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Prefeito alemão alerta contra ‘ódio’ – DW – 23/01/2025

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O prefeito de Aschaffenburg, Jürgen Herzing, disse estar “abalado” depois de um esfaqueamento mortal em sua cidade e pediu calma enquanto o ataque intensifica o debate na Alemanha sobre a migração antes de eleições em 23 de fevereiro.

O ataque de quarta-feira no estado de Baviera deixou duas pessoas mortas, incluindo um menino de 2 anos, e outras gravemente feridas.

Herzing vê ‘paralelos’ com ataques anteriores

Herzing disse em uma cerimônia de entrega de coroas na cidade que havia “paralelos” com outros ataques, referindo-se a incidentes mortais nas cidades alemãs de Magdeburgo, Solingen e Wurtzburgo.

Em cada caso, um migrante “fere e mata pessoas inocentes”, disse ele.

O prefeito alemão Jürgen Herzing deposita uma coroa de flores em Aschaffenburg após o ataque mortal na cidade
Após a colocação da coroa na quinta-feira, um funeral está marcado para domingoImagem: Daniel Löb/dpa/picture aliança

A polícia prendeu um homem de 28 anos do Afeganistão por causa do ataque.

O suspeito tinha um passado de comportamento violento e estava recebendo tratamento psiquiátrico, segundo a polícia. Além disso, ele tinha dito que deixaria a Alemanha voluntariamente em Dezembro, mas permaneceu no país enquanto ainda recebia ajuda psiquiátrica.

Aschaffenburg Imam Zischan Mehmood (à direita), ao lado do homem de mesmo nome que também pertence à comunidade islâmica da cidade
Os líderes da comunidade muçulmana de Aschaffenburg estiveram presentes na cerimónia de colocação da coroa de flores, segurando cartazes com um versículo do Alcorão que diz: “Quando alguém tira uma vida, será como se tivesse matado toda a humanidade”. Imagem: Daniel Löb/dpa/picture aliança

“Nunca podemos e devemos atribuir o ato de um indivíduo a um grupo populacional inteiro”, disse Herzing, observando os sentimentos de raiva, tristeza e “pensamentos de vingança” dos moradores da cidade.

“Sinto como se meu próprio filho tivesse morrido – ou meu irmão tivesse morrido ou sido ferido”, disse Herzing. “Acho que é o mesmo para muitos outros.”

Ataque mortal com faca em Aschaffenburg, Alemanha

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Algumas das vítimas do esfaqueamento vieram de origens migrantes, sendo a criança de 2 anos que morreu no ataque vinda de Marrocos. Uma menina ferida veio da Síria.

O suspeito acusado do ataque deve comparecer ao tribunal ainda nesta quinta-feira.

O ministro do Interior da Baviera, Joachim Hermann, disse que o suspeito estava previsto para ser deportado em junho passado, mas que “erros e problemas” acabaram por dificultar a organização do seu regresso.

Líder da oposição alemã pede nova política de asilo

O líder da oposição alemã, Friedrich Merz, do conservadora União Democrata Cristã (CDU)Entretanto, disse que a Alemanha precisa de rever as suas políticas de migração e asilo após o ataque.

“Enfrentamos os esfarrapados de 10 anos de política equivocada de asilo e migração da Alemanha”, disse Merz, pedindo o fim de todas as entradas ilegais no país.

Ele disse que a Alemanha deveria usar a legislação nacional para intervir na lei de asilo “disfuncional” da UE, ao mesmo tempo que apela a controlos permanentes de todas as fronteiras alemãs.

Merz quer implementar estas políticas se se tornar chanceler após as eleições de Fevereiro. A CDU lidera actualmente na maioria das sondagens de opinião, com sondagens que mostram que recebe entre 28% a 34% de apoio do público alemão.

Migração é uma questão fundamental na campanha eleitoral alemã de 2025

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Alguns alemães culpam a CDU de Merz pelo estado da migração para a Alemanha. Em 2015, a ex-chanceler da CDU, Angela Merkel, permitiu que mais de um milhão de requerentes de asilo, principalmente do Médio Oriente e do Afeganistão, atravessassem a fronteira para a Alemanha.

O primeiro-ministro bávaro, Markus Söder, chefe do partido irmão da CDU, a União Social Cristã (CSU), disse que o foco deveria ser “a segurança em primeiro lugar” após o esfaqueamento em Aschaffenburg.

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que ocupa o segundo lugar na maioria das pesquisas eleitorais, apelou à deportação dos requerentes de asilo “perigosos”. O líder da AfD no Bundestag, Tino Chrupalla, disse que a Alemanha deve “manter contactos diplomáticos com Afeganistão“para facilitar as deportações, pedindo uma cooperação mais estreita entre o governo alemão e o Talibã afegão sobre o assunto.

Ministro do Interior alemão diz estar ‘trabalhando duro’ para deportar criminosos para o Afeganistão

A ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, membro do Partido Social-democrata de centro-esquerda, disse que o governo está “trabalhando arduamente para deportar mais criminosos para o Afeganistão”. O governo alemão deportou pessoas no ano passado para o Afeganistãoapesar das preocupações com os direitos humanos sob o domínio talibã.

Afeganistão: mulheres tornam-se “invisíveis” sob o regime talibã

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Faeser também criticou o Regulamento de Dublin da UE, que determina que o pedido de um requerente de asilo deve ser processado no primeiro país de chegada. O suspeito chegou à Alemanha via Bulgária.

“Já estamos vendo mais uma vez que o sistema de Dublin não funciona mais”, disse Faeser.

Chanceler alemão, Olaf Scholzque também pertence ao SPD e concorre a outro mandato na chancelaria, havia anteriormente chamado o esfaqueamento de “um ato de terror inacreditável”.

“As autoridades devem trabalhar arduamente para descobrir por que o agressor ainda estava na Alemanha. As consequências devem surgir imediatamente das descobertas – não basta falar”, disse Scholz, acrescentando que está “doente e cansado” de “tais atos de violência.”

wd/nm (Reuters, AFP)



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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