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SpaceX ‘captura’ foguete gigante Starship em quinto teste de voo | Notícias espaciais

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EspaçoX lançou seu quinto vôo de teste da nave estelar do Texas e retornou o imponente propulsor do primeiro estágio do foguete de volta à terra pela primeira vez, alcançando um novo método de recuperação envolvendo grandes braços de metal.

O impulsionador Super Heavy do primeiro estágio do foguete decolou às 7h25 (12h25 GMT) de domingo das instalações de lançamento da SpaceX em Boca Chica, Texas, enviando o foguete Starship de segundo estágio em um caminho no espaço com destino ao Oceano Índico. oeste da Austrália, onde tentará a reentrada atmosférica seguida de um pouso na água.

O impulsionador Super Heavy, após se separar do impulsionador Starship a cerca de 74 km (46 milhas) de altitude, retornou à mesma área de onde foi lançado para fazer sua tentativa de pouso, auxiliado por dois braços robóticos acoplados à torre de lançamento.

“A torre pegou o foguete!!” O fundador da SpaceX, Elon Musk, postou no X.

Com quase 121 metros (400 pés), a nave estelar vazia arqueou-se sobre o Golfo do México como as quatro naves anteriores que acabaram sendo destruídas, logo após a decolagem ou durante o mergulho no mar. O último, em junho, foi o de maior sucesso até agora, completando o voo sem explodir.

Desta vez, Musk aumentou o desafio e o risco. A empresa trouxe o propulsor do primeiro estágio de volta para pousar na plataforma de onde havia decolado sete minutos antes.

“Você está brincando comigo?” Dan Huot, da SpaceX, observou com entusiasmo perto do local de lançamento. “Estou tremendo agora.”

“Este é um dia para os livros de história da engenharia”, acrescentou Kate Tice, da SpaceX, da sede da SpaceX em Hawthorne, Califórnia.

Coube ao diretor de voo decidir, em tempo real e com controle manual, se tentaria o pouso. A SpaceX disse que tanto o propulsor quanto a torre de lançamento deveriam estar em condições boas e estáveis. Caso contrário, acabaria no golfo como os anteriores. Tudo foi considerado pronto para a captura.

Uma vez livre do propulsor, a espaçonave de aço inoxidável de aparência retrô no topo continuou ao redor do mundo, visando uma queda controlada no Oceano Índico. O vôo de junho foi interrompido no final, depois que os pedaços se soltaram. A SpaceX atualizou o software e reformulou o escudo térmico, melhorando as placas térmicas.

A SpaceX disse que seus engenheiros “passaram anos se preparando e meses testando a tentativa de captura do reforço, com técnicos dedicando dezenas de milhares de horas na construção da infraestrutura para maximizar nossas chances de sucesso”.

As equipes estavam monitorando para garantir que “milhares” de critérios fossem atendidos tanto no veículo quanto na torre antes de qualquer tentativa de devolver o booster Super Heavy.

Se as condições não tivessem sido satisfeitas, o propulsor teria sido redirecionado para uma queda livre no Golfo do México, como em testes anteriores.

Em vez disso, tendo recebido luz verde, o propulsor de retorno desacelerou de velocidades supersônicas e os poderosos “braços pauzinhos” o abraçaram.

A SpaceX também vem recuperando os propulsores do primeiro estágio de seus foguetes Falcon 9 menores há nove anos, depois de entregar satélites e tripulações em órbita da Flórida ou da Califórnia. Mas pousam em plataformas oceânicas flutuantes ou em lajes de concreto a vários quilômetros de suas plataformas de lançamento – e não nelas.

A reciclagem dos boosters Falcon acelerou a taxa de lançamento e economizou milhões para a SpaceX.

Musk pretende fazer o mesmo com a Starship, o maior e mais poderoso foguete já construído, com 33 motores movidos a metano apenas no propulsor. A NASA encomendou duas naves estelares para pousar astronautas na Lua ainda esta década. A SpaceX pretende usar a Starship para enviar pessoas e suprimentos para a Lua e, eventualmente, para Marte.

Fundada apenas em 2002, EspaçoX ultrapassou rapidamente os gigantes da indústria aeroespacial e agora é líder mundial em lançamentos orbitais, além de fornecer a única nave espacial dos EUA atualmente certificada para transportar astronautas.

Também criou a maior constelação de satélites de Internet do mundo – inestimável em zonas de desastre e de guerra.

Mas a sua visão fundadora de tornar a humanidade uma espécie multiplanetária corre cada vez mais o risco de ser ofuscada pela adesão de Musk ao candidato presidencial republicano Donald Trump e pelo seu alinhamento com a política de direita.

Nas últimas semanas, a empresa discutiu abertamente com a Administração Federal de Aviação sobre licenciamento de lançamento e supostas violações, com Musk acusando a agência de exagero e pedindo a renúncia de seu chefe, Michael Whitaker.



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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