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Olaf Scholz encontra-se com o chefe da OTAN, Rutte, em Berlim – DW – 11/04/2024

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OTAN Secretário Geral Mark Rutte reuniu-se com o chanceler Olaf Scholz em Berlim na segunda-feira, na sua primeira visita à Alemanha como chefe da aliança.

De particular preocupação de segurança para os países da OTAN neste momento é a recente adição de soldados norte-coreanos para Tropas russas lutando na Ucrâniamarcando uma nova escalada do conflito.

Rutte quer maiores gastos com defesa alemã

Numa conferência de imprensa após a reunião, Rutte disse que os gastos alemães com a defesa ainda eram demasiado baixos, apesar dos recentes aumentos. A Alemanha está agora a investir 2% do seu produto interno bruto na defesa pela primeira vez em três décadas, mas todos os Aliados precisam de investir mais, disse ele.

Mas Rutte expressou confiança de que a Alemanha continuará a tomar medidas nesta direção. Ele agradeceu a Scholz em particular pelos aumentos orçamentários nos últimos anos.

“Como antigo primeiro-ministro, sei que nem sempre é fácil para os governos atribuir fundos para a defesa nacional e para a ajuda à Ucrânia, mas ambos são cruciais para a nossa segurança colectiva”, disse Rutte, o antigo primeiro-ministro dos Países Baixos.

Scholz prometeu continuar resolutamente neste caminho, enfatizando que os gastos alemães com a defesa duplicaram nos últimos sete anos. Disse também acreditar que o pilar europeu da NATO deve ser ainda mais fortalecido.

“A Europa fará investimentos consideráveis ​​neste domínio nos próximos anos”, disse Scholz. “Trata-se de ser capaz de combater qualquer ameaça à segurança na Europa.”

O chanceler tentou parecer calmo face à disputa no seio do seu governo de coligação. Ele instou os seus parceiros de coligação a superarem as suas diferenças, insistindo que o governo deve fazer o seu trabalho e que o pragmatismo é a abordagem correcta.

“Temos uma base para isto. É o acordo de coligação. Foi negociado”, disse Scholz.

Nenhuma notícia sobre a adesão da Ucrânia à OTAN

As expectativas de que a Ucrânia pudesse ser convidada a aderir à OTAN foram minimizadas por ambos os líderes.

Scholz disse que as decisões nas cimeiras da NATO em Vilnius em 2023 e em Washington em 2024 foram tomadas em relação à Ucrânia e que não havia necessidade de tomar novas decisões, porque a situação não mudou.

“O que é importante agora é que a Ucrânia não fique sem armas”, acrescentou.

Rutte também disse que a cimeira de Washington comprometeu a Ucrânia num caminho irreversível rumo à adesão à NATO. “Estou absolutamente convencido de que um dia a Ucrânia será membro da NATO”, disse ele.

O chefe da OTAN advertiu que o presidente russo, Vladimir Putin, não iria parar se vencesse na Ucrânia. A Rússia está a realizar uma “campanha de intensificação” de ataques híbridos em toda a NATO através de violência, sabotagem e interferência nas democracias da aliança, disse Rutte. “Isto mostra que a mudança na frente desta guerra já não se verifica apenas na Ucrânia”, acrescentou, salientando a actividade russa na Europa Ocidental, no Báltico e no Árctico.

Rutte disse que o envio de tropas norte-coreanas à Rússia contra a Ucrânia foi uma escalada significativa. “Isso nos torna ainda mais focados e determinados para garantir que a Ucrânia tenha o que precisa para combater os russos, incluindo os norte-coreanos”, acrescentou.

Pelo menos 8.000 norte-coreanos na Rússia

A inteligência dos EUA coloca o número de Norte-coreanos agora perto das linhas de frente em cerca de 8.000. Embora ainda não tenham entrado em combate, a Casa Branca diz esperar que isso aconteça em breve e que mais soldados do país isolado os sigam.

Existem também preocupações mais amplas sobre um exército norte-coreano com experiência em guerra moderna.

Presidente russo Vladímir Putin não negou a presença dos norte-coreanos entre as suas fileiras, argumentando que Kiev emprega pessoal de segurança de OTAN.

Surgem evidências de tropas norte-coreanas na Rússia

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ou seja, es/msh (AFP, dpa)



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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