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Moldávia dividida em referendo para aderir à UE – DW – 21/10/2024

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Um referendo na Moldávia sobre a adesão à União Europeia parecia muito próximo para ser convocado na manhã de segunda-feira, com 98% da contagem mostrando o voto “sim” em 50,03% e o voto “não” chegando em 49,97%, de acordo com as eleições do país. comissão.

Anteriormente, os moldavos pareciam ter rejeitado os planos para a ex-república soviética adicionar o seu objectivo de aderir à UE à constituição, mostraram resultados preliminares de 70% dos votos no referendo do país na noite de domingo.

No entanto, os votos dos moldavos que viviam no estrangeiro foram contados no final, dando ao campo do “sim” um empurrão de última hora.

Um país predominantemente agrícola com cerca de 2,5 milhões de pessoas, Moldávia procurou cortar relações com Moscovo e aproximar-se da UE desde a invasão da vizinha Ucrânia pela Rússia em 2022.

A antiga república soviética iniciou negociações de adesão à UE em junho.

Antes do referendo, as sondagens mostraram que cerca de 55% dos moldavos apoiariam a medida, enquanto 34% eram contra.

A participação foi próxima dos 50%, muito superior aos 33% necessários para que o resultado fosse válido.

Os partidos pró-Rússia instaram as pessoas a votarem “não” ou a boicotarem totalmente a votação.

Maia Sandu falando em Berlim
O atual presidente Maia Sandu afirma que a adesão à UE ajudará a melhorar a qualidade de vida numa das nações mais pobres da EuropaImagem: Michele Tantussi/AFP/Getty Images

Presidente pró-UE, Sandu, alega esquema de “compra de votos”

Em resposta aos resultados, o presidente pró-UE da Moldávia, Maia Sandu, acusou “grupos criminosos” de envolvimento em fraude eleitoral.

“A Moldávia enfrentou um ataque sem precedentes à liberdade e à democracia do nosso país, tanto hoje como nos últimos meses”, disse Sandu aos seus apoiantes na capital, Chisinau.

Ela disse que estes grupos apoiados por forças estrangeiras tentaram “minar (o) processo democrático” ao tentar comprar até 300.000 votos.

“Estamos aguardando os resultados finais e responderemos com decisões firmes”, disse ela em comunicado escrito separado.

Sandu lidera por estreita margem nas eleições presidenciais

Enquanto isso, Sandu estava mais perto de um segundo mandatodepois que ela saiu na frente no primeiro turno das eleições presidenciais.

Com mais de 90% dos votos apurados, Sandu ficou aquém da maioria absoluta, com cerca de 39% dos votos.

Se o resultado for confirmado, a votação irá para segundo turno em duas semanas.

Seu concorrente mais próximo, Alexandr Stoianoglo, ficou em segundo lugar, parecendo receber 28% dos votos.

A participação nas eleições presidenciais foi superior a 51%.

Moldávia realiza votação presidencial e referendo sobre adesão à UE

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Quem mais está disputando a presidência?

O pró-Ocidente Sandu competiu contra outros 10 candidatos presidenciais – incluindo alguns que defendiam laços mais estreitos com a Rússia.

Embora a mulher de 52 anos fosse a clara favorita para vencer, pesquisas recentes sugerem que ela tem apenas cerca de 36% de apoio.

Stoianoglo, um antigo procurador de 57 anos, apoiado pelos socialistas pró-Rússia, obteve apenas 9% de votos antes da votação.

Previa-se que Renato Usatii, ex-prefeito de 45 anos da segunda maior cidade da Moldávia, Balti, obtivesse 6,4% dos votos, segundo pesquisas realizadas antes da eleição.

Caso nenhum candidato obtenha a maioria, a votação seguirá para um segundo turno em 3 de novembro.

Votações prejudicadas por alegações de interferência russa

Antes das eleições de domingo, as autoridades moldavas disseram que tinham descobriu um esquema massivo de compra de votos supostamente envolvendo milhões de dólares da Rússia.

A polícia acusou Ilan Shor, um empresário fugitivo e ex-político que vive na Rússia, de tentar pagar aos eleitores para apoiarem um candidato presidencial específico e votarem “não” no referendo da UE.

Shor, que foi condenado à revelia por fraude no ano passado, está sob sanções ocidentais e nega qualquer irregularidade.

A polícia alertou esta semana que até um quarto das cédulas poderia estar contaminada com dinheiro russo.

As autoridades também disseram ter descoberto um plano que envolvia centenas de pessoas sendo levadas para a Rússia para serem treinadas para organizar motins e criar “desordem em massa” na Moldávia.

Sandu emitiu repetidamente avisos sobre os esforços russos para interferir na votação – alegações que Moscovo rejeitou.

A batalha da Rússia pela influência: da Ucrânia à Geórgia?

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mm, nm/rc (Reuters, AFP, dpa)



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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