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Mitos e verdades sobre o novo surto de sarampo

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Já são mais de 500 casos confirmados da doença, que é altamente contagiosa.

Na foto de capa, vacinação contra o sarampo em São Paulo – Ronny Santos/Folhapress.

Nesta terça-feira (3), Roraima e Amazonas declararam emergência por 180 dias por causa de um surto de sarampo, com mais de 500 casos confirmados da doença, que havia sido extinta no país. Veja a seguir alguns mitos e verdades sobre esse surto da doença:

“Copa aumenta risco de surto de sarampo no Brasil”

VERDADEIRO O Hospital Sírio-Libanês informa que de janeiro a abril deste ano a Rússia identificou 1.149 casos de sarampo, 42% deles em adultos. Cerca de 65 mil brasileiros viajaram para o país para o Mundial. A secretaria de Saúde de SP recomendou a vacinação para turistas que vão à Rússia.

“O surto de sarampo está ligado à crise venezuelana”

VERDADEIRO O Ministério da Saúde relata que em RR e AM há casos de sarampo relacionados a refugiados da Venezuela. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017 quatro países confirmaram casos na América: Argentina (3 registros), Canadá (45), EUA (120) e Venezuela (727). Ainda segundo a entidade, até 12 de março, o Brasil tinha confirmado 14 casos da doença —todos relacionados a cidadãos venezuelanos não vacinados. 

“O sarampo estava extinto no Brasil”

VERDADEIRO A OMS decretou o Brasil território livre de sarampo em 2016, mas a doença estava controlada bem antes disso —o último surto autóctone foi em 2000. Entretanto, até a última segunda (2), já havia surtos em Roraima (200 casos confirmados, 177 sob investigação) e no Amazonas (263 casos confirmados, 1.368 sob investigação), além de seis casos confirmados no RS. No RJ, há uma suspeita e, em SP, a secretaria de Saúde editou um alerta em nível 3, o mais alto, para o risco de surto da doença.

“A vacina é o único meio eficaz de evitar o sarampo”

VERDADEIRO O Ministério da Saúde destaca em seu site que a vacina contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença. Ainda vale ressaltar que não existe tratamento específico para o sarampo, só formas de aliviar os sintomas.

“Todos devem tomar a vacina contra o sarampo”

FALSO O Hospital Sírio-Libanês indica que a recomendação é que os pais não deixem de imunizar seus filhos e que os adultos com até 49 anos que não sabem se tomaram ou não a vacina também sejam imunizados. A partir dessa idade, a vacinação deve ser avaliada caso a caso. O ministério destaca, por sua vez, que pessoas com suspeita de sarampo, gestantes, crianças com menos de 6 meses e imunocomprometidos não devem tomar a vacina.

“Só pego sarampo se encostar em alguém com a doença”

FALSO O Ministério da Saúde classifica o sarampo como uma doença altamente contagiosa e informa que ela é transmitida por meio de secreções mucosas, como a saliva, de indivíduos doentes para outros não imunizados. A pasta recomenda o uso de máscara quando houver aproximação de menos de dois metros do doente.

“Sarampo não é perigoso”

FALSO O Ministério da Saúde considera o sarampo uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. A OMS estima que a doença tenha causado 90 mil mortes em 2016. 

Verdadeiro – A informação está comprovadamente correta / Exagerado – A informação está no caminho correto, mas houve exagero / Falso – A informação está comprovadamente incorreta. Por Cris Tardáguila e Chico Marés. Com informações de LUPA.

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