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Por que a América tem medo de ‘nenhuma outra terra’? | Conflito Israel-Palestino

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Por que a América tem medo de 'nenhuma outra terra'? | Conflito Israel-Palestino

No domingo, a coprodução israelense-palestina Nenhuma outra terra recebeu um Oscar de Melhor Documentário da Academia. O Oscar – o primeiro para a Palestina – já foi adicionado à lista de 45 prêmios que o filme venceu desde o seu lançamento em 2024, incluindo o Melhor Documentário no 2024 European Film Awards, o 2024 Berlin International Festival e o Gotham Awards de 2024.

O recurso recebeu aclamação crítica generalizada e críticas de cinco estrelas brilhantes na mídia internacional. Foi rastreado em todo o mundo e constantemente esgotou em exibições independentes nos Estados Unidos. E, no entanto, nenhum distribuidor dos EUA o buscaria para mostrá -lo em todo o país. A única razão para isso é o seu assunto: Palestina.

O documentário segue a vida das comunidades palestinas em Masafer Yatta, uma área perto de Hebron no sul da Cisjordânia ocupada, que o Exército de Israel declarou uma “zona militar”. Sob esse pretexto, tropas israelenses e colonos ilegais assediam regularmente seus moradores e destruíram suas casas, deixando -os sem teto. A história é contada através das lentes dos co-diretores Basiley Adra, um ativista palestino, e Yuval Abraham, um jornalista israelense.

Essa representação crua e angustiante dos crimes em andamento de Israel é algo que os distribuidores têm claramente medo de mostrar. E isso é em um país que se orgulha de seu direito constitucionalmente garantido à liberdade de expressão.

O medo dos distribuidores é uma ótima ilustração de quão massiva a campanha é apagar a Palestina nos EUA, afetando todos os aspectos da vida pública – da educação à mídia e a artes e cinema.

Obviamente, a censura anti-palestina não é novidade. Desde 1948, a cultura e a história palestinas enfrentam continuamente tentativa de apagamento, pois Israel tentou justificar sua captura de terras, alegando que o povo palestino não existe e não tem direito à sua própria terra. Essa narrativa também dominou as percepções do público nos países ocidentais que apoiaram Israel ao longo de sua existência – acima de tudo, entre eles os Estados Unidos.

Manter essa narrativa tem sido fundamental para o apoio político contínuo.

Se o público americano for exposto a mais informações sobre o que está acontecendo na Palestina, se os palestinos são humanizados no mainstream, se receberem uma plataforma para contar suas histórias de experimentar genocídio e apartheid, a opinião pública começaria a mudar drasticamente.

Já é. Várias pesquisas no ano passado mostraram que os americanos, especialmente os democratas, discordaram das políticas de seu governo sobre Israel-Palestina. A maioria dos democratas apoiou um cessar -fogo em Gaza quando o governo do presidente Joe Biden estava se recusando a endossá -lo. Essa postura acabou custando inúmeros votos de Kamala Harris nas eleições presidenciais.

Uma mudança significativa na opinião pública sobre Israel-Palestina dificultava o Congresso dos EUA para sustentar o financiamento multibilionário dos militares israelenses e apoio político à ocupação e apartheid.

É por isso que a campanha de apagamento – liderada pelo próprio Israel – contra vozes, histórias e história palestinas devem ser mantidas.

Mas os desafios que nenhuma outra terra experimentou desde o seu lançamento não é apenas mais um caso claro de censura anti-palestina.

O filme compartilhou contar histórias entre um palestino e um israelense. Não é apenas a voz de Adra que é ouvida no documentário falando sobre o que está acontecendo na Palestina, mas também em Abraão.

Como o último reconheceu durante seu discurso de aceitação do prêmio no Oscar: “juntos, nossas vozes são mais fortes”. De fato, se o filme fosse totalmente palestino, ele teria sido rotulado como tendencioso e lutado para obter o mesmo nível de atenção global. Ter um co-diretor israelense provavelmente abriu algumas portas, mas também o tornou mais “perigoso”.

Em seu discurso, Abraão disse: “Quando olho para Basileia, vejo meu irmão, mas somos desiguais. Vivemos em um regime onde sou livre sob a lei civil, mas Basileia tem que viver sob leis militares que destruem sua vida e ele não pode controlar. Existe um caminho diferente. Uma solução política sem supremacia étnica. ”

A idéia de um israelense como Abraão expressando oposição ao apartheid e a ocupação claramente não é tolerado. Não se encaixa na narrativa convencional de que Israel é a bússola moral e que todos os palestinos só desejam a obliteração de todos os judeus.

Existem muitos judeus americanos que compartilham as opiniões de Abraham e se manifestaram contra Israel. Eles não foram apenas marcados como “judeus que odeiam” por apoiadores de Israel, mas também foram assediados, censurados, acusados ​​de anti-semitismo e até presos durante manifestações.

Tais ataques sob o pretexto de “combater o anti-semitismo” e “por preocupação com a segurança judaica” tornaram muitos judeus inseguros.

O próprio Abraão foi feito para se sentir “inseguro e indesejável” na Alemanha – o próprio país que fez sua razão pela qual a proteção de Israel e do povo judeu – após seu discurso de aceitação do prêmio no Festival de Berlim no ano passado.

Os políticos alemães correram para rotular seu discurso como “anti-semita”, enquanto o site da cidade de Berlim não descreveu outra terra como “exibindo tendências anti-semitas”.

Como os EUA, a Alemanha só dobrou o apoio a Israel desde o início de sua campanha genocida em Gaza. Dessa forma, ambos os países, como o resto dos apoiadores ocidentais de Israel, tornaram -se barreiras à paz.

Abraham aludiu até esse ponto durante seu discurso de aceitação, dizendo que somos “política externa ajudando a bloquear o caminho” para a paz.

Apesar de todos os desafios que enfrentou, nenhuma outra terra alcançou um sucesso notável. Na esperança de alcançar um público mais amplo nos EUA, os cineastas optaram por se auto-distribuir em teatros selecionados. Para descobrir onde o filme está exibindo, você pode visitar seu site.

Nenhuma outra terra é um filme poderoso que os americanos devem ver. Como Adra apontou em uma entrevista recente para a democracia agora, detemos responsabilidade. Nosso dinheiro dos impostos está financiando a destruição de sua comunidade, que apenas acelerou no ano passado.

Algumas semanas antes da vitória do Oscar, Adra escreveu nas mídias sociais: “Quem se importava com nenhuma outra terra deveria se preocupar com o que realmente está acontecendo no chão … Masafer Yatta está desaparecendo diante dos meus olhos”.

Os americanos devem agir.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente a postura editorial da Al Jazeera.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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