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Proprietários de funerárias do Colorado se declaram culpados de 191 acusações de abuso de cadáveres | Colorado
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2 anos atrásem
Associated Press
Os proprietários de um Colorado A funerária acusada de empilhar 190 corpos dentro de um prédio em temperatura ambiente e de dar cinzas falsas aos parentes enlutados se declarou culpada na sexta-feira de abuso de cadáveres enquanto famílias lesadas observavam no tribunal.
Jon e Carie Hallford, proprietários da casa funerária Return to Nature, começaram a armazenar corpos em um prédio decrépito perto de Colorado Springs já em 2019 e deram às famílias concreto seco no lugar de restos cremados, de acordo com as acusações. A sombria descoberta do ano passado alterou os processos de luto das famílias.
Os acordos de confissão alcançados entre os réus e os promotores exigem que Jon Hallford receba uma sentença de prisão de 20 anos e Carie Hallford receba de 15 a 20 anos de prisão.
Ao longo dos anos, os Hallford gastaram de forma extravagante, dizem os promotores. Eles usaram o dinheiro dos clientes e quase US$ 900 mil em fundos de ajuda à pandemia para comprar esculturas corporais a laser, carros sofisticados, viagens para Las Vegas e Flórida, US$ 31 mil em criptomoedas e outros itens de luxo, de acordo com registros judiciais.
Mesmo que o casal vivesse bem, os promotores disseram que os corpos em sua funerária estavam em decomposição.
“Os corpos estavam no chão, empilhados em prateleiras, deixados em macas, empilhados uns sobre os outros ou simplesmente empilhados em quartos”, disse a promotora Rachael Powell. Ela disse que os familiares dos falecidos cujos corpos foram descobertos “ficaram intensamente e para sempre indignados”.
Cada um dos Hallfords se declarou culpado de 191 acusações de abuso de cadáveres pelos corpos encontrados em decomposição e dois casos de corpos errados sendo enterrados.
Também concordaram em pagar a restituição, com valor ainda a ser determinado. Acusações adicionais de roubo, falsificação e lavagem de dinheiro seriam descartadas nos termos dos acordos.
A sentença foi marcada para 18 de abril.
Seis pessoas com objeções aos acordos de confissão pediram antes da audiência de sexta-feira para se dirigirem ao tribunal. Eles consideraram a duração das sentenças sob o acordo judicial insuficiente, dada a conduta dos Hallfords, disseram os promotores.
O juiz Eric Bentley disse que eles teriam a oportunidade de falar antes da sentença. Se o juiz rejeitar o acordo de confissão, os Hallfords poderão retirar as suas confissões de culpa e ir a julgamento.
No mês passado, os Hallfords se confessaram culpados de acusações federais de fraude em um acordo no qual reconheciam fraudar clientes e o governo federal.
Jon Hallford é representado pela Defensoria Pública, que não comenta casos. O advogado de Carie Hallford, Michael Stuzynski, não quis comentar.
Ao longo de quatro anos, os clientes da Return to Nature espalharam o que pensavam ser as cinzas dos seus entes queridos em locais significativos, por vezes a um voo de distância. Outros carregavam suas urnas em viagens pelo país ou seguravam-nas com força em casa.
Os corpos, que os promotores afirmam terem sido armazenados de forma inadequada, foram descobertos no ano passado, quando vizinhos relataram um mau cheiro vindo de um prédio na pequena cidade de Penrose, a sudoeste de Colorado Springs.
As autoridades encontraram corpos empilhados uns sobre os outros, alguns repletos de insetos. Entre eles estavam restos muito deteriorados para identificação visual. O prédio era tão tóxico que os socorristas tiveram que usar equipamentos anti-perigo e só puderam permanecer dentro de casa por breves períodos.
A descoberta dos corpos no Return to Nature levou os legisladores estaduais a fortalecer o que estava entre as regulamentações funerárias mais frouxas do país. Ao contrário da maioria dos estados, o Colorado não exigia inspeções de rotina nas funerárias ou credenciais dos operadores das empresas.
Este ano, os legisladores equiparam as regulamentações do Colorado às da maioria dos outros estados, em grande parte com o apoio da indústria funerária.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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