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CGE lança o Plano Anual de Auditoria Interna 2025 para fortalecer a gestão pública no Acre

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Raryka Souza

A Controladoria-Geral do Estado do Acre (CGE) publicou o Plano Anual de Auditoria Interna (Paint) 2025 no Diário Oficial desta terça-feira, 17, um documento estratégico que norteia as ações de auditoria interna do governo estadual ao longo do próximo ano. O plano, desenvolvido pela Diretoria de Auditoria e Controle (Diracon), busca aprimorar a gestão pública por meio da identificação de riscos, fortalecimento do controle interno e promoção da transparência no uso dos recursos públicos.

Segundo a controladora-geral do Estado, Mayara Cristine Bandeira de Lima, o Paint 2025 reforça o compromisso do Acre com a governança eficiente e a prestação de contas. “O Plano Anual de Auditoria Interna elaborado pela Controladoria-Geral do Estado do Acre é um instrumento estratégico que reforça o nosso compromisso com a boa governança, a transparência e a eficiência no uso dos recursos públicos. Ele estabelece diretrizes claras e metas anuais para a atuação das equipes de auditoria, permitindo identificar riscos, corrigir falhas e aprimorar continuamente a gestão pública. Como controladora-geral, reafirmo que trabalharemos com rigor técnico, imparcialidade e foco na melhoria dos serviços oferecidos à população acreana, fortalecendo a confiança entre a sociedade e o Estado”, afirmou.

Planejamento estratégico e foco em riscos

O Paint é elaborado com base em uma metodologia que prioriza áreas estratégicas e de maior relevância para o governo, serve como um guia para a execução das auditorias previstas. Um dos principais instrumentos utilizados é a Matriz de Riscos, que avalia critérios como materialidade, relevância e criticidade para identificar as áreas que requerem maior atenção durante as auditorias. O documento contempla a previsão de alocação de força de trabalho, cronogramas detalhados e resultados esperados, garantindo maior clareza e responsabilidade na execução das atividades. Além disso, o plano está alinhado ao Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, consolidando ações que impactam diretamente o desenvolvimento institucional e a eficiência administrativa.

Para o diretor de Auditoria e Controle, Marcos dos Santos Medonça, o Paint vai além de um instrumento de planejamento. “O Paint 2025 demonstra nossa preocupação com uma administração pública responsável, que atende às necessidades da sociedade e respeita o erário público, é uma ferramenta indispensável para a nossa atuação enquanto agentes de controle interno. Ele não é apenas um documento de planejamento, mas um instrumento estratégico que guia nossas ações ao longo do ano. A importância do Paint está no fato de que ele nos permite priorizar as áreas mais relevantes e de maior risco, garantindo que os nossos recursos sejam aplicados de forma eficiente e eficaz”, disse.

Ao adotar um planejamento robusto e alinhado a metodologias internacionais, o Paint 2025 visa prevenir irregularidades, agregar valor às políticas públicas e ao desempenho das instituições estaduais, prevenindo desperdícios e assegurando que os recursos sejam utilizados de forma eficiente e ética. O documento reafirma o compromisso da CGE em fortalecer o controle interno e consolidar a cultura de boa governança, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Acre e o bem-estar da população.



Leia Mais: Agência do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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