POLÍTICA
Servidor que supostamente acumulava salários é exonerado
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4 anos atrásem
O servidor do Corpo de Bombeiros do Acre, Roberto Derze Craveiro, nomeado na gestão do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, teve a sua exoneração publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira (19).
As denúncias ocorreram, após ele ter sido nomeado na gestão do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, em janeiro deste ano para exercer o cargo de assessor de planejamento, convênios e contratos na Secretaria Municipal de Zeladoria, comandada pelo secretário Joabe Lira, com CEC 8, salário de R$ 8,2 mil.
Roberto Derze Craveiro estava nomeado na Secretaria de Direitos Humanos como diretor de gestão até esta terça-feira (19) quando teve a sua exoneração publicada. Durante mais de seis meses, Craveiro acumulou supostamente os salários de servidor municipal e servidor estadual, estando lotado em horário integral de 40 horas semanais, na Zeladoria da Cidade, comandada pelo secretário Joabe Lira.
Ao ac24horas, Roberto Derze Craveiro informou que pediu exoneração da prefeitura desde da última quinta-feira, 14, e que durante o período citado acima, recebeu apenas os salários da prefeitura. Ele negou ter recebido os salários do Estado.
“Eu fui pra fazer um trabalho da prefeitura e já pedir exoneração. Isso não procede [receber dois salários] e nem poderia. Eu só recebi da prefeitura e não recebi do governo”, afirmou.
No Portal da Transparência da prefeitura de Rio Branco consta, por exemplo, que Craveiro recebeu em abril/2021 o salário de R$ 8,2 mil. No total, em nove meses de gestão Bocalom, recebeu R$ 73.800 mil aproximadamente.
Somados os rendimentos pagos pelo Município e Estado, Craveiro recebeu o total de R$ 116.496,00, aproximadamente, em apenas nove meses.
No Portal da Transparência, do governo do Acre, consta que Roberto Derze Craveiro recebeu salários de R$ 4.744,59, em todos os meses, de janeiro até setembro de 2021, no cargo de agente administrativo, com carga horária de 40 horas semanais.
No caso dos pagamentos realizados pelo governo do estado, Craveiro recebeu R$ 42.696, estando lotado no Corpo de Bombeiros Militar do Acre.
Ao ac24horas, a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros do Acre informou que o referido funcionário civil se encontra atualmente cedido para Secretaria Estadual de Saúde desde o mês de maio de 2019 .
“Quanto essa nova informação estamos tomando as devidas providências de acordo com a legislação em vigor”, afirmou em nota.
Procurada pela equipe, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) informou que o servidor não faz parte dos quadros desde maio.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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