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POLÍTICA

Ex presidente Lula recebe cartas na prisão

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Mensagens de solidariedade e resistência também chegam de diversas partes do globo; endereço para envio será centralizado no Instituto Lula

Elas chegam de toda parte. Acumulam palavras de solidariedade, resistência e gratidão. Trazem orações, rezas, memórias e desejos para o futuro. Já são mais de dez mil cartas endereçadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

São tantas que a Superintendência da Policia Federal em Curitiba já não dá conta de receber. A partir de agora, o envio deve ser centralizado na sede do Instituto Lula, em São Paulo, onde o ex-presidente confia de que serão recebidas. 

Os remetentes variam da Bahia a Noruega. Da simplicidade de Aninha, de 8 anos, que descreve em letras de forma coloridas a tristeza de ver Lula preso, à mensagem do prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, impedido de visitar Lula no cárcere. 

Do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis vem uma das cartas que melhor retrata o porque as caixas de correio da PF terminaram abarrotadas. Um vínculo que manteve após chegar ao Poder e tornar-se o primeiro chefe de Estado a receber os catadores no Palácio do Planalto. “Presidente, todos os dias estaremos presos aqui, a poucos metros do senhor, dando bom dia e boa noite, junto com os outros lutadores sociais que por aqui permanecem. Jamais abandonaremos quem nunca nos abandonou”, escrevem os catadores.

De Leonardo Boff, expoente da Teologia da Libertação, amigo de longa data e de muitas lutas, o recado veio carregado de fé. “Querido amigo irmão Lula, esse é o salmo da consolação. O senhor é meu pastor e nada me faltará. O povo e Deus irão libertá-lo”. Boff também teve seu acesso a Lula negado. O isolamento e a restrição às visitas faz com que as cartas se tornem o único meio de comunicação e solidariedade o ex-presidente. Privado de responder pessoalmente as carinhosas mensagens que se acumulavam, em seu sexto dia de confinamento Lula enviou por meio de seus familiares o aviso de que lia o material e com ele se emocionava.

No recado de Esquivel, que lidera campanha internacional para tornar Lula Nobel da Paz, o argentino escolheu ilustrar o presidente rompendo as correntes que o aprisionam em Curitiba. Da Noruega também chegam votos de que o ex-presidente seja libertado e possa receber, em Oslo, o prêmio por sua contribuição histórica ao combate à miséria. “Fé em Deus que o senhor sairá dessa prisão e ainda vai receber o prêmio Nobel da Paz em Oslo, no qual estarei presente”, escreve Carlinda, brasileira que vive ali há mais de dez anos e veio do país nórdico apenas para prestar solidariedade ao acampamento Lula Livre e fazer sua mensagem chegar a Lula.

Da cidade de São Bernardo, onde Luiz Inácio se tornou Lula, chegam emocionantes relatos dos que acompanharam os dias que precederam a prisão de Lula e que por ele estão dispostos a manter a resistência. “Toda aquela gente sitiando o entorno do sindicato com disposição para mover céus e terras pela sua liberdade… Apesar de tê-lo em confinamento forçado, as pessoas tem saído de trás das armaduras da inércia para compreender que a ação desleal e golpista afetará toda a classe trabalhadora”, escreve a jovem Iara Bento, em um relato de esperança ao ex-presidente.

Do Recife a São Paulo, centrais de cartas também se espalharam pelo país. Um dos incumbidos da missão de reunir as mensagens de carinho que chegam de toda parte, o ex-prefeito de Osasco e membro da Executiva Nacional do PT, Emídio de Souza, resumiu a sensação ao se deparar com as mais de dez mil correspondências. “Me ver naquele mar de cartas foi como sentir um pouco do imenso carinho do povo brasileiro por Lula e da sua solidariedade diante de uma condenação injusta e sem provas”, descreveu.

A partir de agora, o envio deve ser centralizado no endereço da Sede do Instituto Lula, na Capital Paulista. Para escrever ao ex-presidente Lula: Rua. Pouso Alegre, 21 – Ipiranga, São Paulo. Por Assessoria.

OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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POLÍTICA

Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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