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Brasileiro entra para o Guinness: o mais rápido a visitar 196 países; vídeo
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2 anos atrásem
Nascido na maior favela de Osasco (SP), Robson Jesus tinha um sonho: conhecer o mundo. Deu certo. Aos 35 anos, o brasileiro acaba de entrar para o Guinness World Records, o livro dos recordes, como o homem mais rápido do mundo a conhecer 196 países.
Ao Só Notícia Boa, Robson contou que gastou R$ 750 mil, em dois anos e meio, para conhecer esses países. Viajando sozinho e com um largo sorriso no rosto, ele disse que faria tudo de novo.
Questionado sobre para quais países gostaria de retornar, o brasileiro não pensa duas vezes: “Japão, Tailândia e Vietnã”. A Ásia conquistou o coração do Robson. Falando inglês, espanhol e português, ele ouviu e reuniu mil e uma fotos e histórias durante as aventuras.
Realização pessoal e coletiva
Nas redes sociais, o brasileiro comemorou a confirmação do Guinness. “Estou muito feliz por esse título que me dá representatividade, pois meu maior objetivo sempre foi inspirar minha família, amigos e a comunidade onde cresci que podemos superar as dificuldades.”
A palavra “desistir” não faz parte do vocabulário de Robson. “Eu ousei… e desistir nunca foi uma opção, pois tive resiliência em cada passo que me aproximou desta grande realização”, disse.
Em seguida, ele acrescentou: “Meu sonho grande de conhecer o mundo todo e viver. Para mim, de nada vale acumular, a felicidade e a nova riqueza. E essa a mensagem que desejo continuar espalhando”.
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Recordista mundial
A confirmação oficial de que o brasileiro está no Guinness World Records veio no último dia 18. Os juízes validaram que, após 2 anos e 42 dias viajando, Robson Jesus está no famoso book mundial.
Para Robson, o título é muito mais do que um nome. Nascido e criado na maior favela de Osasco, o brasileiro diz que a realização do sonho de andar pelo mundo é superação.
Determinado a mudar seu destino, Robson começou a trabalhar cedo, conciliava vários empregos e, quando adulto assumiu como gestor do Hospital das Clínicas. Foi aí que viu que conseguiria realizar o sonho de conhecer o mundo.
Ousadia e determinação
O brasileiro começou a planejar a viagem, para ser realizada em dois anos e meio, exatamente como ocorreu. Ele se transformou em influencer e colunista na imprensa.
O brasileiro prepara um novo projeto: percorrer favelas das 27 capitais do Brasil com um talk show itinerante, buscando boas histórias e sonhos para ajudar a realizar.
Segundo ele próprio, é a “personificação do brasileiro que não desiste e que, com alegria e sabedoria, segue transformando sua trajetória”.
Veja o momento em que o brasileiro soube que agora está no Guinness:
O brasileiro Robson Jesus posa em uma casa típica do interior do Irã (E) e com crianças e adolescentes na Etiópia (D). – Foto: onegovailonge

O Guinness World Records reconheceu o brasileiro Robson Jesus como a pessoa que visitou de forma mais rápida 196 países. Nesta foto ele está na Suíça. – Foto: Arquivo pessoal

Nascido e criado na maior favela de Osasco (SP), Robson diz que a realização do sonho de andar pelo mundo é superação. – Foto: arquivo pessoal

Das milhares de fotos que tirou, Robson considera esta, em Atacama, no Chile, uma das mais bonitas – Foto: arquivo pessoal
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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19 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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