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Governo do Acre destaca avanços com a construção de novas unidades habitacionais em 2024

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Juliana Queiroz

Grandes avanços foram conquistados em 2024, com a construção de novas moradias. O governo do Acre, por meio da Secretaria de Habitação e Urbanismo (Sehurb), avançou em atender famílias em vulnerabilidade social, assinando contratos de 1.616 casas, sendo cem unidades em Cruzeiro do Sul e 1.516 em Rio Branco e Xapuri. O investimento para a construção das 1.616 unidades habitacionais foi de R$ 230 milhões, provenientes do governo federal, com a contrapartida do Estado de R$30,4 milhões, em terrenos, e R$20 milhões, em obras.

Governo do Acre destaca avanços com a construção de novas unidades habitacionais em 2024. Foto: Pedro Devani/Secom

A área rural também vem sendo atendida. A Sehurb está em processo de contratação de 50 unidades habitacionais, contempladas pelo programa Minha Casa, Minha Vida Rural, do governo federal. As casas serão destinadas a 50 famílias do Assentamento Walter Arce, localizado no Bujari, e 125 unidades no programa Sub-50. A previsão é de que as contratações sejam concluídas até o fim de outubro de 2025. “O ano foi de grandes conquistas para o Estado; já alcançamos a marca de 1.691 habitações entregues neste ano”, contabiliza o titular da Sehurb, Egleuson Santiago.

“Esperamos que o próximo ano seja ainda mais promissor, com mais realizações e avanços em todas as áreas”, afirma titular da Sehurb, Egleuson Santiago. Diego Gurgel/Secom

Comprometido com a população, o governo do Estado visou auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade social, incluindo pessoas com deficiência, famílias com membros idosos, atendidas pelo aluguel social e vítimas de enxurradas, entre outras.

Governo do Estado visou atender famílias em situação de vulnerabilidade social. Foto: José Caminha/Secom

Por intermédio de uma operação de crédito com a Caixa Econômica Federal e um investimento de mais de R$ 48 milhões, também foram construídas 383 unidades habitacionais na Cidade do Povo e 15 no Loteamento Santa Cruz, com recursos próprios, a partir de um montante de R$ 857 mil.

O Estado receberá investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) – SUB 50, destinados à construção de 125 unidades habitacionais externas para famílias de baixa renda, prioritariamente em áreas de maior vulnerabilidade social.

Os municípios contemplados são Assis Brasil, Feijó, Plácido de Castro e Tarauacá. O projeto contará com um investimento de R$ 16,2 milhões do governo federal, com uma contrapartida de R$ 3 milhões por parte do Estado. O início das obras está previsto para o primeiro semestre de 2025.

Pessoas com deficiência foram beneficiadas pelo Estado com entrega das casas. Foto: José Caminha/Secom

Já com recursos de R$ 8,5 milhões do Programa de Financiamento das Contrapartidas do PAC (CPAC), financiado pela Caixa Econômica Federal, a Sehurb promoveu a construção da Base Comunitária da Polícia Militar do Acre na Cidade do Povo. A primeira etapa contou com a cobertura dos prédios, alvenaria e instalações sanitárias e a previsão é de que a obra seja entregue em fevereiro.

Capacitações e geração de postos de trabalho e renda

Além de proporcionar moradias dignas para quem mais precisa, os projetos das novas casas geram postos de trabalho e renda, fortalecendo a economia do estado.  O secretário Egleuson Santiago explica que a construção das casas aquece diversos setores, empregando diretamente pedreiros, carpinteiros, eletricistas e encanadores, entre outros profissionais, e indiretamente beneficiando comércio, mercado e transporte. “Com esse volume de obras, a probabilidade é o fomento de mais de 2 mil postos de trabalho diretos”, afirma. E completa: “Não entregamos apenas casas, mas uma melhoria significativa à qualidade de vida dos cidadãos, com novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento”.

Secretaria de Habitação e Urbanismo (Sehurb) também se dedicou à capacitação social, oferecendo cursos profissionalizantes. Foto: Neto Lucena/Secom

Garantir a dignidade humana vem sendo um dos compromissos da gestão do governador Gladson Cameli, e por isso a Sehurb coordenou ações sociais que promoveram a formação profissional de moradores beneficiados com o programa de habitação do Estado.

Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/AC), a pasta realizou em 2024 um total de 23 capacitações, tanto no âmbito de culinária, como de mecânica, hidráulica, elétrica e pintura. Mais de 500 alunos foram certificados.

“É maravilhosa a oportunidade, pois ajuda muito quem não tem uma renda. Com esses cursos, comecei a trabalhar na fabricação e venda de alimentos, e minhas filhas também estão fazendo. Gratidão ao governo pelo compromisso”, destaca Solange Pereira, moradora do bairro Canaã.

“Gratidão ao governo pelo compromisso”, destaca Solange Pereira, moradora do Canaã. Foto: Neto Lucena/Secom

Parcerias institucionais

Contribuindo em ações de regularização fundiária do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), a Sehurb realizou a entrega de 1.714 títulos definitivos. Além de regularizar a situação fundiária, a entrega dos títulos tem impactos sociais profundos, oferecendo a oportunidade de desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida. O governo do Acre, por meio da Sehurb, continuará a promover ações como essa, com o objetivo de reduzir a desigualdade e assegurar o direito à moradia digna para todos.

Sehurb também contribuiu com a regularização fundiária, com entrega de títulos. Foto: Diego Gurgel/Secom

Já com o propósito de elaborar soluções que mitigassem os impactos ambientais na bacia do Igarapé São Francisco, em Rio Branco, a Sehurb coordenou uma ação que contou com diversas instituições. Foram realizados estudos para elaborar um plano de curto, médio e longo prazo.

A iniciativa promoveu a limpeza nos 22km de extensão do Igarapé São Francisco, efetuando a retirada de resíduos dos igarapés Amaro e Batista. Homens e máquinas foram mobilizados para remover galhos, árvores, geladeiras, cadeiras, garrafas pet e outros entulhos do leito do rio. O projeto também garantiu campanhas e atividades de educação ambiental.

Ação de limpeza na bacia do Igarapé São Francisco foi coordenada pela Sehurb. Foto: Aleksandro Soares/ Sanecre

As instituições envolvidas foram o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Meio Ambiente (Imac), o Corpo de Bombeiros (CBMAC), a Defesa Civil, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), a Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia).

“Tivemos um ano de muito trabalho, grandes ações para nossa população, e continuaremos mantendo o compromisso de avançar ainda mais, trabalhando para aumentar o número de unidades habitacionais e expandir a oferta de serviços e capacitação, sempre com o foco no bem-estar da nossa população. Esperamos que o próximo ano seja ainda mais promissor, com mais realizações e avanços em todas as áreas”, disse o secretário.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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