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Suspeita, ressentimento, trauma, destruição – Beirute no limite | Israel ataca o Líbano Notícias
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Beirute, Líbano – “Sem telefones!” — grita um homem corpulento enquanto passa por nós em sua scooter. Estou na cidade trabalhando com o correspondente da Al Jazeera, Ali Hashem. O seu amigo e colega jornalista, Ghaith Abdul-Ahad, que está connosco, acaba de tirar uma fotografia de um belo edifício antigo, situado entre as habituais montras e apartamentos numa rua movimentada de Basta, no centro de Beirute.
Embora o homem seja claramente um civil – e não um oficial de qualquer tipo – Ghaith é rápido em atender à sua ordem. Ele pede desculpas e guarda o telefone, mas o homem furioso já virou a scooter e se aproxima, exigindo ver o telefone e a foto ofensiva.
Este tipo de tensão é mais do que apenas borbulhar sob a superfície nesta cidade. Beirute está no limite. No mês passado, os moradores da cidade vivenciaram um evento traumático após o outro. Primeiro, ocorreram ataques em meados de Setembro, quando milhares de pagers e rádios walkie-talkie pertencentes a comandantes do Hezbollah explodiram em casas e locais públicos, matando 32 pessoas e deixando milhares de feridos.
Isto foi seguido por inúmeros ataques aéreos contra o que as forças israelenses alegaram serem alvos do Hezbollah a partir de 20 de setembro, principalmente focados em Dahiyeh, no sul da cidade, próximo ao aeroporto. Em 27 de setembro, o líder do Hezbollah, há 32 anos, Hassan Nasrallah, foi confirmado morto depois que Israel lançou 85 bombas “destruidoras de bunkers” em um subúrbio residencial ao sul da cidade.
Cenas surreais de um assassinato
O ataque de 20 de setembro prendeu muitos civis inocentes, incluindo a família do cinegrafista da Al Jazeera, Ali Abbass, que morava no prédio adjacente ao ataque. O seu filho, Mohammed, descreve ter sido atirado da cama quando o apartamento ficou coberto de poeira – e depois ouviu os gritos terríveis dos feridos. Ali imediatamente mudou sua família para um hotel onde os funcionários da Al Jazeera estavam hospedados. Sua esposa chegou tremendo, ainda em estado de choque.
Um dia depois, a unidade de relações com a mídia do Hezbollah oferece aos jornalistas um tour pelo trabalho de destruição e recuperação.
O correspondente Imran Khan e eu estamos à espera na rua poeirenta onde a greve atingiu jornalistas e equipas de televisão locais, antes de nos juntarmos a algumas das emissoras ocidentais internacionais, para fazermos uma grande confusão mediática.
Dahiyeh está mais quieto que o normal. Há menos trânsito, mas muitos moradores ainda fazem fila nas ruas, alguns para observar a mídia; outros, incluindo Ali, estão voltando para suas casas para resgatar o que puderem. Algumas lojas foram forçadas a fechar, mas outras ainda tentam continuar funcionando normalmente.
Depois de algumas horas de espera, de repente recebemos o sinal dos meios de comunicação do Hezbollah para nos aproximarmos e corremos em direção ao local da explosão, com câmeras lutando desesperadamente pela melhor posição para observar a carnificina.
À primeira vista, não está totalmente claro – através do barulho e da confusão dos escavadores, dos trabalhadores e dos destroços – exactamente o que estamos a ver.

O edifício à nossa frente parece ter cerca de sete andares de altura e 50 metros de largura. Mas ao redor de sua base há uma enorme cratera expondo suas fundações esqueléticas. O porão parece completamente destruído, assim como o térreo e dois ou três andares acima dele.
Os andares superiores estão curiosamente intactos e, no entanto, o edifício ainda parece suficientemente sólido, apesar dos enormes danos que sofreu. Eu me pergunto como ele ainda pode estar de pé.
O comandante militar do Hezbollah, Ibrahim Aqil, esteve na cave deste edifício e os israelitas utilizaram mais uma vez munições poderosas para assassiná-lo, matando também 30 civis próximos.
Quase assim que começo a entender esta cena, os funcionários que nos trouxeram aqui estão gritando para que sigamos em frente.
Imran e eu filmamos apressadamente uma reportagem e algumas fotos muito apressadas enquanto minha câmera é repetida e furiosamente empurrada para baixo pelos agentes da mídia e somos levados para longe do quarteirão, sentindo-nos assediados e confusos, de volta para a rua estreita lá fora. Alguns dos meus colegas locais disseram-me mais tarde que este tipo de comportamento contraditório em relação à imprensa é típico do Líbano.
‘Você é britânico’ – ressentimento e raiva
Em Beirute, descobrimos que as nossas tentativas de recolha de notícias são continuamente atormentadas por dificuldades.
Isto acontece enquanto cobrimos a distribuição de ajuda pela UNICEF num abrigo para pessoas deslocadas fora de Beirute, nas montanhas de Bsous, alguns dias depois, em 26 de Setembro.
Nesta ocasião, sou imediatamente parado por um funcionário do Hezbollah que exige ver meu credenciamento de mídia e depois tenta encontrar falhas nele. Nossa produtora, Zeina, faz alguns telefonemas apressados para seus contatos e, depois de alguns minutos de ansiedade, o homem cede e nos permite continuar.
Apesar disso, ainda não estamos autorizados a entrar no abrigo propriamente dito e temos de nos contentar com filmagens no exterior, onde estão algumas pessoas deslocadas do sul do Líbano e voluntários descarregando ajuda, água, colchões e alimentos.
Notamos muitos olhares desconfiados de várias pessoas claramente descontentes, tanto voluntários como deslocados, descontentes por verem equipas de televisão a tentar captar a sua miséria. Isto tornou-se um padrão no Líbano; organizando-nos para filmar em algum lugar apenas para descobrir que, assim que chegamos, os responsáveis mudaram de ideia.

Também há ressentimento. Um jovem me perguntou em um inglês perfeito: “Você é britânico, por que a Grã-Bretanha apoia Israel?”
O clima não melhora quando funcionários do UNICEF aparecem com uma equipe de TV americana a reboque.
Caixas lacradas de ajuda são cuidadosamente arrumadas e empilhadas atrás dos funcionários do UNICEF enquanto eles sorriem e posam para a sessão fotográfica.
Mas um sentimento de animosidade paira no ar e um homem grita com raiva: “Vocês, ocidentais, fornecem bombas a Israel e tudo o que podem nos dar são alguns cobertores?”
Os sorrisos do UNICEF rapidamente se transformam em olhares ansiosos. Esta não é a recepção que eles esperavam. Dorsa Jabbari, nossa correspondente, decide sabiamente que há pouco valor a ganhar em permanecer e voltamos para o nosso escritório em Beirute.
Ao retornar, percebemos um zumbido baixo e constante, como o de um cortador de grama malévolo. Procurando a origem do barulho, esticamos o pescoço, olhando para cima até conseguirmos distinguir um drone israelense circulando nos céus incontestáveis acima.
O controlo total de Israel sobre os céus de Beirute permite que os seus aviões circulem e alvos livremente e repetidamente. Perdemos a noção do número de assassinatos de líderes e comandantes do Hezbollah à medida que os drones se deslocam de Dahiyeh e ocasionalmente se desviam para o centro de Beirute.

No dia 11 de outubro, dirigimo-nos ao local de outra greve na noite anterior, no bairro de Basta. Uma espessa nuvem de poeira envolveu a rua, cobrindo carros, calçadas e pessoas como neve fina.
À medida que Ali Hashem e eu nos aproximamos do centro da greve, vemos carros atirados contra edifícios, mesmo em cima de outros carros, e no epicentro, apenas destroços fumegantes onde antes existia um edifício.
Um escavador da JCB remove punhados de metal retorcido e concreto, mal arranhando a superfície desta grande pilha de destruição sob a qual inúmeras pessoas podem estar presas.
Em todas as direções, os edifícios circundantes estão fortemente danificados, com buracos gigantes abertos nas paredes e um quarteirão que agora se assemelha a uma macabra casa de bonecas. No interior, caixilhos de janelas, persianas e portas explodiram com a força da explosão, atirando-se pelas salas como projéteis letais.

‘Eles são espiões!’
É depois de examinar estes danos, enquanto caminhamos de volta para o nosso carro com um humor sombrio, que Ghaith tira a fotografia do belo edifício – um sinal de esperança no meio de tanta desolação – que tanto enfurece o homem na scooter.
Ele se virou e correu de volta para nós furioso. “Dê-me seu telefone!” ele exige enquanto tentamos acalmá-lo.
Antes que possamos entregar o telefone, ele dá um soco forte na lateral da cabeça de Ghaith – uma violência brutal e repentina que parece sublinhar o trauma que este bairro já sofreu.
Inicialmente, transeuntes e curiosos correm para ajudar. Alguém segura o homem. Mas, apesar de Ali ser libanês, ele não é deste bairro; somos todos estranhos.
“Eles são espiões!” — grita o homem na scooter, e então alguns dos outros se voltam para nos questionar também. “Vocês são espiões? Por que você tirou essa foto?
Assim como parece que a qualquer momento a multidão pode se voltar contra nós, o agressor se liberta e ataca mais uma vez para lutar, mas felizmente conseguimos escapar pela rua sem olhar para trás.
No meio da morte, destruição e deslocamento de pessoas que temos testemunhado aqui, a suspeita e a desconfiança estão a aumentar e, à medida que a guerra continua, parece-nos que estes receios só se tornarão mais arraigados.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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