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Refugiados na linha de frente da crise climática global, alerta ONU | Notícias sobre a crise climática
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2 anos atrásem
Os riscos climáticos ajudam a duplicar o número de pessoas deslocadas para 120 milhões, informa o ACNUR.
As alterações climáticas estão a ajudar a impulsionar uma crise crescente de refugiados, aumentando o enorme número de pessoas já deslocadas pelo conflito, de acordo com um relatório das Nações Unidas.
Três quartos das pessoas deslocadas à força no mundo vivem em países fortemente afetados pelos riscos climáticos, afirmou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no documento lançado na terça-feira.
O número de pessoas que fogem de conflitos duplicou para mais de 120 milhões na última década, 90 milhões delas em países com exposição elevada a extrema a perigos relacionados com o clima, informou.
Metade das pessoas deslocadas encontra-se em locais afetados tanto por conflitos como por graves riscos climáticos, como Mianmar, Somália, Sudão e Síria.
“Para as pessoas mais vulneráveis do mundo, as alterações climáticas são uma dura realidade que afecta profundamente as suas vidas”, afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi. “A crise climática está a provocar deslocações em regiões que já acolhem um grande número de pessoas desenraizadas por conflitos e insegurança, agravando a sua situação e deixando-as sem nenhum lugar seguro para onde ir.”
Cerca de 700 mil pessoas foram forçadas a fugir da guerra no Sudão, atravessando para o vizinho Chade. O país acolhe refugiados há anos, mas está altamente exposto às alterações climáticas. Aqueles que permanecem no Sudão correm o risco de serem deslocados ainda mais devido às graves inundações, afirma o relatório.
Mais de 70 por cento dos refugiados de Mianmar procuraram segurança no Bangladesh, onde os ciclones e as inundações são classificados como extremos.
“Na nossa região, onde tantas pessoas foram deslocadas durante tantos anos, vemos os efeitos das alterações climáticas diante dos nossos olhos”, disse Grace Dorong, uma activista climática e antiga refugiada que vive no Sudão do Sul.
“Espero que as vozes das pessoas neste relatório ajudem os decisores a compreender que, se não forem abordados, os deslocamentos forçados – e o efeito multiplicador das alterações climáticas – irão piorar. Mas se eles nos ouvirem, também podemos fazer parte da solução.”
O relatório da ONU foi divulgado no Reunião climática COP29 no Azerbaijão. Delegados de quase 200 países reúnem-se esta semana para discutir os desafios relacionados com as alterações climáticas, embora os maiores, como os Estados Unidos e a China, não tenham enviado delegações de alto nível.
A cimeira do clima foi aberta na segunda-feira, entre novos avisos de que 2024 está a caminho de quebrar recordes de temperaturaacrescentando urgência a um debate turbulento sobre o financiamento climático, à medida que os países mais pobres procuram um aumento na meta de 100 mil milhões de dólares por ano no fórum.
Numa entrevista à Al Jazeera, Damilola Ogunbiyi, representante especial da ONU para a energia sustentável, disse que uma das suas “principais expectativas é sobre o papel do financiamento climático”.
“Temos um ano recorde de investimentos em energia limpa e renovável. No entanto, apenas 15% disso vai para o Sul Global”, disse ela.
A recente eleição de Donald Trump como presidente dos EUA acrescentou um sentido de urgência renovada ao evento. Trump ameaçou repetidamente retirar os EUA do histórico Acordo de Paris para limitar aquecimento global.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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