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Os eleitores de todo o mundo desejam uma praga para todos os titulares. O trabalho pode evitar esse destino | Polly Toynbee
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2 anos atrásem
Polly Toynbee
TOs alarmes de pânico presentes nos pacotes de boas-vindas dos deputados a Westminster podem ter sido observados com nervosismo por alguns membros da bancada trabalhista na semana passada. O choque da vitória de Donald Trump deixa muitos preocupados com as próximas eleições, mesmo que não estejam exatamente em pânico. Passam-se cinco anos até que os eleitores julguem os sucessos e fracassos do Partido Trabalhista, mas falar de um programa de renovação de 10 anos de repente parece-lhes um pouco arrogante.
Grandes condenações trovejantes contra os social-democratas do tipo Joe Biden/Kamala Harris choveram de todos os lados. Previsivelmente, a direita caricatura-os como elites liberais sinalizadoras de virtude que perderam contacto com os valores da classe trabalhadora, preocupados como estavam com identidades incompreensíveis e acordadas, zombando dos tolos sem instrução que foram enganados pelo demagogo Trump. Nunca faltam culpas inúteis nas paliçadas trabalhistas, ecoando a acusação de que estão fora de contato com as pessoas comuns, já que a Reforma ameaça muitos assentos. Mas ei, Trabalho acaba de ganhar uma grande maioria com a sua bancada mais operária de sempre. Por mais fascinantes que tenham sido as eleições nos EUA, as lições tiradas desse país estrangeiro são limitadas. Porquê destruir a nada má campanha de Harris ou assumir erradamente que a Bidenómica social-democrata deve ter sido uma derrota eleitoral?
Olhe ao redor do mundo. Em todos os lugares, governos em exercício de todos os matizes foram derrotados por eleitores furiosos. Pela primeira vez em quase 120 anos de registos, todos os governos de 10 grandes países acompanhados por um projecto de investigação com eleições este ano sofreram uma reversão sem precedentes. O processador de dados do Financial Times, John Burn-Murdoch, chama este ano de “o cemitério dos titulares”em todo o mundo desenvolvido. A coligação Ensemble de Emmanuel Macron, os democratas liberais do Japão e o partido Bharatiya Janata de Narendra Modi estiveram entre os partidos no poder que foram chutados. Direita, esquerda, extremistas e moderados, todos caíram, com os governos canadiano e alemão a caírem a seguir. A crise do custo de vida pós-Covid e a invasão da Ucrânia fizeram os preços disparar. Não importa se os acontecimentos mundiais estão fora do controlo dos governantes: os governos são os culpados. Os eleitores vingam-se indiscriminadamente da estagnação dos salários e do aumento dos preços quando estão rodeados por uma riqueza obscena crescente.
Os trabalhistas poderão escapar a essa praga que atinge todos os titulares do poder numa Grã-Bretanha ainda enjoada devido às viagens políticas de montanha-russa, com memórias frescas do Brexit, de Boris Johnson, da austeridade e do prejuízo hipotecário de Liz Truss. Lançar os Conservadores para a sua pior derrota de sempre foi um momento de catarse nacional. Mesmo que o Partido Trabalhista seja menos que amado, é perverso fazer comparações com o destino dos Democratas.
Na sexta-feira passada, o gabinete reuniu-se num dia fora de casa (apenas do outro lado da rua, no Tesouro). Embora as eleições nos EUA não estivessem na agenda, naturalmente a sombra de Harris pairava sobre as suas discussões sobre como avançar com o governo de Keir Starmer. cinco missões. Para que não se esqueçam, estes são o crescimento económico, a energia limpa, o crime e a justiça, as oportunidades através da educação e do NHS. Se não estiverem exatamente incorporados na imaginação do público, isso pouco importa: são motores para trabalhar entre departamentos. O que importa em 2029 será oferecer as respostas certas para perguntas simples: você se sente melhor? O NHS está visivelmente a recuperar? Há menos migrantes chegando em barcos sem visto?
Mas o governo é mais do que Deliveroo. A “entrega” é essencial, mas também o é um sentido aguçado de identidade política para receber o crédito por isso. Esse primeiro orçamento foi o Trabalhista na sua essência: depois de décadas de dinheiro fluindo dos trabalhadores, tirou dos patrões e dos proprietários de capital, ao mesmo tempo que aumentou o salário mínimo, criando um gráfico íngreme isso mostra que os ricos pagam mais e os mais pobres pagam menos. Introduziu o IVA para propinas escolares privadas. Aumentou o imposto sobre ganhos de capital para os mais ricos. Poluir jatos particulares acabará compensando £ 1.000 por passageiro em voos intercontinentais. Os não-domados não terão mais abrigo isentos de impostos. Os super-ricos que evitam impostos ao sequestrar dinheiro em terras agrícolas começarão a pagar heranças acima de 3 milhões de libras. Enquanto os agricultores chegarem a Westminster na próxima semana, lembrem-se de que “ainda são mais bem tratados do que qualquer outra pessoa em termos de imposto sobre herança”, de acordo com o Instituto de Estudos Fiscais.
Mas a reação continua, dia após dia. As empresas e os que estão em melhor situação protestam sem sugestões de outros impostos para pagar o NHS e as escolas públicas. Ameaças de fuga dos ricos são abundantes, mas as evidências da LSE pesquisando os 1% mais ricos não encontraram nenhuma realmente planejando migrar. Afinal, esse 1% do topo tem se saído surpreendentemente bem, tornando 31 vezes mais riqueza do que todo o resto desde 2010.
Os eleitores – com os seus salários estagnados ou pior – compreendem esta injustiça por instinto, se não em números. É por isso que as medidas neste orçamento têm sido populares, embora nunca se saiba disso pela maioria dos relatórios. Os ganhos de capital estavam nas mãos das pessoas três principais opções para aumentos de impostosjuntamente com o IVA sobre as propinas das escolas privadas. Os impostos sobre viagens aéreas e sobre energia e resíduos não ficam muito atrás. Aqueles que ganham mais de £ 75.000 por ano e os proprietários de segundas residências estão no topo da lista daqueles que deveriam pagar mais. É verdade que as pessoas não sabem quase nada sobre como é gasta a maior parte dos impostos (consideram que os gastos com os migrantes são os segundos mais elevados, embora sejam apenas 0,3%). Paul Lewis, apresentador do Money Box da BBC Radio 4descobre que as pessoas são a favor do imposto sobre herança nas fazendas quando ouvem os fatos. YouGov descobre que o único item do orçamento que a maioria rejeita é o aumento de £ 1 nas tarifas de ônibus (e os eleitores estão certos nisso).
A grande desigualdade na Grã-Bretanha é bem compreendida e constitui uma forte razão para o sentimento antipolítico. Apesar de esta ligeira inclinação orçamental ir de encontro ao sentimento público, os ministros parecem marcadamente relutantes em falar sobre justiça social, como se as suas escolhas orçamentais se devessem apenas ao buraco negro de 22 mil milhões de libras. Embora os políticos trabalhistas tenham justiça na medula, eles evitam nervosamente expressar instintos igualitários que ecoariam fortemente na maioria das pessoas. Os deputados trabalhistas são por natureza insurgentes – combatentes contra a grande desigualdade social desencadeada por Margaret Thatcher – e a sua liderança deveria deixá-los livres para o dizerem. Ser um pouco baunilha conquista poucos corações e mentes.
Com sorte nos seus opositores, os Trabalhistas podem apreciar que Kemi Badenoch caia em todas as armadilhas, defendendo todos os interesses abastados, todas as escolas privadas e proprietários de capitais privados contra os impostos que o público apoia. Os Conservadores não aprenderam nada com a sua humilhação: a opinião pública rejeita o seu pequeno Estado. Observe ela exortar Starmer a acelerar um acordo comercial com os EUA – dificilmente político, enquanto o mundo aguarda a guerra comercial de Trump. Negociar a qualquer preço? Kim Darrocho antigo embaixador do Reino Unido em Washington, adverte que qualquer oferta dos EUA será exactamente como foi em 2017: apenas estará em cima da mesa se a Grã-Bretanha se abrir aos produtos agrícolas baratos dos EUA, ao seu frango clorado e à carne bovina tratada com hormonas. Se Badenoch apoiar isso, ela alienará o público e os agricultores. Portanto, provoquem estas batalhas: elas apenas irão aguçar a identidade do Partido Trabalhista. Se as eleições nos EUA têm algo a ensinar aos trabalhistas, é isto: num mundo turbulento das redes sociais, seja ousado.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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