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Policiais penais denunciam más condições das guaritas no Francisco de Oliveira Conde

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Vídeos enviados por policiais penais à redação do ac24horas mostram péssimas condições das guaritas que são usadas para a vigilância no presídio Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco.

Os policiais reclamam da falta de higiene e das condições estruturais. “Isso é um absurdo, trabalhamos sem as mínimas condições. As guaritas tremem e tememos risco de desabamento. As escadas estão podres e enferrujadas. Não existem nem onde fazer as necessidades fisiológicas”, diz um policial penal que, por medo de represálias, prefere não se identificar.

Outro problema é a falta de efetivo. Quando o policial penal vai para a guarita, a quantidade de profissionais no presídio para garantir a segurança no local fica ainda mais insuficiente. “Só tivemos um concurso público em toda a história do IAPEN do Acre, isso há 13 anos. Quando vamos para a guarita, a situação fica ainda mais tensa, já que o número de policiais está defasado faz muito tempo”, afirma.

Opinião compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Betho Calixto. “Realmente a situação das guaritas do FOC precisa urgentemente de reparos por parte do governo, tanto nos locais onde existe uma visibilidade do prédio maior, como também nas guaritas que os policiais ficam durante o banho e sol dos apenados”, afirma.

ac24horas procurou o presidente do IAPEN, Arlenilson Cunha, que garantiu que as guaritas serão todas recuperadas. “Estamos entrando com reformas no complexo e todas essas guaritas passarão por reforma e já estão dentro do nosso cronograma de frente de melhorias que estamos executando no Francisco de Oliveira Conde”, explica.

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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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