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DeepSeek censura temas vetados pela China, mas há brechas – 28/01/2025 – Tec

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Igor Gielow

A chegada avassaladora da ferramenta de inteligência artificial generativa chinesa DeepSeek, que abalou o mercado de tecnologia do Ocidente, traz consigo questionamentos éticos inerentes ao fato de que o aplicativo surgiu de uma ditadura comunista que tenta controlar ao máximo sua internet.

Experimentos feitos por usuários e por jornalistas que conseguiram se cadastrar no serviço antes que ele fosse derrubado por um misto de alta procura e ataques hackers mostram que o DeepSeek sabe muito, menos quando é questionado acerca de temas tabus para o regime liderado por Xi Jinping.

Por outro lado, parece haver maneiras simples de circunavegar as proibições em alguns casos. As próximas horas e dias, quando o sistema estiver normalizado enquanto a balbúrdia segue firme na Nasdaq, a situação deve se aclarar.

As dificuldades relatadas quando o usuário pergunta o que foi o massacre da Paz Celestial em 1989 ou se Taiwan é uma nação independente remetem à lei aprovada em 2023 na China que obrigou empresas do país a adequa sua IA aos ditos “valores socialistas”.

A lei veta conteúdo “que incite a subversão do poder do Estado e a derrubada do sistema socialista, que coloque os interesses e a segurança nacional em perigo, que afete a imagem do país, incite secessão, mine a unidade nacional e a estabilidade social, promova terrorismo, extremismo, ódio nacional e discriminação ética, violência, obscenidade e pornografia”.

Aí o que encaixa em qual definição fica ao gosto do cliente, no caso o Estado chinês. O jornal britânico The Guardian conseguiu esmiuçar os limites e aplicou descobertas de usuários do app para driblar alguns casos, além de aparente falhas no sistema de controle —por erro ou pela natureza atávica do aprendizado rápido da IA.

A Folha ainda não conseguiu se inscrever no DeepSeek devido aos problemas no login desde o seu lançamento, na segunda (27).

O Guardian e veículos como a BBC ficaram com um “Desculpe, isso está além do meu escopo atual. Vamos falar sobre outra coisa” quando questionou acerca da revolta de estudantes reprimida de forma brutal pela China em 4 de junho de 1989, na praça da Paz Celestial, centro de Pequim, por exemplo.

Mas relatou como usuários conseguiram respostas correndo na paralela, questionando ao robô “quem foi o homem do tanque”, em referência ao manifestante que parou uma coluna de blindados naquele dia. O truque foi pedir que a resposta viesse trocando algumas letras por números, forma usual de driblar censura automática de termos malvistos em redes sociais (“mort3”, por exemplo).

Deu certo, e a imagem “símbolo contra a opressão” foi descrita. Outras tentativas foram menos felizes, como questionar o status da ilha de Taiwan, que a China considera sua, ou tenta descobrir por que Xi é associado ao ursinho Winnie-the-Pooh —algo que emergiu com memes de uma foto do líder com Barack Obama em 2013.

Em favor, por assim dizer, do DeepSeek, ele não está sozinho na sua relutância. O gerador de conteúdo Gemini, do Google, acompanha o novato ao omitir a retirada brusca do ex-presidente Hu Jintao do Congresso do Partido Comunista de 2023, por exemplo, enquanto o popular ChatGPT descreve o caso, censurado na mídia chinesa.

Também é comum que temas muito controversos sejam abordados em cima do muro, ou nem isso, pelos concorrentes americanos do chinês.

Em linhas gerais, o DeepSeek acompanha os temas censurados pelo famoso Grande Firewall da China que, como seria previsível pela natureza da internet, tem furos conhecidos com o uso de VPN e outros meios de fugir da censura.

Um deles parece ser, segundo experiência relatada pelo investidor americano de origem chinesa Kevin Xu, baixar o app em um notebook. Ele o fez e obteve uma resposta moderadamente crítica ao questionar acerca de Xi, que dizia que “alguns críticos argumentam que ele reprimiu de forma mais dura do que líderes chineses anteriores em várias áreas como liberdade de mídia”.

Isso sugere que, quando não usado online ou na China, o DeepSeek deixa escapar informações proibidas por Pequim. Usuários também relataram em redes sociais que dados sobre o movimento por democracia na região chinesa de Hong Kong, cuja autonomia foi esmagada após protestos em 2019, apareciam brevemente e depois sumiam da tela.



Leia Mais: Folha

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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