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Palestinos processam Departamento de Estado pela assistência dos EUA às forças armadas de Israel | Notícias de Joe Biden
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2 anos atrásem
Cinco palestinianos em Gaza, na Cisjordânia ocupada e nos Estados Unidos estão a processar o governo dos EUA para tentar cortar a assistência americana aos militares israelitas devido ao seu envolvimento na graves violações dos direitos humanos.
A ação, anunciada na terça-feira, acusa o Departamento de Estado de não implementar uma lei federal que proíbe a transferência de fundos para unidades militares estrangeiras envolvidas em violações graves, como execuções extrajudiciais e tortura.
“O fracasso calculado do Departamento de Estado em aplicar a Lei Leahy é particularmente chocante face à escalada sem precedentes dos ataques israelenses (graves violações dos direitos humanos) desde a Guerra de Gaza entrou em erupção em 7 de outubro de 2023”, diz o processo.
Os bombardeamentos e operações terrestres de Israel em Gaza mataram mais de 45.000 palestinianos desde o início de Outubro de 2023, e as Nações Unidas e os principais grupos de direitos humanos do mundo acusaram os militares israelitas de cometer crimes de guerra, incluindo genocídio.
A principal demandante no caso, uma professora de Gaza referida pelo pseudónimo Amal Gaza, foi deslocada à força sete vezes desde o início da guerra e 20 membros da sua família foram mortos em ataques israelitas.
“O meu sofrimento e a perda inimaginável que a minha família sofreu seriam significativamente diminuídos se os EUA parassem de fornecer assistência militar às unidades israelitas que cometem graves violações dos direitos humanos”, disse ela num comunicado que acompanha o processo.
Contactado pela Al Jazeera para comentar, o Departamento de Estado disse que não comenta litígios pendentes.
Lei Leahy
O caso gira em torno do que é conhecido como a Lei Leahyum regulamento federal que proíbe o governo dos EUA de fornecer fundos a unidades militares estrangeiras quando existe “informação credível” que as implique em graves violações dos direitos humanos.
Essas violações incluem tortura, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e estupro, afirma o Departamento de Estado dos EUA em uma ficha informativa explicando a lei.
“Estamos pedindo ao governo que obedeça a lei”, disse à Al Jazeera Raed Jarrar, diretor de defesa da DAWN, uma organização sem fins lucrativos dos EUA que faz campanha pela democracia e pelos direitos humanos no mundo árabe e apoia os demandantes no caso.
Durante meses, advogados e defensores dos direitos humanos instaram a administração do presidente Joe Biden a restringir a assistência aos militares israelitas em meio a vários relatos de violações contra palestinos em Gaza e na Cisjordânia.
Grupos de direitos humanos têm documentado O uso por Israel de armas fabricadas nos EUA em vários ataques mortais em Gaza, incluindo ataques indiscriminados que mataram dezenas de civis palestinos.
Os palestinos na Cisjordânia também experimentaram um aumento na violência mortal entre militares e colonos israelenses desde o início da guerra em Gaza, com o escritório humanitário da ONU relatórios que 770 palestinos foram mortos lá desde 7 de outubro de 2023 até o final de novembro de 2024.
Os EUA fornecem a Israel pelo menos 3,8 mil milhões de dólares em assistência militar anualmente, e investigadores da Universidade Brown em Providence, Rhode Island, recentemente estimado que a administração Biden forneceu um US$ 17,9 bilhões adicionais desde o início da guerra em Gaza.
Observadores disseram que se os EUA cortassem essa assistência, Israel não seria capaz de continuar com o seu esforço de guerra.
“As violações cometidas por Israel são tão generalizadas – muito graves – que a maioria, se não todas as unidades (exército) de Israel, serão realmente consideradas inelegíveis para assistência militar dos EUA” se a Lei Leahy for aplicada, disse Jarrar.
“Se os EUA parassem de enviar armas, não haveria forma de Israel continuar as suas operações militares”, acrescentou.
Procedimentos especiais para Israel
Mas os esforços para pressionar Washington a aplicar a Lei Leahy a Israel fracassaram em grande parte.
Este ano, a administração Biden considerou cortar a assistência a uma unidade do exército israelita conhecida pelo uso da violência contra os palestinianos na Cisjordânia, bem como pelo seu envolvimento na morte de um idoso palestino-americano.
No entanto, o Departamento de Estado finalmente determinado que o Batalhão Netzah Yehuda poderia continuar a receber ajuda militar americana depois de afirmar que as alegações de abuso tinham sido “efetivamente remediadas”.
A Lei Leahy inclui uma excepção que permite aos EUA retomar a assistência se o secretário de Estado determinar – e reportar ao Congresso – que o governo estrangeiro tomou “medidas eficazes para levar à justiça os membros responsáveis da unidade das forças de segurança”.
O porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, disse em agosto que Israel havia fornecido novas informações sobre o caso Netzah Yehuda, mas não forneceu detalhes. A decisão de continuar a financiar a unidade gerou críticas generalizadas.
Embora a Lei Leahy deva ser aplicada igualmente a países de todo o mundo, os especialistas dizem que Washington criou um conjunto específico de procedimentos – através do que é conhecido como Israel Leahy Vetting Forum (ILVF) – que beneficia o principal aliado dos EUA.
Os EUA aplicam “um processo Leahy único, complexo, demorado e de alto nível” para Israel, explicou Charles Blaha, ex-funcionário do Departamento de Estado responsável pela implementação da Lei Leahy, em uma coluna de junho no site Just Security.
Por exemplo, embora as decisões da Leahy Law sejam normalmente tomadas por especialistas de nível inferior do governo dos EUA, no caso de Israel, a verificação envolve reuniões presenciais de nível superior, bem como pedidos formais de informações ao governo israelita que atrasam o processo. processo.
Blaha também explicou que “a informação que para qualquer outro país resultaria sem dúvida em inelegibilidade é insuficiente para as unidades das forças de segurança israelitas”.
Como resultado, nos quatro anos desde que a ILVF realizou a sua primeira reunião, o processo “não conseguiu aprovar a identificação de uma única unidade israelita inelegível”, disse Blaha.
‘Medo constante’
Ahmed Moor, um demandante palestino-americano no caso, disse que se envolveu no processo por temer por seus entes queridos na Faixa de Gaza.
“Os membros da minha família sobreviventes em Gaza foram deslocados à força quatro vezes, … vivendo em constante medo de ataques indiscriminados israelitas realizados com armas americanas”, disse Moor num comunicado.
“A assistência militar do governo dos EUA a estas forças israelitas abusivas, que as nossas próprias leis proíbem, está a permitir estes danos israelitas a mim e à minha família.”
Em última análise, o processo pede a um juiz do tribunal federal dos EUA que declare as ações do Departamento de Estado, bem como os seus procedimentos de ILVF, “arbitrários, caprichosos, um abuso de poder discricionário” e não conformes com a lei.
Pede também ao juiz que ordene ao governo dos EUA que envie a Israel uma lista de unidades militares que não são elegíveis para receber assistência americana e emita uma liminar proibindo Washington de fornecer ajuda a unidades que cometeram violações de direitos.
Enquanto outras tentativas legais para acabar com o apoio dos EUA a Israel foram bloqueados pelos tribunais alegando que o poder judicial não tem voz sobre as decisões de política externa, Jarrar observou que o caso pede a aplicação de uma lei administrativa.
A ação de terça-feira foi movida de acordo com o que é conhecido como Lei de Procedimento Administrativo. “Esta não é uma questão de política externa. Não é uma questão de política”, disse Jarrar.
“Estamos apenas pedindo ao juiz que instrua o Departamento de Estado a obedecer à lei.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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