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Mulher desaparecida por 3 semanas nas montanhas é encontrada viva; “milagre”
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12 meses atrásem
Tiffany, a mulher que ficou desaparecida por várias semanas nas montanhas, na Californía, caiu de um penhasco e ficou sem sinal de celular. – Foto: Gabinete do Xerife do Condado de Fresno
Uma equipe de resgate encontrou uma mulher que estava desaparecida há três semanas nas montanhas. Segundo os policiais, ela caiu de um penhasco, quebrou a perna, enfrentou nevascas e estava sem sinal de celular. Estar viva foi considerado um “verdadeiro milagre” pelos oficiais.
Tiffany Slaton ganhou esse presente incrível às vésperas de completar 28 anos. Ela se perdeu nas montanhas da Sierra Nevada, nos Estados Unidos, onde faria um acampamento de 3 dias. Mas foi encontrada numa cabana remota 24 dias depois, a mais de 64 quilômetros de onde começou a trilha.
Foi uma agonia. Com apenas um pacote de biscoitos, ela sobreviveu comendo alho-poró e bebendo neve derretida. “É realmente uma história incrível de perseverança, determinação e sobrevivência”, disse o xerife do Condado de Fresno, John Zanoni.
Caiu de um penhasco
Tiffany Slaton partiu no dia 20 de abril com o básico para acampar: uma bicicleta elétrica, uma barraca, alimentos e dois sacos de dormir.
O plano era curtir a natureza por três dias, perto dos lagos Shaver e Huntington, na Califórnia. Mas tudo mudou quando ela caiu de um penhasco, perdeu a consciência por duas horas e percebeu que não conseguiria voltar.
Sem sinal de celular, sem GPS e com fortes dores, ela tentou improvisar: imobilizou a própria perna, colocou o joelho no lugar sozinha e seguiu a pé.
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Como sobreviveu
Nos dias seguintes, Tiffany ficou sem suprimentos.
Técnica em diálise e treinada em horticultura, ela reconheceu o alho-poró nativo na região e passou a se alimentar dele.
Também fazia chá com folhas e pinheiros. Para dormir, precisou enfrentar várias nevascas.
Ainda assim, tentou manter a calma.
“A pior coisa que você pode fazer em uma situação de emergência é entrar em pânico”, contou Tiffany em entrevista à NBC News.
Resgate Emocionante
Após escalar 3.330 metros de altitude, Tiffany encontrou uma cabana destrancada.
Ao entrar, encontrou “o melhor saco de dormir que já tinha visto”.
No início, ela até achou que estava delirando, mas não demorou muito para acreditar.
Na manhã do dia seguinte, o dono de um resort da região chegou à propriedade e viu a mulher deitada.
“Ela apareceu, não disse uma palavra, apenas correu, e tudo o que queria era um abraço. E foi, foi um momento bem surreal. Foi aí que eu soube. Foi aí que eu percebi quem era”, disse Christopher Gutierrez.
História inspiradora
A busca por Tiffany mobilizou vários helicópteros, voluntários e profissionais de segurança.
Ao todo, ela perdeu quase 5 quilos, sofreu machucados sérios e viveu dias de frio extremo.
Mesmo assim, não desistiu de lutar pela vida e se tornou um exemplo de perseverança.

Para sobreviver, Tiffany comeu alho-poró selvagem e bebeu neve derretida. – Foto: The Press Democrat
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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