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Postecoglou relembra invasão do campo de sapo antes da viagem dos Spurs para Tamworth na FA Cup | Copa da Inglaterra
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2 anos atrásem
David Hytner
Ange Postecoglou teve que remover sapos de um campo pantanoso antes de um dos jogos mais importantes de sua carreira, então o empate da FA Cup no domingo, na superfície 3G de Tamworth, fora da liga, não o preocupa.
O técnico do Tottenham tem muita experiência em campos artificiais, inclusive desde seu tempo na Escócia com o Celtic, e disse que seus jogadores treinariam em um na sede do clube em Enfield, no sábado. Mas a mente de Postecoglou voltou ao seu primeiro trabalho como técnico no South Melbourne e a um jogo decisivo em condições incomuns. Foi uma eliminatória da Oceania para a primeira Copa do Mundo de Clubes de 2000 e Postecoglou tem lembranças vivas não apenas do que estava em jogo, mas também do piso do estádio em Fiji.
“No aquecimento, tivemos que remover sapos que ficavam pulando no campo”, disse Postecoglou. “Os sapos gostam de grama e adoram lagos e havia um pouco de água lá também, então foi uma combinação de coisas que os atraiu. Era um ambiente tropical.
“Na hora, você meio que pensa: ‘Sério?’ Mas então você percebe o que estava em jogo – um bom dinheiro e a oportunidade de jogar contra alguns dos melhores times do mundo. Nosso presidente na época, George Vasilopoulos, que ainda está por aí, tinha essas contas de preocupação – elas malharam naquele dia, deixe-me dizer. Ele ficou pensando em nosso saldo bancário e vendo sapos e rãs no campo. É uma experiência.”
South Melbourne venceu e avançou para o Brasil, onde enfrentou Manchester United, Vasco da Gama e Necaxa; cada uma das eliminatórias foi realizada no Maracanã do Rio de Janeiro – uma experiência extraordinária para a equipe semiprofissional da Postecoglou. Eles perderam os três jogos, mas apenas por uma margem de dois gols. O United havia notoriamente se retirado do Copa da Inglaterra para competir.
“Foi o grande time do United que conquistou a tripla vitória e acabamos perdendo por 2 a 0”, disse Postecoglou. “Mas fizemos um relato decente de nós mesmos. Alguns dos meus jogadores, que eram semi-profissionais, mas bons jogadores de futebol, provavelmente jogaram o melhor jogo de suas vidas naquele dia. O que vamos enfrentar Tamworth são os jogadores que esperam fazer o mesmo. É por isso que você sempre precisa ser respeitoso.”
Postecoglou disse que a qualificação para a Copa do Mundo de Clubes destruiu efetivamente a temporada doméstica do South Melbourne porque seus jogadores se distraíram e não queriam correr o risco de se machucar. Tamworth, 16º na Liga Nacional, venceu apenas duas das sete partidas em todas as competições desde o sorteio da Copa da Inglaterra. Postecoglou está pronto para eles darem um soco acima de seu peso. Ele tem sido o azarão muitas vezes durante sua carreira e conhece bem o roteiro.
“Acho que as pessoas estão cansadas das minhas histórias… Me sinto como o vovô na reunião de família; ‘lá vai ele de novo com as velhas histórias de guerra’”, disse Postecoglou. “Mas você sabe que tenho estado muito nessa posição. Mesmo com a seleção australiana, jogamos a Copa do Mundo (2014) contra a Holanda, depois de eles terem bateu na Espanha (5-1) no primeiro jogo. Muito assustador. Nós acabamos perdendo por 3-2. Achei que tivemos azar naquele dia.
“O futebol, mais do que qualquer outro esporte, é um verdadeiro nivelador. E isso porque ainda é um jogo muito difícil de fazer gols e realmente mostrar a diferença de níveis. É isso que adoro no jogo. Permite que pessoas de todos os níveis sonhem e é por isso que a FA Cup é uma competição tão grande. Estou do outro lado da cerca desta vez. Quero ter certeza de que mostraremos nossas capacidades.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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