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Programa Olhar Digital entrega óculos para estudantes em Rio Branco

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Clícia Araújo

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), por meio da Divisão de Assistência Estudantil, realizou, nesta sexta-feira, 20, a cerimônia de entrega de óculos do Programa Olhar Digital, na Escola Dr. Mário de Oliveira, em Rio Branco. A iniciativa contemplou 47 alunos da unidade escolar. No dia anterior, a ação atendeu 50 estudantes do Colégio Acreano.

Equipe da Divisão de Assistência Estudantil comprometida com o bem-estar dos alunos da rede estadual. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O programa é resultado de uma parceria entre a SEE e a Secretaria de Saúde (Sesacre) e tem como objetivo garantir consultas oftalmológicas gratuitas e a distribuição de óculos de grau para alunos da rede estadual. A iniciativa visa não apenas melhorar o desempenho escolar, mas também contribuir para a qualidade de vida dos estudantes, identificando e corrigindo problemas de visão que possam comprometer o processo de ensino-aprendizagem.

Ana Sofia Felisberto e sua mãe, Elisa Felisberto, destacam os benefícios dos óculos entregues pelo programa. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Impacto positivo nas famílias

Para Elisa Felisberto, mãe de Ana Sofia, aluna da Escola Dr. Mário de Oliveira, o programa representa uma oportunidade crucial para famílias de baixa renda. “Achei muito interessante, porque muitas mães não têm condições de fazer a consulta e comprar os óculos. Minha filha tinha muita dificuldade para enxergar, mesmo sentando na frente. Depois que passou a usar óculos, ela melhorou bastante no aprendizado”, afirmou.

Anny Felício e sua mãe celebram a conquista proporcionada pelo Programa Olhar Digital. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A estudante Anny Felício também celebrou o impacto do programa em sua vida. “Esses óculos vão me ajudar muito. Eu tinha dificuldade para enxergar o que estava escrito no quadro, agora não mais. Só tenho a agradecer”, disse.

Sua mãe, Maria Raimunda Ferreira, destacou a transformação proporcionada pela ação. “Na escola, ela não conseguia ler as atividades no quadro e os professores chamavam a sua atenção. Agora vai melhorar 100%. Esse programa é uma bênção, um presente de Deus”.

Silvana Aires Assad, chefe da Divisão de Assistência Estudantil, à frente da organização do Programa Olhar Digital. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Organização e alcance

Durante o ano letivo de 2024, 675 alunos de Rio Branco e Bujari foram beneficiados com óculos entregues em escolas como: Mário de Oliveira, Colégio Acreano, José Sales de Araújo, Belo Jardim, Instituto São José, Wilson Pinheiro, Agnaldo Moreno, Salgado Filho, João Mariano e Escola São Pedro, no Bujari.

Silvana Aires Assad, chefe da Divisão de Assistência Estudantil, explicou as etapas do programa. “Fazemos a triagem nas escolas com aparelhos digitais, encaminhamos os alunos para consultas médicas e, com base na receita, organizamos a escolha das armações junto aos pais. As lentes são confeccionadas em até 20 dias e entregues em cerimônias para valorizar as famílias”.

Momento especial na solenidade de entrega dos óculos na Escola Mário de Oliveira, em Rio Branco. Foto: cedida

Ela também relatou momentos vividos durante as entregas. “Ontem, no Colégio Acreano, uma criança disse à mãe: ‘Tá tudo em 3D’. Isso é muito gratificante. Esse programa melhora a qualidade do ensino e ajuda a reduzir a evasão escolar, identificando alunos que não enxergam bem e corrigindo esse problema, o que vai além da simples vontade de colocá-los na carteira da frente”, concluiu.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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