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De Tarauacá, criança de 10 anos grávida foi encaminhada para abrigo em Rio Branco
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7 anos atrásem
Menina foi encaminhada pelo MP-AC para fazer acompanhamento médico na gravidez em Rio Branco. Irmã dela, de 12 anos, foi viver com a mãe na zona rural de Jordão.
Foto de capa: O pai da menor foi encontrado morto. A principal tese é que tenha cometido suicídio. Leia aqui.
A criança de 10 anos que está grávida está no abrigo Educandário Santa Margarida, em Rio Branco. A informação foi confirmada pelo Conselho Tutelar de Tarauacá e a direção do abrigo. O caso é de Tarauacá, no interior do Acre, e veio à tona em dezembro do ano passado.
O abrigo informou que a menina chegou há uns 15 dias no local. Ela recebe atendimento psicológico, assistencial e médico na instituição.
“Chegou encaminhada pela Justiça e, por conta do bebê, recebe toda assistência nossa e da Justiça. Todas as crianças que vão para lá recebem assistência conforme diz a legislação”, confirmou o diretor do Educandário, Nilton Cosson.
A menina foi encaminhada para Rio Branco para ter acompanhamento na gravidez. O conselheiro tutelar de Tarauacá, Antônio de Souza Castro explicou que o Ministério Público do Acre (MP-AC) determinou que a criança continuasse o tratamento médico na capital acreana.
“A psicóloga levou ela para fazer acompanhamento com ginecologista, obstetra e outros médicos. A Justiça decidiu que ela ficasse no Educandário. Tem que ir toda semana no médico. Ela tem uma irmã mais velha em Rio Branco, mas, nesses casos , a Justiça afasta da família”, complementou Castro.
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Criança está em abrigo para receber assistências necessárias — Foto: Quelyson Souza/Arquivo pessoal.
Ele relembrou que o pai da menina chegou a acompanhá-la no atendimento em Rio Branco. Após alguns dias, ele retornou para Tarauacá.
“O pai da menina foi junto para Rio Branco, para o acompanhamento médico. Só que quando chegou lá tomou outra direção do caso. Mudou toda versão dos procedimentos, dos relatórios das psicólogas e das assistências, então, a Justiça mudou o destino dela”, frisou o conselheiro.
A menina chegou a ser levada pelo pai, em dezembro do ano passado, à maternidade de Cruzeiro do Sul, também no interior, para fazer um aborto, mas ele não autorizou a interrupção da gravidez.
Nesta quinta-feira (16), o pai da menina foi encontrado dentro de casa, em Tarauacá. A polícia acredita que foi suicídio. A polícia confirmou que ele era um dos parentes investigados pela polícia.
Criança de 12 anos
Além da menina de 10 anos, o homem morava com outra filha, de 12. Porém, logo que iniciaram as investigações para descobrir quem abusou da criança grávida, a irmã dela foi encaminhada para ficar com a mãe, que vive na zona rural da cidade do Jordão, também no interior do estado.
“A menina está em Rio Branco. A mais velha foi morar com a mãe no Jordão. A última notícia que soube foi essa”, garantiu o conselheiro.
Investigação
O delegado Valdinei Soares disse que a Justiça deve decidir com quem a menina vai ficar após o bebê nascer.
“Tem uma irmã que mora em Tarauacá e outra que mora no Peru. O Conselho e o Poder Judiciário que vão decidir com quem vai ficar depois que o bebê nascer”, falou Soares.
Ele falou também que a mãe e a criança de 12 anos vão ser ouvidas pela polícia do Jordão nesta sexta-feira (17).
“Como a mãe e a outra menina estão morando no Jordão, fiz um despacho para que o policial de lá ouça elas. Ia ouvir hoje [quinta,16], mas, como a menina soube da morte do pai, não pôde prestar depoimento”, reafirmou. Com informações de Aline Nascimento, G1AC.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.