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Na Costa do Marfim, estudantes foram obrigados a devolver os seus quartos universitários apesar da sua deficiência
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Helena Biaka teve uma surpresa muito desagradável na segunda-feira, 6 de janeiro, ao retornar da aula. Esta estudante marfinense de 32 anos, mestre em antropologia, que vive com uma deficiência motora, encontrou o seu quarto no campus da Universidade Félix-Houphouët-Boigny, em Abidjan, condenada. « Consegui recuperar o acesso explicando minha situação a um funcionário, mas não sei até quando »ela relata, perturbada.
Helena Biaka, tal como outros estudantes com deficiência alojados em salas universitárias, está a sofrer o impacto de uma campanha de expulsão liderada pelo Centro Regional de Obras Universitárias (CROU). Desde a dissolução, em outubro de 2024, da Federação Estudantil e Escolar da Costa do Marfim (Fesci)poderoso sindicato envolvido no assassinato de dois estudantes e que controlava ilicitamente a alocação de leitos, o CROU tenta recuperar o controle da gestão dos quartos para expulsar os “cambojanos”, apelido dado aos que se instalaram ilegalmente no campus .
Diante da falta de acomodação estudantil em Costa do Marfim (menos de 21.000 leitos para 342.000 alunos), “apenas 6% dos estudantes podem ser acomodados em salas universitárias”indica Adama Diawara, Ministro do Ensino Superior, enquanto segundo estimativas oficiais, 35% dos leitos estão ocupados ilegalmente.
Para libertá-los, os agentes batem nas portas dos dormitórios à noite para que os ocupantes que envelheceram saiam de seus quartos. As autoridades prevêem uma aplicação rigorosa do critério de idade: máximo de 24 anos para estudantes de licenciatura, 26 anos para estudantes de mestrado e 30 anos para estudantes de doutoramento. Pouco antes das férias de Natal, o CROU publicou um comunicado de imprensa a convocar os últimos ocupantes que não reunissem estas condições para desocuparem o seu alojamento, mas os estudantes com deficiência recusam-se a cumprir, argumentando que estes critérios de idade não lhes deveriam ser aplicados.
“Assédio noturno”
“Esta circular surpreendeu-nos, porque no início do ano letivo os critérios continham para nós um ponto de “promoção da inclusão”. Mas desde o desmantelamento do Fesci, a administração não fez distinção entre estudantes saudáveis e deficientes”.afirma Armel Dia, gestor de projetos do Grupo para a integração de alunos e estudantes com deficiência física na Costa do Marfim (GIEHP-CI).
“Devido aos muitos desafios que encontram no seu percurso educativo, como interrupções de estudos por questões de saúde ou de acessibilidade, muitos destes alunos não conseguem cumprir os critérios de idade definidos”denuncia Raphaël Dogo, presidente da Federação das Associações para a Promoção Social dos Deficientes da Costa do Marfim (Fahci). Segundo ele, essas regras comprometem “perigosamente” acesso das pessoas com deficiência ao ensino superior. “Flexionar estes critérios não é um favor, mas sim um direito”, ele acredita.
Embora não existam estatísticas oficiais sobre o número de estudantes com deficiência nas universidades públicas do país, o ministro Adama Diawara menciona que “a última contagem indica que são 120, todos matriculados na Universidade Félix-Houphouët-Boigny”. No dia 6 de Janeiro, cerca de cinquenta estudantes com deficiência receberam garantias do ministro de que as expulsões que lhes dizem respeito seriam suspensas até que fossem definidos critérios específicos de alojamento. O Sr. Diawara, no entanto, considerou que era « está fora de questão manter-se no estudantes dos campi universitários que se tornaram funcionários públicos ou que são muito velhos, mesmo que sejam deficientes.
Cabe às universidades, portanto, resolver isso. “Apesar do slogan do ministro, a direção do CROU continua seu assédio moral noturno”diz Armel Dia. Por sua vez, Helena Biaka relata que na noite de 12 para 13 de janeiro, ela e outros estudantes com deficiência foram alvo de uma patrulha policial orientada pelo vice-diretor do CROU responsável pela habitação. Contatado por O Mundo Áfricaa gestão do CROU em Abidjan não respondeu aos nossos pedidos.
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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