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Para salvar filho com doença rara, pai descobre tratamento inédito e passa a ajudar outras famílias

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Querendo salvar a vida do filho, que tem uma doença rara, esse pai criou um tratamento inédito e que vem mudando a vida de outras famílias ao redor do mundo! Isso que é herói.

Terry Pirovolakis, diretor de TI em Toronto, no Canadá, não se conformou com o diagnóstico de uma doença rara e fatal do filho. O bebê Michael foi diagnosticado com SGP50, uma espécie de paralisia.

O pai resolveu pesquisar possibilidades de cura. Descobriu a terapia genética, que custa em torno de US$ 1 milhão. Ele refinanciou a casa, onde morava, e foi atrás do tratamento inédito. O bebê foi tratado, reagiu e hoje tem uma vida saudável. Agora ele quer ajudar outras crianças.

Uma longa saga

O tratamento consiste em terapia genética, que interrompe a progressão da doença. Mas só havia sido testada em camundongos e em células humanas. Foi então que Terry inovou e quis usar o medicamento no filho.

Detalhe: apenas uma pequena empresa farmacêutica na Espanha era fabricante. Mesmo assim, o pai conseguiu a aprovação para seguir com a terapia genética para o filho.

O procedimento envolve a injeção de líquido cefalorraquidiano por meio de uma punção lombar, algo arriscado. Mas Terry tentou mesmo assim. O bebê Michael recebeu o tratamento único e reagiu muito bem. Terry, que ainda tinha mais três doses, resolveu ajudar outras famílias.

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Organização sem fins lucrativos

Inconformado com as dificuldades, Terry abriu uma organização sem fins lucrativos na Califórnia, nos Estados Unidos. A fundação chamada Elpida Therapeutics, do grego “esperança”, vai financiar estudos e tratamentos.

Oito doses do medicamento para SPG50 foram produzidas na Espanha e enviadas para os EUA. Atualmente, há quatro famílias nos EUA tentando levantar o dinheiro necessário. “O tempo é essencial”, ele disse.

“O tratamento está aqui, literalmente guardado na geladeira, pronto para ser usado”, acrescentou ele. “Os médicos estão prontos. Só não há dinheiro suficiente para fazer isso acontecer.”

Parceria para ajudar

A Elpida Therapeutics fez uma parceria com a Columbus Children’s Foundation (Fundación Columbus na Espanha) e a CureSPG50 para ajudar a salvar crianças com a doença.

“Nossa parceria com a Elpida é motivada por um compromisso inabalável de não deixar nenhuma criança para trás”, disse Sheila Mikhail, cofundadora do CCF, em entrevista o à Fox News Digital.

“Na Columbus Children’s Foundation e na Fundacion Columbus, como uma organização global, acreditamos que toda criança merece uma chance de um futuro saudável”, disse ela.

Apoio para as crianças

“Decidimos que precisávamos ajudar outras crianças”, disse Terry, que resolveu criar um grande projeto em torno da causa. “Quando ouvi que ninguém faria nada a respeito, eu tive que fazer isso — não podia deixá-los morrer.”

Há dois anos, esse pai criou uma fundação, sem fins lucrativos. A entidade se dedica à doença rara e a busca pela cura. Com o medicamento que salvou o filho dele, mais três crianças estão em tratamento.

Um exemplo é Jack Lockard, de 6 meses. “Jack prosperou desde então”, disse Rebekah Lockard, a mãe do menino, à Fox News Digital. “Ele está sentado sozinho, brincando e usando copo de canudo, agora tenta engatinhar.”

Mais vidas salvas

Segundo Rebekah, o tratamento foi feito com mais crianças e todas apresentaram resultados positivos. “Todos eles mostraram que a doença parou de progredir e sua cognição melhorou.”

O custo médio para o tratamento é de cerca de US$ 1 milhão. A produção da medicação é cara. Terry buscou parcerias, mas as empresas farmacêuticas se recusaram.

“O mercado é muito menor para doenças raras, como a SPG50, o que torna financeiramente menos viável para as empresas investirem na criação de um tratamento”, afirmou ele.

Futuro para todos

As pesquisas, com apoio da organização de Terry, estão na fase 3 de ensaio clínico. A meta é tratar oito crianças com SPG50.

“Se pudermos mostrar que funciona em todas as oito crianças — e pudermos provar ao FDA que está fazendo a diferença — então o medicamento será aprovado e todas as crianças poderão tomá-lo”, disse ele.

A aprovação do tratamento pode levar de três a cinco anos. Mas o pai não descansa. Ele quer a inclusão do tratamento nos programas de triagem neonatal dos hospitais. Assim, todas as crianças com a doença possam receber a terapia.

A doença rara, SPG50

Paraplegia espástica 50 (SPG50) é um distúrbio neurológico que afeta o desenvolvimento da criança. Causa comprometimento cognitivo, na fala, além de paralisia e fraqueza muscular.

Com o tempo, esses sintomas podem piorar, dificultando a realização de atividades diárias.

A maioria das pessoas com a doença morre antes dos 20 anos.

O bebê Michael (azul) com os irmãos: depois do medicamento criado pelo pai, ele tem uma vida normal e feliz. Foto: Fox News

 

Michael tem uma doença rara chamada SGP50 é filho de Terry, um pai dedicado que criou um medicamento para salvá-lo, agora outras famílias querem ter acesso também. Foto: Fox News

Michael tem uma doença rara chamada SGP50 é filho de Terry, um pai dedicado que criou um medicamento para salvá-lo, agora outras famílias querem ter acesso também. Foto: Fox News

 

Georgia (E) é a mãe de Michael (o bebê), que tem uma doença rara, cujo medicamento foi desenvolvido pelo pai do neném. Foto: Fox News

Georgia (E) é a mãe de Michael (o bebê), que tem uma doença rara, cujo medicamento foi desenvolvido pelo pai do neném. Foto: Fox News



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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