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Por que o canto dos pássaros é mais importante do que você pensa | Natalia Zielonka e Simon Butler
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2 anos atrásem
Natalia Zielonka and Simon Butler
Imagine que você está caminhando por colinas que se estendem por quilômetros, sob o sol quente e o chilrear dos pássaros ao redor.
Esta cena pacífica e serena é cada vez mais rara no mundo moderno.
Nosso paisagens sonoras naturais estão ficando em silêncio à medida que as populações de aves diminuem. Os humanos estão interagindo menos com a natureza, no que às vezes é chamado de “extinção da experiência”. Isto tem sido associado à deterioração da saúde pública e do bem-estar.
Os pássaros costumam ser coloridos e seu canto é a trilha sonora de nossas atividades ao ar livre. Ouvir um refrão da madrugada deve ser como ouvir uma orquestra completa, com cordas, sopros, metais e percussão impressionando pelo volume e complexidade. Mas se os únicos que aparecessem fossem o bumbo e um trompetista, a música seria desanimadora, se não chata.
Nosso estudo explora a ligação entre o canto dos pássaros e as pessoas, especificamente nos vinhedos ingleses, já que a viticultura é a principal atividade do Reino Unido indústria agrícola que mais cresce. Também está fortemente inserido no turismo através de passeios pelas vinhas e eventos de degustação de vinhos.
Pesquisamos comunidades de aves em 21 vinhedos e medimos as características de suas paisagens sonoras usando índices acústicos, que são métricas que capturam a complexidade e o volume do som. Os nossos resultados mostraram que as vinhas com mais espécies de aves tinham paisagens sonoras mais altas e complexas.
Isto não é surpreendente: espera-se que uma vinha com tordos, melros, andorinhões, tentilhões e chapins soe mais diversa e sonora acusticamente do que uma vinha com apenas alguns pombos, corvos e faisões.
Mas será que o silenciamento das nossas paisagens sonoras é importante para nós? A resposta curta é sim. Há evidências crescentes sobre o benefícios para a saúde de passar tempo na natureza, incluindo a redução dos riscos de doenças cardíacas, diabetes e ansiedade. No entanto, embora os benefícios gerais de estar ao ar livre na natureza possam parecer intuitivos, as contribuições dos sons naturais para isso são menos compreendidas.
Então, como parte nossa pesquisaexploramos a experiência de 186 participantes de um tour de vinhos em três vinhedos com paisagens sonoras variadas. Também aprimoramos algumas paisagens sonoras de vinhedos com alto-falantes ocultos, que tocavam o canto de cinco espécies adicionais de pássaros. Isto foi concebido para ver como o envolvimento dos participantes com a natureza seria afetado pelo aumento da diversidade de pássaros e cantos, bem como do volume geral.
Paisagens sonoras surpreendentes
Os resultados foram fascinantes. Paul Harrison, gerente da Saffron Grange, um vinhedo em Essex, resumiu: “O que foi surpreendente foi o impacto significativo que o canto dos pássaros tem nas pessoas”.
Os visitantes que experimentaram sons mais altos e complexos – seja em vinhas com paisagens sonoras naturalmente mais ricas ou naquelas que melhorámos – relataram que gostaram mais dos sons. Eles também se sentiram mais conectados com a natureza e mais satisfeitos com o passeio. Com paisagens sonoras mais ricas, eles se sentiram mais atentos e positivos durante os passeios, relatando que se sentiram mais livres do trabalho, da rotina e da responsabilidade. Eles disseram que se sentiram “absorvidos pelos sons” e os acharam “atraentes”.
Aproveitamos os benefícios da natureza inconscientemente, o que significa, como salientou Harrison, que é fácil considerá-los garantidos: “Todos beneficiamos diariamente da paisagem sonora da vinha e talvez quando é tão frequente não percebemos totalmente como isso é positivo. afeta o bem-estar em comparação com outros ambientes de trabalho.”
Nosso estudo é uma demonstração clara do efeito direto que o canto dos pássaros tem no nosso bem-estar. Mostra que a conservação das aves pode simultaneamente melhorar a nossa experiência de passar tempo na natureza e suscitar emoções positivas.
O mundo que vivemos hoje é diferente daquele que nossos avós viveram. Estamos cada vez mais desligados da natureza e, como resultado, os benefícios da natureza para o nosso bem-estar estão a diminuir. O mais preocupante é que essas mudanças sejam aceitas como a nova norma, um conceito denominado “síndrome de mudança de linha de base”.
Esperamos que nossas descobertas levem mais pessoas a pensar como Harrison, que concluiu:
Isto mostra o quão importante a natureza é para a humanidade em tantos níveis e esperamos que um estudo como este apoie mais investimentos e ajude a manter e melhorar as nossas paisagens sonoras naturais.
Nosso estudo apresenta um argumento forte, embora egoísta, para proteger as paisagens sonoras naturais. Mostramos que mesmo uma hora de exposição ao canto dos pássaros, diversificado e alto, pode levar a sentimentos de otimismo e relaxamento. Assim, esperamos que as empresas e as pessoas sejam inspiradas a investir na conservação e a promover o envolvimento com a natureza em ambientes criativos, como pátios de locais de trabalho ou restaurantes com mesas ao ar livre.
Natalia Zielonka é pesquisadora de pós-doutorado em ciências biológicas na Universidade da Ânglia Oriental e Simon Butler é professor de ecologia aplicada na Universidade de East Anglia.
Este artigo foi republicado de A conversa sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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