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Moradora do Acre, atriz Kika Sena representa o estado em Documentário sobre pessoas trans no Brasil
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3 anos atrásem
Filme Pajubá é dirigido por Gautier Lee e tem roteiro assinado por Hela Santana
A atriz e diretora de teatro Kika Sena está participando do documentário Pajubá, que traz depoimentos de pessoas trans das cinco regiões do país. Alagoana, Kika adotou o Acre como sua terra e é a representante do estado no filme. A artista é uma das 28 pessoas trans entrevistadas na obra.
“Acho muito importante trazer esse olhar pras vivências do Norte e Nordeste do país. A gente precisa se ver representado nas telas pra poder criar um imaginário que nos caiba, que seja possível pra nós. E Pajubá traz essa representatividade positiva”, comenta Kika Sena.
Autora e roteirista do filme, Hela Santana é escritora negra, trans e baiana, radicada em São Paulo, e é uma das responsáveis pela escolha do elenco que faz parte do documentário. “Tive a honra de escrever para Kika em Histórias (im)Possíveis, que a consagrou como a primeira atriz trans a protagonizar uma série na TV aberta, e sou grande admiradora de seu trabalho aclamadíssimo no longa “Paloma”. Kika tem um discurso muito próximo ao que queremos abordar em Pajubá então acreditamos que seja um belo casamento essa parceria”, conta.
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Pajubá é dirigido por Gautier Lee, cineasta negra, angrense e não-binária, e que tem um desafio nas mãos, que é entrelaçar essas histórias e colocar na tela do cinema. “Pajubá representa a pluralidade do nosso país. O Brasil é um país praticamente continental, somos a maior parte da América do Sul e também uma grande parte da América Latina. E a gente está tentando traduzir isso dentro do nosso recorte de vivências, pessoas e cultura trans. Queremos realmente mostrar que existe cultura e existe história trans em todas as partes desse país. A gente quer acima de tudo celebrar isso, celebrar que existe! Celebrar que há adversidade dentro da adversidade, que temos pessoas negras, brancas, indígenas, que são políticos, que são chefes de cozinha, que são influencers, que são dançarinos, que são educadores, que são autores, que são tudo isso”, explica.
Os desafios de Pajubá
Hela Santana é roteirista da antologia de Histórias (Im)possíveis e Encantado’s, além de ser consultora de diversidade da novela Elas por Elas, nova novela das 18h, da TV Globo. Já Gautier Lee, está à frente dos roteiros das segundas temporadas das séries De Volta aos 15, da Netflix, e Auto Posto, do Comedy Central. Para o documentário Pajubá, foi necessário fazer algumas adaptações na rotina criativa. Após uma temporada de sucesso em trabalhos com ficção e que tiveram grande repercussão nacional, tanto Hela, quanto Gautier estão focadas nas gravações de Pajubá, que devem levar um mês.
“Tem sido uma loucura muito divertida tudo isso. Agora me vejo prestes a realizar meu primeiro projeto autoral, com Pajubá, que vai para um lugar narrativo muito diferente do que estou acostumada a fazer nos últimos anos. Então, acho que há de certa forma a tranquilidade de também entender esse processo como parte do meu aprendizado e formação profissional. Tudo é muito novo, mas estou acompanhada de uma equipe tão apaixonada pelo filme quanto eu, e isso tem sido um conforto nas horas em que a ansiedade aperta”, conta Hela Santana.
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Desenvolver um projeto documental tem sido também um desafio para Gautier Lee. “Tenho estudado bastante, tanto a linguagem documental, como as referências que eu estou pensando para esse projeto, também as referências que Hela trouxe desde o primeiro momento. Uma das questões mais difíceis que ao se fazer um filme pra mim, independente do gênero, o maior desafio, enquanto diretora, é fazer com que a equipe esteja fazendo o mesmo filme. Então, eu tenho estudado muito pra isso. É complexo, porque eu preciso entrar de cabeça na linguagem documental, enquanto ao mesmo tempo eu to fazendo um projeto completamente diferente, que é ficção, que eu também estou dirigindo. Daí eu fico nesses pulos entre pensar documentário, pensar ficção e assim por diante.”
Buscando ter diversidade na obra, a equipe de Pajubá é composta majoritariamente por pessoas trans e negras. O documentário é dirigido por Gautier Lee, com roteiro de Hela Santana e produçãoexecutiva de Rubian Melo e Aline Fontes. A obra está prevista para ser lançada em 2024.
A obra cinematográfica “Pajubá” foi contemplada no Edital de Concurso FAC Filma RS, e tem apoio financeiro do Fundo de Apoio à Cultura – Pró-cultura RS FAC, Lei nº 13.490/10 SEDAC nº 01/2022.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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23 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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