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MP faz degravação de áudio de Chico Batista, onde acusa promotor de perseguição; veja trechos

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Áudio foi noticiado por vários sites acreanos e repercutiu nas redes sociais. Promotor apura o conteúdo.

O promotor de justiça Júlio César de Medeiros Silva, da Promotoria Cível de Tarauacá, após tomar conhecimento do áudio contendo o discurso proferido em tribuna, dia 13/12/22, pelo vereador Francisco Feitoza Batista (PDT), onde acusa o promotor de perseguição e de atrapalhar o desenvolvimento da cidade, determinou a degravação do conteúdo – veja o despacho aqui

Abaixo seguem alguns trechos do áudio, degravados pela equipe técnica do Ministério Público do Acre com os respectivos destaques:

(…) eles falam da minha colônia, e investigaram para saber esta história e que mais tarde saiu, a tão almejada, para os meus adversários, a diária dos vereadores de Tarauacá. O promotor ontem protocolou que tudo que nós aprovamos aqui no ano passado já estava denunciado, ofereceu a denúncia à Justiça das diárias dos vereadores de Tarauacá.

E ai o Promotor, será que algum colega se sente covarde, corrupto, porque recebeu as diárias? Eu já vi colega aqui elogiando o Promotor, e eu não sou obrigado a elogiar o Promotor, uma coisa é ele me denunciar, outra coisa é eu me defender no estado de direito, o meu direito eu vou defender até a última consequência.

E não me envergonho de ter aprovado tudo que aprovamos aqui, se for preciso eu faço tudo de novo. QUALQUER UM COLEGA, QUE PRECISAR DE DIÁRIA, até o dia 30 deste mês, EU DOU, SE ELE ME CONVENCER que vai fazer um trabalho para esta cidade.

Agora é muito fácil, e pode reconhecer o trabalho DO MINISTÉRIO PÚBLICO, agora o Promotor Júlio César precisa entender esta cidade, ele precisa entender onde nós moramos, ele precisa entender quanto se gasta para ir em Rio Branco de Biz, porque ele mesmo ganha por 5 (cinco) vereador, o salário de Promotor é quase R$ 35.000, (trinta e cinco mil reais) fora outras regalias, então ele fica à vontade pra me perseguir também, se era essa a missão dele, mas eu não tenho medo porque sou cidadão, cumpridor do meu dever, e eu não devo nada a ninguém, não tenho rabo preso com ninguém da terra. (…)

(…) Como é que hoje pode ter um comentário, “ah, o fulano não vota em ti porque não tem uma panelinha lá, porque precisa de um cargo pra fulano, e só quem tem regalia é o fulano”. Gente, nós não podemos dar assim, nós temos aí um monte de pessoas poderosas, inclusive o Promotor, ele está aí nos caçando e nós vamos ficar aqui nos digladiando? Eu não tenho problema nenhum com ninguém, eu não tenho vergonha da minha trajetória política. (…) Sempre zelei pelos votos que recebi, pelos meus amigos que me ajudaram e sempre zelei pela minha família.

Hoje meu nome tá aí, por uma coisa negativa, porque eu já tenho filho já grande (…) A minha índole não é essa, se alguém tem vontade de abrir a boca e dizer que eu participei de alguma maracutaia, vai esperar bastante, (…) isso desacata a pessoa, na verdade isso incentiva você ser ruim, porque eu não me considero um cara ruim, (…) eu já dei mais moradia nesta cidade do que todos os prefeitos que por aí passaram.

(…) Cheguei aqui, essa Câmara começava do que foi feito, e foi feito por um grupo onde o construtor era marido da contadora, a contadora era irmã do engenheiro, a dona da empresa era a mãe do construtor, o cara que fez os móveis era o irmão do presidente, houve um verdadeiro grupo fechado aqui para fazer o que tá aí. Porque eu fiz foi tomar o conhecimento, se vocês acharam que a gente tem que denunciar o pessoal, a gente denuncia, mas sozinho eu não vou fazê-lo.

(…) Denuncie, mas mazela da minha parte não teve, Eu dei a grana para os colegas, fui intencionado, e até então, eu fazia a defesa de todos aqui, que eu não vejo ninguém aqui fazendo aqui. E talvez fui um dos vereadores que menos teve diária aqui, e também não acho muito, o valor dado para 17 (dezessete) pessoas, na lista do Promotor só tá os vereadores, mas além dos vereadores, tem mais funcionário aqui que recebeu diária.

(…) E eu vou responder, o aumento dos Secretários que nós demos é justo ganhar o que ganha, quando trabalha, é claro. E eu vou responder também pelo 13º dos vereadores, se for preciso, (…) se propor aí para nós conversar com os conselheiros, é um direito nosso, mas o Promotor acha que não é, então tem que denunciar mesmo, agora quem denunciou para o Promotor é desinformado e é um cara que vai ter muito desgosto porque no meu ver, e com quem eu converso, com os profissionais do direito, (…) nós não agredimos a tal da 173, nós não gastamos NADA no ano de 2021, nós apenas criamos as leis para ser botado em prática em 2022.

A denúncia tá afirmando que nós gastamos e criamos despesas, é um cara que atenta a justiça para mentir, e aí vem o meu respeito à pessoa, meu respeito à profissão, mas as atitudes, não tem nenhuma admiração minha é o comportamento do Promotor Júlio César, do nosso Município. (…) eu me sinto perseguido pelo promotor desta cidade, a Câmara devia se sentir assim, se alguém não quer falar, eu sou um cidadão, aonde a lei, embora isso esteja caindo por terra, a minha imunidade para falar está aqui, ou na cidade ou em qualquer canto (…) então eu não sou obrigado a concordar com um Dr. com o que ele tá fazendo, muitas horas atrapalhando a cidade, atrapalhando um desenvolvimento da cidade.

Agora a prefeita está sendo processada (…) porque está pelejando para abrir um cemitério, já tá respondendo o processo, acabaram de levar uma multa de um milhão e não sei o que mais por cada CPF, por secretário e prefeita (…)

É preciso você conviver e respeitar, é gasto muito dinheiro com o Promotor, é muito dinheiro que o Estado, que nós ajudamos a pagar, para ele ficar perdendo tempo e perseguindo, (…) o que é direito sagrado.

(…) Se a justiça me chamar, eu irei lá, e no mais, eu vou contar minha história, mas eu acho uma verdadeira agressão (…) um promotor denunciar a Câmara porque teve que pedir a diária para poder correr atrás daquilo que é falha do Governo, que muitas vezes eles não denunciam, porque tudo que Vereador vai atrás aqui, é das falhas daquilo que o Governo, os Prefeitos, os Governadores não colocam aqui, (…) conseguem? não sei, mas a luta é válida. (destacamos).

OUÇA O ÁUDIO:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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