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Rio Tinto aposta tudo no lítio com compra da Arcadium – 09/10/2024 – Mercado

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Clara Denina, Melanie Burton

A Rio Tinto anunciou nesta quarta-feira (9) a compra da norte-americana Arcadium Lithium por US$ 6,7 bilhões, em um negócio que fará a companhia se tornar uma das maiores mineradoras de lítio do mundo.

A empresa disse que pagará US$ 5,85 por ação em dinheiro pela mineradora de lítio, um prêmio de quase 90% em relação ao preço de fechamento da Arcadium, de US$ 3,08 por ação, em 3 de outubro, um dia antes de a agência de notícias Reuters informar sobre um possível acordo.

A Rio obterá acesso a minas de lítio, instalações de processamento e depósitos na Argentina, Austrália, Canadá e Estados Unidos com reservas suficientes para décadas de crescimento, bem como uma base de clientes que inclui as montadoras Tesla, BMW e General Motors.

Os preços do lítio caíram devido ao excesso de oferta na China e à desaceleração das vendas de veículos elétricos, o que fez com que as mineradoras do metal surgissem como alvos atraentes de aquisição.

A queda do mercado levou a Rio a agir, disse o presidente-executivo, Jakob Stausholm, à Reuters, vendo o recuo nos preços da commodity como uma oportunidade de adquirir ativos de alta qualidade pelo preço certo.

“Nós realmente queremos lítio para baterias, ou seja, o processamento também. E depois, é claro, gostamos de ser um operador e, se você considerar esses critérios, chegará rapidamente à Arcadium”, disse ele.

“A maneira como você deve pensar sobre isso é uma espécie de aquisição reversa. Não se trata de cortar custos. É um caso de construção mais rápida e melhor”, acrescentou.

RUMO AO CRESCIMENTO

O negócio tornará a Rio Tinto um dos maiores produtores do metal para fabricação de baterias, ao lado da Albemarle e da SQM.

O presidente da Arcadium, Peter Coleman, disse que a Rio será capaz de trazer sua experiência em execução e um forte balanço patrimonial para ajudar a desenvolver os ativos da Arcadium.

“Eles não têm restrições de capital… Para nós, sabemos que os planos de crescimento ainda dependem de uma melhoria no preço nos próximos dois ou três anos, o que é uma melhoria bastante significativa em relação ao ponto em que estamos agora”, disse ele à Reuters.

A Rio pretende transferir seus ativos de lítio existentes para o novo negócio para garantir o crescimento e manter a equipe da Arcadium. “A Rio indicou que está muito interessada em manter sua experiência”, acrescentou.

A combinação de minas ativas da Arcadium, depósitos de lítio com décadas de suprimento e algumas das instalações de processamento mais avançadas do setor complementará a produção de cobre, minério de ferro e outros minerais essenciais da Rio e ajudará a gigante anglo-australiana da mineração a expandir sua presença.

O balanço patrimonial do Rio poderia facilmente financiar o crescimento sem sobrecarregar as operações existentes da mineradora, disseram investidores e analistas.

Jason Beddow, diretor administrativo da gestora de fundos australiana Argo Investments, que possui ações da Rio, disse que o negócio faz muito sentido. “Sim, é um grande prêmio (pelas ações da Arcadium), mas os papeis foram muito vendidos”, disse ele.

A transação, que foi aprovada por unanimidade pelas diretorias das empresas, deve ser concluída em meados de 2025.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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