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Desmatamento cai, mas continua distante do zero – 08/11/2024 – Opinião

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A comitiva brasileira desembarca nesta segunda-feira (11) em Baku, no Azerbaijão, com um trunfo para a COP29: recuaram as taxas de desmatamento na amazônia e no cerrado. Sede da próxima cúpula do clima, a COP30, em Belém, o país teria, contudo, de dar passos bem mais largos para se firmar como a liderança verde que almeja ser.

Na Amazônia Legal, o corte raso medido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais caiu 30,6% de 2023 para 2024. No cerrado, ora o bioma mais ameaçado do Brasil, a queda é de 25,7%.

A reunião de chefes de Estado e ministros começa em atmosfera fúnebre com a eleição de Donald Trump. Como em seu primeiro mandato (2017-20), o republicano promete tirar os Estados Unidos do Acordo de Paris (2015) e até da Convenção do Clima da ONU.

O esforço internacional para mitigar o aquecimento global perderia, nessa hipótese, o empenho do segundo maior emissor mundial de carbono. Cresce, por contraste, o peso relativo do Brasil, que, no entanto, aumentou emissões nos últimos cinco anos.

Levantamento da London School of Economics indicou que o país, distante 13º poluidor climático global, não se encontra em trajetória sequer para cumprir o compromisso assumido em Paris. E, menos ainda, a meta do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de zerar o desmate até 2030.

Perda de vegetação natural e agropecuária, juntas, respondem por dois terços do carbono emitido no Brasil. Chega como ótima notícia, assim, que em 2023 a emissão tenha recuado 12%, em linha com o desmatamento em queda —mas as áreas devastadas, por óbvio, ainda preocupam.

Perderam-se 6.288 km2 de floresta amazônica, mais que o quádruplo da área do município de São Paulo, o menor índice em nove anos. No cerrado, bioma que tem metade da extensão da Amazônia, a superfície desflorestada foi maior: 8.174 km2.

Embora no rumo certo, o governo brasileiro precisa fazer mais. Faltam apenas seis anos para cumprir a meta assumida de desmatamento zero em 2030.

Seria irresponsável regozijar-se com o feito nada desprezível de reduções na destruição de florestas por dois anos consecutivos. Elas totalizaram 45% de diminuição sobre o período de Jair Bolsonaro (PL) no Planalto (2019-22).

Com a maior floresta tropical do mundo e matriz energética limpa, o Brasil reúne condições para ser uma potência ambiental. Para brilhar em Belém, precisa se decidir entre os objetivos de preservar a amazônia e explorar jazidas de combustíveis fósseis na sua margem equatorial.

editorial@grupofolha.com.br



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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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