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Macron espera nomear novo primeiro-ministro francês após dias de impasse político | França

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Agence France-Presse

Espera-se que o presidente Emmanuel Macron nomeie um novo primeiro-ministro na sexta-feira, após dias de impasse sobre encontrar um candidato para substituir Michel Barnier, cujo destituição pelo parlamento empurrou a França para uma nova crise.

Barnier foi derrubado num histórico voto de desconfiança em 4 de dezembro e havia expectativas de que Macron anunciaria o seu sucessor num discurso à nação um dia depois.

Mas num sinal do impasse na política francesa depois eleições legislativas inconclusivas neste verão, ele não nomeou seu sucessor e agora perdeu o prazo de 48 horas que havia dado em uma reunião de líderes partidários na terça-feira.

Na quinta-feira, Macron saiu França numa viagem de um dia à Polónia, importante aliada da UE e da NATO, mas encurtou a visita numa aparente tentativa de finalizar a nomeação.

“A declaração que nomeia o primeiro-ministro será publicada amanhã (sexta-feira) de manhã”, disse um assessor do presidente, pedindo para não ser identificado, na noite de quinta-feira, logo após Macron aterrissar da viagem à Polônia.

“Ele está terminando as consultas”, acrescentou o assessor, sem dar mais detalhes.

O anúncio provavelmente virá por escrito, com o novo gabinete a ser revelado posteriormente.

Quem for nomeado será o sexto primeiro-ministro do mandato de Macron após a derrubada de Barnier, que durou apenas três meses. O novo primeiro-ministro enfrenta um desafio imediato ao elaborar um orçamento para aprovação no parlamento.

Cada primeiro-ministro sob Macron serviu sucessivamente menos tempo no cargo e não há garantia de que o novo primeiro-ministro não seguirá este padrão.

Macron continua confrontado com a complexa equação política que emergiu das eleições parlamentares antecipadas – como garantir um governo contra um voto de desconfiança numa câmara baixa amargamente dividida, onde nenhum partido ou aliança tem maioria.

Todos os candidatos amplamente divulgados até agora encontraram objecções de pelo menos um lado do espectro político.

“Eles estão presos”, disse uma pessoa próxima de Macron, pedindo para não ser identificada e lamentando que “cada nome seja bloqueado”.

“Ninguém está de acordo em torno do presidente”, acrescentou a fonte, expressando esperança de que Macron surpreenda a todos com uma escolha inesperada.

A suposta principal escolha de Macron, o veterano centrista François Bayrou, suscita arrepios à esquerda – receosa de dar continuidade às políticas do presidente – e à direita, onde é odiado pelo influente antigo presidente Nicolas Sarkozy.

Além de Bayrou, os candidatos a primeiro-ministro incluem o ex-primeiro-ministro socialista Bernard Cazeneuve, o atual ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, um leal a Macron, e o ex-ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian.

Outro nome que está a ser discutido nos meios de comunicação social é o de Roland Lescure, antigo ministro da Indústria, mas a nomeação do antigo socialista corre o risco de inflamar a direita.

Estes “são nomes que existem há anos e que não seduziram os franceses. É o passado. Quero que olhemos para o futuro”, disse a líder dos Verdes, Marine Tondelier.

“O público francês quer um pouco de entusiasmo, impulso, vento fresco, algo novo”, disse ela à televisão France 2.

As pesquisas indicam que o público está farto da crise. Pouco mais de dois terços dos entrevistados numa pesquisa Elabe publicada na quarta-feira disseram querer que os políticos cheguem a um acordo para não derrubar um novo governo.

Mas a confiança é limitada, com cerca do mesmo número a afirmar não acreditar que a classe política possa chegar a um acordo.

Numa sondagem separada da IFOP, Marine Le Pen, figura de proa da extrema-direita do Rally Nacional (RN), foi creditada com 35% de apoio na primeira volta de uma futura eleição presidencial – bem à frente de qualquer provável adversário.

Ela disse que “não está infeliz” com o fato de seu partido de extrema direita ter sido deixado de fora das negociações em torno do governo, parecendo, por enquanto, se beneficiar do caos, em vez de sofrer a culpa por ter ultrapassado o limite do voto de desconfiança da semana passada. .

Num momento crítico que se aproxima, Le Pen, em 31 de março de 2025, enfrenta o veredicto numa julgamento de peculato por acusações que ela nega. Se for condenada, poderá perder a oportunidade de concorrer às eleições de 2027 e, com isso, a sua melhor oportunidade de ganhar o Palácio do Eliseu.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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