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Nelson Motta chega aos 80 com livro sobre segredos de amor – 26/10/2024 – Ilustrada

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Amilton Pinheiro

Às voltas com o lançamento do livro “Corações de Papel” e a divulgação do espetáculo “Tom Jobim, o Musical”, que estreou no Rio de Janeiro, Nelson Motta chega aos 80 anos fazendo o que sempre fez —trabalhando sem parar. Mas agora em outro ritmo, já que sempre tem projetos na cabeça e outros tantos em andamento.

“Corações de Papel”, é um romance epistolar que surpreendeu Motta chegando “quase pronto”. O ano era 2014, e ele tinha acabado de completar 70 anos. Recebeu uma ligação de uma amiga de longa data que queria presenteá-lo com uma pasta azul contendo as cartas que ele as enviou entre 1964 e 1965, quando engataram um romance na faculdade em que estudavam.

Segundo ela, que virou escritora, as cartas tinham valor literário. Motta recebeu, mas não quis ler os textos. “Tinha medo de me emocionar. Mas que desculpas mais esfarrapada, porque tudo que se quer na vida é se emocionar. Eu vivo para isso”, diz ele no escritório de seu apartamento em Copacabana, enquanto espera o fisioterapeuta.

Ele guardou o conteúdo na gaveta de uma estante de seu apartamento antigo, em Ipanema, e esqueceu aquela história por alguns anos. Quando estava escrevendo o livro de memórias “De Cu pra Lua: Dramas, Comédias e Mistérios de um Rapaz de Sorte”, lançado em 2020, ele quis ver se alguma coisa naquelas cartas podiam ser aproveitadas para o livro.

Mas, inexplicavelmente, a pasta evaporou. “Só a encontrei quando decidir sair do Brasil em 2022 e me mudar para Lisboa”, diz.

Para ele, com a eleição de Bolsonaro, o ambiente no país se tornou insuportável, assim como tinha ficado com o golpe militar em 1964. “Não queria passar por tudo que passamos na ditadura. Eu não tinha a juventude como aliada. Não estava mais aguentando o clima de terror que Bolsonaro e seu governo instalaram no país.”

Em Portugal, tomou coragem para ler as cartas e se surpreendeu positivamente com as coisas que escreveu para a ex, mesmo deixando claro que ali havia atitudes com que hoje não concordaria.

Nas cartas, Nelsinho ou Nelson Candido, como assinava, se revela um jovem apaixonado, cheio de vida, que descobria o amor e um mundo de grandes novidades; o pop e o cinema, suas grandes paixões naquele momento, mas também um certo desencantamento por causa da ditadura militar e o oportunismo com alguns artistas que apostavam em músicas de protestos de ocasião.

O livro traz as cartas em ordem cronológica, cortadas para dar mais fluência e acrescidas de um prólogo e de um epílogo, que Motta escreveu quando decidiu pela publicação.

Mas, segundo ele, não houve nenhuma censura de sua parte. Nenhum assunto que tratou nas cartas com a namorada foi vetado, mostrando inclusive que tinha uma outra relação mais carnal ao mesmo tempo.

Não se poda nem quando escreve a respeito de Chico Buarque: “Continuo achando seu amigo Chico Buarque um grande letrista, um músico mediano e um cantor bem ruinzinho”.

De tudo que fez na vida, mais de 300 músicas, 15 livros, produção de discos, de artistas, de shows, de festivais, de programa de televisão, de colunas em jornais, entre tantas outras coisas, Motta é firme e categórico quando questionado sobre o que mais lhe deu orgulho.

“A música ‘Saveiros’, que escrevi a letra, musicada por Dori Caymmi, que ganhou o Festival Internacional da Canção, em 1966, e interpretada por Nana Caymmi“, começa, para logo em seguida completar com uma segunda parte.

“E ter participado de dois grandes momentos de duas cantoras excepcionais; Elis Regina, com que trabalhei quando ela mudou o rumo de sua carreira, lançando dois discos fundamentais. E o primeiro disco de Marisa Monte, quando ela se lançou, fazendo tudo de forma tranquila, pensada, concebida, desde a escolha de repertório, de não ter um estilo indefinido, cantando vários gêneros musicais, até sua postura no palco.”



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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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