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Governo e prefeitura traçam estratégias para mitigar impactos das enchentes em Cruzeiro do Sul

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Aline Querolaine

Diante da elevação do nível do Rio Juruá, que atingiu 13,70 metros, o governo do Acre, por meio do Corpo de Bombeiros Militar e demais órgãos estaduais, reuniu-se na manhã desta quarta-feira, 19, no 4º Batalhão de Educação, Proteção e Combate a Incêndios Florestais (4º BPCIF), para alinhar estratégias de monitoramento e socorro às famílias afetadas pelas cheias. A parceria com a gestão municipal tem como principal objetivo minimizar os danos e prejuízos para a população.

Equipes da gestão estadual e municipal discutem encaminhamentos para enfrentamento das enchentes no Juruá. Foto: Marcos Santos/Secom

Até o momento, cerca de 3 mil famílias já foram impactadas pelas cheias, atingindo 12 bairros do município. O trabalho preventivo, realizado pela equipe de monitoramento, tem sido essencial para a tomada de decisões rápidas e eficazes. Diariamente, os dados coletados nos centros meteorológicos são analisados e cruzados com as medições feitas nas réguas dos municípios, permitindo que o Corpo de Bombeiros antecipe ações e organize a retirada das pessoas em risco com segurança.

Corpo de bombeiros coleta dados de sistemas de monitoramento de chuvas na região amazônica. Foto: Marcos Santos/Secom

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros em Cruzeiro do Sul, capitão Josadac Cavalcante, o trabalho conjunto entre os órgãos estaduais e municipais permite um atendimento mais ágil e organizado.

“Estamos acompanhando a elevação do Rio Juruá e atuando com planejamento para garantir a retirada das famílias antes que a situação se agrave. Com os dados meteorológicos e as medições diárias, conseguimos antecipar as ações, mobilizar barcos, equipes e abrigos de forma estratégica. Nossa prioridade é a segurança e o bem-estar da população afetada.”

Equipes do Corpo de Bombeiros do Juruá estão atuando com a Defesa Civil na retirada de famílias. Foto: Marcos Santos/Secom

Com base nessas informações, prefeitura e governo estruturam o número de abrigos necessários, embarcações disponíveis e equipes para atuação emergencial. Dessa forma, as remoções ocorrem de maneira planejada, reduzindo impactos materiais e garantindo a segurança das famílias.

Um total de 12 bairros de Cruzeiro do Sul são atingidos pelas enchentes. Foto: Marcos Santos/Secom

Atendimento às famílias desalojadas

Até o momento, 14 famílias já foram retiradas de suas casas pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil Municipal. Elas estão abrigadas na Escola Madre Adelgundes e na Escola Corazita Negreiros, onde recebem suporte da assistência social e demais órgãos responsáveis.

Nível das águas do Rio Juruá chegaram a medição de 13,70m. Foto: Diego Silva/Secom

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, destacou a importância da atuação conjunta para minimizar os impactos das inundações.

“Estamos trabalhando de forma integrada com o governo do Estado e todas as secretarias para atender às famílias atingidas. Nossa prioridade é garantir abrigo, alimentação e assistência às pessoas que precisaram deixar suas casas. Além disso, seguimos monitorando a situação para agir de forma preventiva e evitar ainda mais transtornos”.

Além do acolhimento, a mobilização das secretarias municipais e estaduais tem garantido atendimento emergencial em diversas áreas. Na tarde desta quarta-feira, o Corpo de Bombeiros e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Cruzeiro do Sul levaram atendimento médico à comunidade de Olivença, ampliando o suporte à população afetada.

Ações levam atendimentos na área da saúde e alimentos para famílias em comunidades afetadas pelas inundações. Foto: Diego Silva/Secom

Ações emergenciais em andamento

Durante a reunião da Sala de Situação, foram definidas as principais medidas emergenciais, incluindo: quantidade de barcos e equipes para transporte fluvial e terrestre; reforço na assistência à saúde e educação; mobilização total das secretarias municipais e estaduais para apoio nas operações de resgate e acolhimento.

O governo e a prefeitura seguem monitorando a situação e atuando para garantir a segurança e o bem-estar das famílias atingidas. A recomendação é que a população das áreas de risco fique atenta às orientações das autoridades e acione os órgãos responsáveis em caso de emergência.




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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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