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Filho mais velho, nasceu e morreu de forma precoce – 14/12/2024 – Cotidiano
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Bernardo D’Orey Gaivão Plum veio ao mundo 20 dias antes do planejado. Sua mãe ainda não completara nove meses de gestação e se preparava para um exame no dia seguinte quando a bolsa rompeu, anunciando a chegada do primogênito.
Sua vinda era muito aguardada. Ele era o primeiro filho de Júlio e Maria Madalena, que estavam casados havia dois anos, e também o primeiro neto de seus avós paternos. Apesar da gravidez mais breve do que o esperado, Bernardo chegou com muita saúde e encheu a casa de alegria. Era novembro de 1990.
Cinco anos depois nasceria sua irmã Ana Luisa, e depois Julia, nove anos mais nova que ele. A rivalidade das meninas contra o menino, típica das birras de infância, daria lugar a uma sincera amizade depois da adolescência.
A família sempre morou em Santo André, na região do ABC paulista, e seus pais —um profissional do setor financeiro e uma fonoaudióloga— tinham “uma vida de muito trabalho, mas também muito feliz”, na definição do pai, Júlio Plum.
O menino passava muitas tardes na casa da avó Maíta, uma portuguesa com sotaque carregado, quase sempre brincando com o primo Marcos. Amava esportes e jogava muito videogame. O futebol foi onipresente ao longo da vida, e aos 14 ele começou no tênis —influenciando o pai, que joga até hoje.
Depois de se formar no ensino médio, com 17 anos recém-completados morou por seis meses no Canadá. Com a família que o recebeu, manteve laços para a vida inteira.
O fascínio pelos jogos eletrônicos o influenciou na escolha da profissão. Bernardo se formou em Ciência da Computação na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), campus de Sorocaba, onde morou por quase sete anos.
Corintiano apaixonado, tinha mais aptidão para o handebol do que para o futebol. Fez parte da associação atlética da faculdade e tornou-se treinador do time feminino.
Tinha a reputação de chefe acolhedor e generoso entre os colegas de trabalho, e de exemplo de companheirismo entre os amigos de faculdade e professores. Era gerente sênior e coordenava três equipes diferentes no grupo Boticário. Nas reuniões de família, trocava provocações com a irmã Ana Luisa, que trabalha com marketing na concorrente Natura.
Há três anos conheceu a engenheira de alimentos Camila Vicente, na internet. A família dele a chamava de sua “alma gêmea”. Bernardo era do tipo cavalheiro, que abria a porta do carro para ela embarcar e descer.
Casaram-se em agosto, e Bernardo vestia trajes iguais aos que o pai usou 36 anos antes: terno preto, camisa branca e gravata prateada. “Ele nos encheu de orgulho”, disse o pai. “Era um marido exemplar. Tenho certeza que seria o melhor pai do mundo.”
Como no início da vida, Bernardo teve também uma morte precoce. Ele morreu num acidente de carro no último sábado (7), aos 34 anos, deixando os pais, as duas irmãs e a mulher.
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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