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Donald Trump nomeia magnata do fracking como ministro da Energia

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A onda de nomeações iniciada por Donald Trump para a sua futura administração continua – ele entrará na Casa Branca em 20 de janeiro. O presidente eleito republicano anunciou no sábado, 16 de novembro, a sua intenção de colocar Chris Wright, CEO da empresa Liberty Energy, especializada em fraturação hidráulica, como secretário de energia, tendo como roteiro a desregulamentação do setor.

“Como Secretário de Energia, Chris será um líder importante, impulsionando a inovação, reduzindo barreiras administrativas e inaugurando uma nova ‘era de ouro da prosperidade americana e da paz mundial’”disse Donald Trump em um comunicado.

O vencedor das eleições presidenciais cumprimentou “um empreendedor líder em energia”Quem “trabalhou em energia nuclear, solar, geotérmica e petróleo e gás”.

Chris Wright fundou a empresa Liberty Energy em 2011. A fraturação hidráulica, um método poluente de extração de hidrocarbonetos, tinha sido um tema importante na campanha eleitoral, tendo Donald Trump acusado a sua concorrente democrata, Kamala Harris, de querer proibir o procedimento, o que ela havia refutado.

Em 2019, então candidata nas primárias democratas, ela certamente se pronunciou a favor da proibição, antes de reverter esta posição, que foi prejudicial em particular para os eleitores no estado-chave da Pensilvânia, onde o sector é importante.

Trump elogia “um dos pioneiros” da revolução do xisto

Chris Wright será também membro do novíssimo Conselho Nacional de Energia (CNE), cuja criação foi anunciada sexta-feira pelo presidente eleito, e cuja missão será “supervisionar o caminho da América para o domínio energético”.

Formado pelo prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT) e pela UC Berkeley, Chris Wright fundou a empresa Pinnacle Technologies em 1992, “cujas inovações ajudaram a lançar a produção comercial de gás de xisto e criaram uma indústria de mapeamento de fraturas hidráulicas”especifica o site da Liberty Energy. Mais tarde, ele atuou como presidente da Stroud Energy, “um dos primeiros produtores de gás de xisto, antes de o vender ao grupo pioneiro neste sector, Range Resources, em 2006”.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes A eleição de Donald Trump, um “dia negro para o clima”

Voit de Donald Trump e Chris Wright “um dos pioneiros que ajudou a lançar a revolução do xisto americano que alimentou a independência energética americana e transformou os mercados globais de energia e a geopolítica”.

“Sem crise climática”

Cético em relação ao clima, Chris Wright julgou, em uma postagem em sua conta do LinkedIn há um ano, que“não há crise climática e também não estamos no meio de uma transição energética”. “O termo poluição por carbono é escandaloso” porque toda a vida depende do dióxido de carbono, acrescentou, refutando também as qualificações “energia limpa ou energia suja, todas as fontes de energia tendo impactos positivos e negativos”.

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Os nomes dos futuros ministros e funcionários da nova administração Trump começaram a ser revelados apenas uma semana após a eleição.

Vários são controversos. O apresentador do canal conservador Fox News, Pete Hegseth, escolhido para chefiar o Departamento de Defesa – e acusado em 2017 de agressão sexual –, o cético em relação às vacinas sanitárias Robert F. Kennedy Jr, o desertor do Partido Democrata, acusado de ser pró -Russo, Tulsi Gabbard, na inteligência, ou mesmo, na justiça, o ultra-Trumpista Matt Gaetz, que era suspeito de relações com uma menor de idade. Quanto a Elon Musk, ele chefiará uma comissão para“eficiência governamental”.

O mundo com AFP

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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