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Governo de coalizão holandês sobrevive apesar da renúncia do ministro por causa da violência em Amsterdã | Holanda
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2 anos atrásem
Agence France-Presse
O governo de direita do primeiro-ministro holandês, Dick Schoof, evitou uma crise na sexta-feira, quando um ministro júnior renunciou devido a supostos comentários racistas de colegas de gabinete, mas o governo de coalizão permanecerá no cargo.
A vice-ministra das Finanças, Nora Achahbar, apresentou a sua demissão na noite de sexta-feira, enquanto os Países Baixos enfrenta as consequências políticas dos ataques da semana passada contra adeptos de futebol israelitas.
A sua saída gerou especulações de que outros membros do partido NSC – um parceiro júnior no governo de coligação holandês de quatro partidos – seguiriam o exemplo.
Mas na sexta-feira, Schoof disse aos jornalistas numa conferência de imprensa que os líderes do partido decidiram continuar a trabalhar juntos, evitando a potencial queda do seu governo que ainda não completou cinco meses.
“Nora Achahbar decidiu não continuar como vice-ministra. Mas, como gabinete, decidimos continuar juntos”, disse Schoof após uma reunião de emergência de cinco horas com os seus parceiros de coligação na sua residência oficial em Haia.
Achahbar, que é descendente de marroquinos, decidiu sair do governo depois de uma acalorada reunião de gabinete discutindo as negociações da semana passada. violência nas ruas de Amsterdã depois de uma partida de futebol entre o clube local Ajax e o Maccabi Tel Aviv.
“As interações polarizadoras das últimas semanas tiveram um impacto tão grande em mim que já não sou capaz de desempenhar eficazmente as minhas funções como vice-ministra”, disse Achahbar na sua carta de demissão ao parlamento na sexta-feira.
A demissão do ministro júnior veio “inesperadamente e impactou-me a mim e a outros membros do gabinete”, disse Schoof, acrescentando que “nunca houve qualquer racismo no meu governo ou nos partidos da coligação”.
O governo holandês anunciou oficialmente a renúncia de Achahbar em comunicado na noite de sexta-feira.
“O rei, por recomendação do primeiro-ministro, concedeu esta demissão da forma mais honrosa”, afirmou o comunicado do governo.
Na segunda-feira, durante a reunião de gabinete para discutir os ataques, “as coisas teriam esquentado e, na opinião de Achahbar, foram feitas declarações racistas”, disse a emissora pública NOS.
“Achahbar teria indicado então que ela, como ministra, tinha objeções a determinada linguagem usada pelos seus colegas”, acrescentou a NOS.
Os líderes do partido da coligação reuniram-se em Haia para uma sessão de emergência na sexta-feira à noite para discutir a crise actual, com a líder interina do NSC, Nicolien van Vroonhoven, a dizer antecipadamente “veremos” se o seu partido quer continuar na coligação governamental.
O Partido da Liberdade (PVV), do líder da extrema-direita Geert Wilders, conquistou o maior número de assentos nas eleições holandesas de há um ano, mas a coligação que formou perderia a maioria se o NSC se retirasse do governo.
A coligação governamental liderada por Schoof tem 88 assentos no parlamento entre o NSC, o PVV, o Liberal VVD e o partido BBB, amigo dos agricultores.
A turbulência política foi desencadeada depois de adeptos do Maccabi terem sido perseguidos e espancados, no dia 7 de Novembro, em ataques que Schoof disse terem sido motivados por “anti-semitismo não adulterado”.
Wilders disse durante um debate na quarta-feira que os perpetradores da violência eram “todos muçulmanos” e “na sua maioria marroquinos”.
Ele pediu que os agressores sejam processados “por terrorismo”.
As autoridades holandesas, no entanto, também relataram que torcedores do Maccabi atearam fogo a uma bandeira palestina antes da partida, gritaram insultos anti-árabes e vandalizaram um táxi.
A polícia lançou uma investigação massiva sobre o incidente, que o ministro da Justiça holandês, David van Weel, disse estar “a avançar”, embora ainda haja muito por esclarecer sobre os acontecimentos da noite.
A violência ocorreu em meio ao aumento das tensões e à polarização em Europa após um aumento dos ataques anti-semitas, anti-israelenses e islamofóbicos desde o início da guerra em Gaza.
Mas o governo holandês disse na quinta-feira que precisava de “mais tempo” para concretizar uma estratégia de combate ao anti-semitismo.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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