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‘Garota do Momento’ é novelão com N maiúsculo – 04/11/2024 – Thiago Stivaletti
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Não é por falta de bons autores que a novela brasileira vai morrer. Com a estreia de “Garota do Momento” nesta segunda (4) na faixa das seis horas, Alessandra Poggi subiu mais um degrau para se tornar uma das grandes novelistas da Globo hoje.
Já deu para ver que “Garota do Momento” será um novelão com N maiúsculo, usando um recurso clássico do melodrama: a perda da memória. E que a autora usará o fim dos anos 1950, quando o Rio ainda era a capital do país, para discutir racismo, machismo e outros preconceitos à luz dos debates que fazemos em 2024. Vale lembrar que os anos 1950 são uma época que rendeu belos produtos na Globo, como a minissérie “Anos Dourados” (1986) e a novela “Bambolê” (1987).
Aconteceu de um tudo no primeiro capítulo da nova novela das seis. Em 1958, conhecemos a mocinha Beatriz (Duda Santos, a Maria Santa do remake de “Renascer”), doce professora de crianças em Petrópolis. Um dia, ao folhear uma revista, ela dá de cara com a foto da sua mãe desaparecida, Clarice (Carol Castro), na coluna social.
MÃE E FILHO DO MAL
Corta para 1942, 16 anos antes, onde descobrimos o que aconteceu. Clarice foi ao Rio expor suas pinturas, se apaixonou pelo empresário Juliano (Fábio Assunção), mas logo o surpreendeu agredindo e depois matando uma vedete que era sua amante, e com quem teve uma filha. Assustada, Clarice fugiu do prédio, foi atropelada por um bonde e perdeu a memória.
Foi a oportunidade para Juliano e sua maquiavélica mãe, Maristela (Lília Cabral), inventarem todo um passado falso para a moça, incluindo uma falsa irmã, Zélia (Letícia Colin), e fazendo a moça crer que a filha da vedete era a sua filha.
IDADES QUE NÃO BATEM
Eventos rocambolescos à parte, os noveleiros já tiveram outros dois grandes prazeres nesta estreia. O primeiro foi ver Lília Cabral viver a mãe de Fábio Assunção sendo apenas 14 anos mais velha que ele – quem pediu verossimilhança? Tá tudo certo; novela é gênero mais próximo do teatro que do cinema realista. Maristela, a vilã de Lília, já apareceu com chapéu rebuscado e perucão pesado, honrando a tradição das malvadas exuberantes.
O segundo foi ver a Globo voltar aos áureos tempos da Som Livre e encomendar a grandes artistas uma trilha sonora especial para sua nova novela. Era um recurso que mostrava que a novela era o principal produto cultural do Brasil e rendeu músicas que tocam até hoje – exemplo: toda a discografia do Roupa Nova. Na estreia, já pudemos ouvir Criolo cantando “Se Acaso Você Chegasse”, Iza arrasando em “Cry Me a River” e Gloria Groove mandando ver no vozeirão grave em “Smoke Gets in Your Eyes”.
E olha que “Garota do Momento” ainda não tirou da cartola dois trunfos que certamente ajudarão em seu sucesso: Maísa (assinando sem o Silva na abertura) como a mimada Bia, a falsa filha e antagonista de Beatriz; e Eduardo Sterblitch num papel sob medida para ele, o apresentador de TV Alfredo Honório, calcado em Silvio Santos e outros grandes apresentadores da época. Como disse Alfredo nas chamadas, a depender do que se viu no primeiro capítulo, “Garota de Momento” tem tudo para ser um “chuá”.
Garota do Momento
De segunda a sexta às 18h30 na Globo
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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