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EUA abatem caça americano por engano no mar Vermelho – 22/12/2024 – Mundo
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Igor Gielow
Em um incidente revelador sobre a escalada de atividade militar no mar Vermelho, um navio de guerra americano abateu neste domingo (22) por engano um caça do próprio país que patrulhava a região. Os dois pilotos sobreviveram.
O incidente de fogo amigo ocorreu em um lugar não revelado, logo após a decolagem do caça F/A-18 Super Hornet do deque do porta-aviões USS Harry S. Truman para uma missão de ataque contra posições de rebeldes houthis no Iêmen.
Navegando na região como parte do grupo de ataque do Truman, o cruzador USS Gettysburg “incorretamente atirou e acertou o F/A-18”, disse o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, responsáveis pela região.
O caso está sendo investigado, e não está claro qual foi o erro, mas ele mostra os riscos de operação numa região saturada de ações militares.
Os houthis começaram a alvejar navios mercantes que consideram ligados a Israel e ao Ocidente após o Estado judeu decreta guerra na Faixa de Gaza, na esteira do mortífero mega-ataque terrorista do grupo palestino Hamas em 7 de outubro do ano passado.
Os rebeldes que dominam a capital e porções do oeste do Iêmen desde 2014, quando iniciaram uma guerra civil com apoio do Irã contra o governo local, aliado da Arábia Saudita, agem para dar suporte à luta do Hamas —igualmente bancado por Teerã, assim como o Hezbollah libanês.
De forma inesperada, causaram disrupção no comércio marítimo mundial, elevando custos de frete devido ao desvio de rotas pelo canal de Suez, que liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo. Já ocorreram mais de cem ataques a navios mercantes e de guerra na área.
Segundo o índice FBX, da empresa espanhola Freightos, que calcula o custo de transporte de contêineres de 40 pés (12 metros) nas 12 principais rotas mundiais, quando os combates começaram esse valo estava em cerca de US$ 1.000. Chegou a quintuplicar, e nesta semana está em US$ 3.600.
Os houthis também têm intensificado os ataques diretos a Israel, agora que o Hezbollah e o Estado judeu vivem um frágil cessar-fogo no sul do Líbano e o Hamas está virtualmente incapacitado em Gaza.
No sábado (21), um míssil balístico do grupo atingiu diretamente o sul de Tel Aviv, sem ser interceptado pelas defesas aéreas israelense, ferindo 23 pessoas. Segundo as Forças Armadas locais, uma falha no sistema de longo alcance Arrow permitiu o ataque.
Os israelenses haviam atacado na véspera uma série de alvos no Iêmen, buscando manter os houthis sob pressão. Tel Aviv já havia promovido dois grandes ataques que obliteraram o principal porto do grupo, em Hodeidah.
Desde a chegada do grupo do Truman ao mar Vermelho, na semana passada, os EUA retomaram a rotina de bombardeios contra os houthis. Neste fim de semana, alvejaram a capital iemenita, Sanaa, buscando depósitos de mísseis.
Com a ajuda iraniana, os rebeldes montaram um vasto arsenal de mísseis e drones, cuja sofisticação pegou de surpresa Israel e seus aliados. A atividade tem sido considerada a mais intensa da Marinha americana desde a Segunda Guerra Mundial, e analistas creem que pode ser uma questão de tempo até que algum navio dos EUA seja atingido por míssil ou drone.
A derrubada do F/A-18, caça que no futuro será substituído pela versão naval do F-35 de quinta geração, com capacidades furtivas e empregado pelos israelenses contra os houthis, é a principal baixa americana até aqui nos combates.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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