo campo progressista da esquerda, tem tudo para ter o apoio do PT. Mas ressalvou que, se ela continuar tratando o PT com o desprezo com que trata na sua gestão, o PT é capaz de lançar uma candidatura própria para prefeito, nem que seja para perder. A fonte disse que este é o pensamento dominante nas correntes petistas. E, completou enfatizando de que o PT mesmo baleado, ferido, em crise, sem o governo estadual, em baixa popularidade ainda é o maior partido do Acre. A abordagem dá uma nova faceta para a eleição à PMRB em 2020. Publico porque a opinião é de um dos cardeais do PT. As primeiras pedras da sucessão municipal começam ser mexidas.

UM ESTADO QUEBRADO

Não é somente o desequilíbrio fiscal das contas do Estado que deve estar na lista de preocupações do novo governo, mas também as pendências que foram deixadas pelo antecessor, como o 13º salário que não foi pago, as dívidas salariais do Pró-Saúde, as obras inacabadas, a Saúde na UTI, a violência de cada dia, o concurso pendente da PM e Polícia Civil, enfim, equivale a você pilotar um barco todo esburacado em alto mar, sem material para remendar e numa tempestade. Mas é em cima desta realidade que o governo atual vai ter que trabalhar, o cenário das contas públicas é o pior possível. Mas como lamentos não pagam dívidas, o governador Gladson Cameli vai ter que mostrar que veio de fato para mudar.

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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