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Papa Francisco pede investigação sobre alegações de genocídio em Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina
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O Papa Francisco apelou a uma investigação para determinar se Israel está a cometer genocídio em Gaza, abordando a questão pela primeira vez em excertos de um próximo livro.
“Segundo alguns especialistas, o que está a acontecer em Gaza tem características de um genocídio”, disse o papa disse em trechos publicados no domingo pelo diário italiano La Stampa.
“Devemos investigar cuidadosamente para determinar se se enquadra na definição técnica formulada por juristas e organismos internacionais”, acrescentou.
O livro, de Hernan Reyes Alcaide e baseado em entrevistas com o papa, intitula-se A esperança nunca decepciona: peregrinos rumo a um mundo melhor. Ele será lançado na terça-feira, antes do jubileu do papa de 2025, que deverá trazer mais de 30 milhões de peregrinos a Roma para comemorar.
O pontífice argentino tem frequentemente deplorado o número de vítimas da guerra de Israel em Gaza, onde o número de mortos é de 43.846 pessoas, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território.
Mas o seu apelo a uma investigação marca a primeira vez que utiliza publicamente o termo “genocídio”, embora sem endossar a sua utilização, no contexto da ofensiva militar israelita em Gaza.
A embaixada de Israel no Vaticano respondeu mais tarde no domingo com uma postagem no X, citando seu embaixador Yaron Sideman.
“Houve um massacre genocida de cidadãos israelitas em 7 de Outubro de 2023 e, desde então, Israel exerceu o seu direito de autodefesa contra tentativas de sete frentes diferentes para matar os seus cidadãos”, refere o comunicado.
“Qualquer tentativa de chamá-lo por qualquer outro nome está destacando o Estado Judeu.”
Mas os activistas e os apoiantes palestinianos apelidaram a ofensiva israelita de uma “guerra de vingança” que deixou a Faixa de Gaza em ruínas.
Intensificando as críticas
A guerra em Gaza desencadeou vários processos judiciais nos tribunais internacionais de Haia, envolvendo pedidos de mandados de detenção, bem como acusações e negações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
Na quinta-feira, um Comité Especial das Nações Unidas julgou a conduta de guerra de Israel em Gaza “consistente com as características do genocídio”, acusando o país de “usar a fome como método de guerra”.
As suas conclusões já foram condenadas pelo principal apoiante de Israel, os Estados Unidos.
A África do Sul apresentou um caso de genocídio ao Tribunal Internacional de Justiça com o apoio de vários países, incluindo a Turquia, Espanha e México. Em Janeiro, os juízes do tribunal ordenaram a Israel que garantisse que as suas tropas não cometessem actos genocidas. O tribunal ainda não se pronunciou sobre o cerne do caso – se ocorreu genocídio em Gaza.
O Papa Francisco, líder dos 1,4 mil milhões de membros da Igreja Católica, costuma ter o cuidado de não tomar partido em conflitos internacionais e de sublinhar a desescalada. Mas ele intensificou as suas críticas à conduta de Israel na sua guerra contra os palestinianos.
Em Setembro, denunciou os assassinatos de crianças palestinianas em ataques israelitas em Gaza. Ele também criticou duramente os ataques aéreos de Israel no Líbano como indo “além da moralidade”.
Francisco não descreveu anteriormente a situação em Gaza como um genocídio em público. Mas no ano passado, ele esteve no centro de uma disputa complicada depois de uma reunião com um grupo de palestinos no Vaticano, que insistiu ter usado a palavra com eles em privado, enquanto o Vaticano disse que não.
Francisco também apelou frequentemente ao regresso dos prisioneiros israelitas capturados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Das 251 pessoas capturadas naquele dia, 97 ainda estão detidas no território palestiniano, incluindo 34 que o exército israelita afirma estarem mortas.
Na quinta-feira, o pontífice recebeu 16 ex-prisioneiros que foram libertados após meses de detenção em Gaza.
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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