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Ringo Starr persegue sonho na música country em novo álbum – 09/01/2025 – Ilustrada

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Thales de Menezes

Ringo Starr usar um chapéu de caubói na foto estampada na capa de “Look Up”, vigésimo primeiro álbum de estúdio de sua carreira solo, não é uma escolha estética. Serve como uma declaração de intenções, pois, aos 84 anos, o Ringo da música country está de volta.

Em março de 1970, duas semanas antes do anúncio oficial do fim dos Beatles, Ringo lançou seu álbum de estreia, “Sentimental Journey”, de rock e pop. Apenas cinco meses depois, enquanto os fãs ainda começavam a conhecer melhor seu disco solo, ele lançou mais um, “Beaucoups of Blues”. Ninguém entendeu direito o lance, pois era um disco imerso na música country.

Na verdade, o foco ali era o bluegrass, uma variante mais radical do country, gravada exclusivamente com instrumentos acústicos e muito influenciada pelas canções irlandesas trazidas aos Estados Unidos pelos imigrantes. E é novamente do bluegrass que emerge o novo álbum, lançado mundialmente nesta sexta (10).

Sem um disco que tenha atingido alguma relevância nas últimas décadas, e sem gravar nada desde “What’s My Name“, álbum com dezenas de convidados no estúdio lançado em 2019, desta vez ele fechou a proposta no retorno à música caipira americana e foi buscar talvez o melhor parceiro possível para a missão: T Bone Burnett.

Guitarrista, compositor, produtor e lenda viva do som de caubói, Burnett chega aos 76 anos tendo lançado há poucos meses um dos melhores álbuns da carreira, “The Other Side”, com um punhado de grandes músicas. Mesmo assim, reservou mais de uma dezena de composições novas para abastecer o novo projeto do amigo inglês.

Ele assina nove das 11 faixas de “Look Up”, entre elas o primeiro single lançado, “Time on My Hands”, canção tocante sobre amores perdidos. As exceções são duas ótimas canções, “You Want Some”, balada básica de Billy Swan, e “Thankful”, única composição de Ringo no disco, em parceria com Bruce Sugar. Mas, como produtor, Burnett cumpre um outro papel que é talvez mais importante do que escrever o material.

Ele costurou as participações especiais do álbum, colocando Ringo lado a lado com alguns personagens bem interessantes da música country atual. O principal deles é, sem dúvida, Billy Strings, guitarrista de 32 anos com quatro discos lançados, entre eles o premiadíssimo “Home”.

Strings passa por várias faixas do álbum e, segundo Burnett, teve a tarefa de unir numa só linguagem as ideias bluegrass do produtor com o caráter mais roqueiro de Ringo. E é com Strings que o cantor divide vocais nas duas faixas mais fortes do álbum, “Breathless” e “Never Let Me Go”. São clássicos instantâneos do gênero, que se presta perfeitamente para o vozeirão de Ringo. Não exatamente um vozeirão bem educado, musicalmente falando, mas ainda assim uma força sonora incrível.

O disco tem participação de alguns nomes femininos do country, com ótimos resultados. Com a veterana Alison Krauss, que tem uma longa parceria com Robert Plant em vários álbuns e turnês com o ex-Led Zeppelin, Ringo faz a canção que encerra o disco, a já citada “Thankful”. Para o blues pesado “Rosetta”, ele tem ajuda de Strings e do grupo Larkin Poe, das irmãs guitarristas e cantoras Rebecca Lovell e Megan Lovell.

Mas o brilho feminino maior está com a jovem Molly Tuttle, novo fenômeno country que empresta a voz poderosa a quatro canções do repertório: “Look Up”, “I Live for Your Love’, “String Theory” e a espetacular “Can You Hear Me Call”. Empolgado com a garota, Ringo já a recrutou para a turnê do disco.

“Look Up” vai ser tocado ao vivo pela primeira vez na semana que vem. Nos dias 14 e 15, Ringo leva convidados ao palco para duas apresentações em Nashville, a capital da música country nos EUA.

Já foi dito que Paul McCartney e Ringo Starr podem fazer qualquer coisa que quiserem, são os caras que mudaram o mundo com sua música e não precisam provar nada para ninguém. Agora, com “Look Up”, Ringo foi atrás desse desejo de reencontrar o country. Os fãs só precisam agradecer, pois é um de seus melhores discos.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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