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Luciany Aparecida e Eliane Marques vencem Prêmio São Paulo – 11/11/2024 – Ilustrada

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O livro “Mata Doce”, de Luciany Aparecida, é o vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura de 2024. A publicação da Alfaguara foi eleita o melhor romance do ano nesta segunda (11).

Eliane Marques venceu a categoria de melhor romance de estreia com “Louças de Família”, que saiu pela Autêntica Contemporânea, selo do Grupo Autêntica.

Aparecida narra os trágicos acontecimentos que cercam um pequeno vilarejo rural no interior da Bahia. Maria Teresa, a protagonista, é filha adotiva da professora Mariinha e de Tuninha, uma travesti já idosa. “Mata Doce” é o primeiro que a autora publica com seu nome, em vez de pseudônimos como Ruth Ducaso.

Já Marques conta a história de gerações de uma família negra a partir da morte de uma descendente, tia Eluma, que trabalha como empregada doméstica em uma cidade que fica na fronteira entre Brasil e Uruguai. “Louças de Família” é a estreia da poeta no gênero romance.

“Reconhecer a trajetória dessas autoras, que imprimem suas histórias com tanta força e sensibilidade, é uma honra para o Prêmio”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo. “Cada obra premiada amplia o alcance e a relevância da literatura brasileira, trazendo à tona novas perspectivas e vozes que enriquecem a nossa cultura.”

As autoras foram premiadas em uma cerimônia que aconteceu na Biblioteca Parque Villa-Lobos, na capital paulista, após serem escolhidas pelo corpo de curadores formado por André Cáceres, Cida Saldanha, Heitor Botan, Ionara Lourenço e Mariana Salomão Carrara –vencedora da edição anterior com o romance “Não Fossem as Sílabas do Sábado”.

Cada uma das ganhadoras receberá R$ 200 mil, maior remuneração em dinheiro entre prêmios literários brasileiros, e ambas serão convidadas para participar em 2025 da 39ª Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México.

Veja abaixo todos os indicados à edição deste ano da premiação.

Melhor romance publicado em 2023

  • Ana Cristina Braga Martes, “Sobre o que Não Falamos” (Editora 34)
  • Helena Terra, “Os Dias de Sempre” (Selo Editorial Besouros Abstêmios)
  • Lilia Guerra, “O Céu para os Bastardos” (Todavia)
  • Luciany Aparecida, “Mata Doce” (Alfaguara)
  • Manoel Herzog, “A Língua Submersa” (Alfaguara)
  • Marcelo Ferroni, “A Febre”, (Companhia das Letras)

  • Mauro Paz, “Quando os Prédios Começaram a Cair” (Todavia)

  • Rogério Pereira, “Antes do Silêncio” (Dublinense)
  • Socorro Acioli, “Oração para Desaparecer” (Companhia das Letras)
  • Wagner Schwartz, “A Nudez da Cópia Imperfeita” (Nós)

Melhor romance de estreia publicado em 2023

  • Airton Souza, “Outono de Carne Estranha” (Record)
  • Beatriz Reis, “Ruído Branco” (Urutau)
  • Eliane Marques, “Louças de Família” (Autêntica)
  • Giovana Proença, “Os Tempos da Fuga” (Urutau)
  • Hanaide Kalaigian, “Um Amor de Filha” (Autêntica)
  • Julia Sobral Campos, “Em Pleno Dia se Morre” (Patuá)
  • Liana Ferraz, “Um Prefácio para Olívia Guerra” (HarperCollins)
  • Ricardo Motomura, “Seu Jeito de Soltar Fumaça” (7Letras)
  • Virgínia Ferreira, “Chumbo” (Quelônio)
  • Waldomiro J. Silva Filho, “Os Dias” (Patuá)



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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