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Nicarágua aprova reformas que aumentam o poder do presidente Ortega e sua esposa | Notícias sobre direitos civis
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Os legisladores dão luz verde às reformas que dão mais autoridade a Daniel Ortega e Rosario Murillo, acusados de reprimir a dissidência.
Os legisladores da Nicarágua aprovaram uma emenda constitucional que fortalecerá o poder do antigo presidente Daniel Ortega, acusado de reprimindo os críticos e desafiantes políticos.
As reformas, que Ortega, de 79 anos, enviou esta semana ao Congresso “com urgência”, foram aprovadas por unanimidade na sexta-feira por 91 legisladores.
As mudanças elevam a esposa e vice-presidente de Ortega, Rosário Murilloao cargo de “copresidente”. Também aumentam o mandato presidencial no país centro-americano de cinco para seis anos e ampliam o controle do executivo sobre a mídia.
De acordo com a Constituição da Nicarágua, as reformas devem ser aprovadas numa segunda legislatura, neste caso em 2025, antes de entrarem em vigor.
Grupos de direitos humanos e observadores internacionais bateu a votação como uma “farsa” e acusou o líder sandinista de sufocar a dissidência ao tentar legalizar o “poder absoluto” que Ortega e sua esposa já exercem no país.
“A reforma não só reflecte a paranóia e a insegurança da ditadura sandinista, mas também codifica um sistema que não tem precedente exacto na América Latina, assemelhando-se perigosamente ao modelo norte-coreano”, escreveu o líder da oposição exilado, Felix Maradiaga, no meio de comunicação online. Divergentes.
“Essas modificações refletem uma tentativa desesperada de proteger a família Ortega-Murillo de qualquer eventualidade”, acrescentou.
Décadas no poder
Ortega serviu pela primeira vez como presidente de 1985 a 1990, retornando ao poder em 2007.
Ele garantiu o quarto mandato consecutivo como presidente em 2021, após uma campanha eleitoral que foi marcada por meses de repressão à dissidência e pela detenção de dezenas de figuras da oposição, incluindo vários candidatos presidenciais.
O governo de Ortega fechou mais de 5.000 ONGs desde que eclodiram protestos em massa contra seu governo em 2018. Sobre 300 pessoas morreram na agitação, de acordo com as Nações Unidas.
Entretanto, milhares de nicaraguenses fugiram para o exílio — muitas vezes para a vizinha Costa Rica — e os Estados Unidos e a União Europeia impôs uma série de sanções contra a administração de Ortega.
“A Nicarágua está sendo despojada de seu capital intelectual e de suas vozes críticas”, disse um Painel da ONU alertou ano passado.
A emenda constitucional de sexta-feira estipula que “traidores da pátria” podem ser destituídos de sua cidadania – algo Ortega já fez com centenas de políticos, jornalistas, intelectuais e activistas considerados críticos do seu governo.
Também confere aos copresidentes o poder de coordenar todos os “órgãos legislativos, judiciais, eleitorais, de controlo e fiscalização, regionais e municipais”.
A Organização dos Estados Americanos, um órgão regional, classificou as reformas como “um ataque definitivo ao Estado democrático de direito”.
“Através destas modificações à lei fundamental, Ortega e seus aliados procuram aumentar o seu controle absoluto do Estado e perpetuar-se no poder”, disse o grupo em uma declaração na quarta-feira.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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