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Georgianos vão às urnas em eleições parlamentares cruciais | Geórgia
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2 anos atrásem
Pjotr Sauer
Os georgianos têm foi às urnas numa eleição parlamentar crucial que poderá determinar se a Geórgia se afastará das suas orientações ocidentais de longa data no sentido de laços mais fortes com o Kremlin.
Os eleitores decidirão no sábado se o partido Georgian Dream (GD), que está no poder desde 2012 e conduziu o país para um rumo conservador, afastando-se do Ocidente e aproximando-se da Rússia, garante outro mandato de quatro anos.
GD foi fundada pelo sombrio bilionário Bidzina Ivanishvilique fez fortuna na Rússia na década de 1990 e é visto por muitos amigos e inimigos como a figura mais poderosa da Geórgia, apesar de não ocupar cargos públicos há mais de uma década.
Ao votar na manhã de sábado, Ivanishvili, cuja riqueza é estimada em 7,5 mil milhões de dólares (5,8 mil milhões de libras) num país cujo PIB é de 30 mil milhões de dólares, disse que a eleição foi uma escolha entre eleger um governo para “o povo georgiano” e um “ agente de um país estrangeiro”.
A GD tem conduzido a sua campanha com base em acusações de que a oposição pró-ocidental estava a tentar arrastar a Geórgia para um conflito ao estilo da Ucrânia. Em 2008, a Geórgia – um país de 3,6 milhões de habitantes situado nas montanhas do Cáucaso – lutou uma guerra com a Rússia, que durou cinco dias, mas deixou cicatrizes profundas, e a invasão da Ucrânia pela Rússia deixou algumas pessoas no país cautelosas quanto às possíveis consequências de provocar a Rússia aproximando-se do Ocidente.
O partido também foi acusado pelos críticos de planos para levar o país a uma direcção autoritária depois de Ivanishvili ter prometido proibir todos os principais partidos da oposição e remover legisladores da oposição se o seu partido fosse reeleito.
“O governo compromete-se abertamente a transformar a Geórgia num Estado de partido único – um movimento sem precedentes na história moderna da Geórgia”, disse Tina Khidasheli, presidente da organização não governamental Civic Idea e antiga ministra da Defesa.
Fora das assembleias de voto no centro de Tbilisi, alguns eleitores partilharam este sentimento.
“Este é o dia mais importante da nossa história moderna, a situação é muito perigosa”, disse Mariam Khvedelidze, uma estudante de 23 anos que votou no Save Georgia, um bloco de oposição centrado no partido de Mikheil Saakashvili, o ex-presidente. que está na prisão sob a acusação de abuso de poder que os seus aliados dizem ter motivação política.
O apoio aos grupos de oposição pró-ocidentais provém geralmente dos eleitores urbanos e mais jovens, que vislumbram o seu futuro político com a UE.
“Nossa democracia e futuro em Europa está em jogo. Não podemos nos tornar fantoches do Kremlin”, acrescentou Khvedelidze.
Mas outros georgianos disseram que votaram no partido no poder, acreditando que era a única força que poderia manter o país fora da guerra com Rússia.
“Neste momento, precisamos de estabilidade e de relações amistosas com Moscovo”, disse Elene Kiknadze, uma mulher de 74 anos. Votar no GD, disse Kiknadze, também garantiria que a Geórgia manteria as suas “tradições”, referindo-se aos seus valores conservadores, incluindo a oposição aos direitos das pessoas LGBTQ+. “Deixem a Europa ter as suas liberdades. Não precisamos de paradas gays neste país”, acrescentou ela.
O governo georgiano, alinhado com a Igreja Ortodoxa profundamente conservadora e influente, tem procurado galvanizar sentimentos anti-liberais fazendo campanha sobre “valores familiares” e criticando o que retrata como excessos ocidentais.
No Verão, o parlamento aprovou legislação impondo medidas abrangentes restrições aos direitos LGBTQ +uma medida que os críticos dizem que reflecte as leis promulgadas na vizinha Rússia, onde as autoridades implementaram uma série de medidas repressivas contra as minorias sexuais.
A oposição notoriamente dividida da Geórgia tentou unir-se formando quatro blocos pró-europeus, que endossaram a Carta da Geórgia, uma iniciativa proposta pelo presidente pró-ocidental, Salome Zourabichvili, instando-os a impedir que o GD formasse uma coligação e permanecesse no poder. .
após a promoção do boletim informativo
Os quatro blocos prometeram formar um governo de coligação para tirar GD do poder e colocar a Geórgia novamente no caminho da adesão à UE. “Estou confiante de que os georgianos escolherão o futuro europeu”, disse Tinatin Bokuchava, líder do maior partido da oposição, o Movimento Nacional Unido (UNM), na sexta-feira.
A UE concedeu à Geórgia o estatuto de candidato a membro no ano passado, mas suspendeu o seu pedido em resposta a uma questão controversa projeto de lei dos “agentes estrangeiros” que foi aprovada em Maio, exigindo que os meios de comunicação social e as ONG que recebem mais de 20% do seu financiamento do estrangeiro se registem como “agentes de influência estrangeira”.
O projecto de lei, que desencadeou semanas de protestos em massa na Primavera deste ano, foi rotulado de “lei russa” pelos críticos, que o comparam à legislação introduzida pelo Kremlin uma década antes para silenciar a dissidência política nos meios de comunicação social e noutros locais.
ONG independentes alertaram que o GD tentará minar as eleições parlamentares, contando com os seus “recursos administrativos” – um termo abrangente que inclui pressionar os funcionários do Estado a votar e oferecer esmolas em dinheiro aos eleitores maioritariamente rurais.
Na manhã de sábado, vários vídeos circularam online aparecendo para mostrar enchimento de votos e intimidação de eleitores em vários locais de votação em toda a Geórgia. “Estamos denunciando dezenas, senão centenas de violações eleitorais que ocorrem em todo o país”, escreveu UNM no X.
Prever as eleições é difícil, dada a ausência de sondagens fiáveis. Estudos patrocinados pelo partido no poder prevêem uma vitória esmagadora do GD, enquanto os meios de comunicação social simpatizantes dos lados opostos publicaram sondagens rivais, com emissoras pró-oposição a preverem que o partido no poder perderá a sua maioria.
Os observadores geralmente concordam que o GD se tornará o maior partido, mas poderá não conseguir a maioria e terá dificuldades para formar um governo, com todos os outros blocos recusando-se a colaborar com ele.
A oposição alertou que o partido no poder pode tentar manipular os resultados, o que poderá desencadear protestos em massa, potencialmente seguidos de uma dura repressão policial.
“Certamente não espero que os georgianos tolerem a fraude eleitoral. As pessoas não ficarão de braços cruzados enquanto o seu futuro lhes for tirado”, disse o líder da oposição Bokuchava.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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